FMI alerta: situação econômica e humanitária da Venezuela é alarmante.

Situação Econômica e Humanitária da Venezuela

A situação econômica e humanitária da Venezuela é descrita como "bastante frágil", conforme afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI) na quinta-feira, dia 19. O FMI observou uma inflação estimada em três dígitos e uma rápida desvalorização da moeda local.

Monitoramento da Situação pelo FMI

A porta-voz do FMI, Julie Kozack, comunicou a repórteres que a instituição financeira global continua a monitorar os desenvolvimentos na Venezuela, mesmo após a suspensão de suas relações com o governo do país desde o ano de 2019.

Kozack enfatizou que a abordagem do FMI será guiada pelos seus membros e pela comunidade internacional, especialmente no que tange à possibilidade de retomar o relacionamento com a Venezuela. Desde 2014, aproximadamente um quarto da população do país, cerca de 8 milhões de pessoas, deixou o território venezuelano.

Crise Prolongada

Durante uma coletiva de imprensa do FMI, Kozack declarou: “A Venezuela está passando por uma crise econômica e humanitária grave e prolongada”. Ela destacou que as condições socioeconômicas permanecem extremamente desafiadoras, com altos índices de pobreza, desigualdade e escassez generalizada de serviços básicos. A situação geral, segundo a porta-voz, é bastante frágil.

Dívida Pública

O FMI estimou a dívida pública da Venezuela em 180% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, sem incluir considerações de julgamentos ou arbitragens relacionadas a inadimplências anteriores.

Discussões com os EUA

Kozack informou que a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, teve discussões sobre a Venezuela com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, no âmbito de suas interações regulares sobre questões políticas e nacionais. A porta-voz mencionou que o credor global ainda está em processo de coleta de informações e dados para definir a melhor forma de proceder em relação à Venezuela.

Visita e Reconhecimento

Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou sua intenção de visitar a Venezuela. No mês anterior, houve um ataque das forças americanas ao país, resultando na captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro, que ocupava o cargo há mais de 12 anos.

Trump anunciou que reconheceria a presidente interina Delcy Rodríguez, que atuava como vice-presidente de Maduro, como a legítima chefe do governo da Venezuela, o que representaria uma alteração em sua postura anterior. Autoridades do governo Trump esclareceram nas semanas seguintes que essa mudança de reconhecimento não refletia a posição de Washington.

Relação Histórica com o FMI

O FMI não mantém relações com a Venezuela há mais de duas décadas, tendo realizado a última avaliação formal sobre a economia do país em 2004. A Venezuela quitou seu último empréstimo ao Banco Mundial em 2007, quando o antecessor de Maduro, o falecido Hugo Chávez, afirmou que o país "não precisaria mais ir a Washington" para obter financiamento.

Disposição do FMI para Apoiar a Venezuela

Georgieva afirmou à Reuters no mês anterior que o FMI está preparado para oferecer apoio à Venezuela, mas ressalvou a necessidade de que seus principais acionistas — incluindo os Estados Unidos — reconhecessem a liderança do país, além de que as autoridades venezuelanas buscassem assistência do credor global.

Acesso a Recursos do FMI

Se o FMI restabelecer laços com a Venezuela, o país, que é um exportador de petróleo na América do Sul, poderia ter acesso a aproximadamente US$ 4,9 bilhões em ativos de reserva de Direitos Especiais de Saque (SDR) do FMI. Esses ativos estavam congelados desde que o FMI suspendeu as negociações com a Venezuela há sete anos, devido à falta de reconhecimento do governo de Maduro.

Conversões em Dólares

Bessent comentou no mês anterior que o governo Trump estaria disposto a converter os SDRs da Venezuela em dólares, com o objetivo de apoiar a reconstrução da economia venezuelana, à medida que mais sanções fossem suspensas. Os SDRs são compostos por uma cesta de moedas, incluindo dólares, euros, ienes, libras esterlinas e yuans.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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