O Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe, organizado pelo Banco de Desenvolvimento da região (CAF), tem a intenção de se estabelecer como uma alternativa ao Fórum de Davos, reunindo lideranças políticas e econômicas de todo o continente. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta terça-feira, dia 27, rumo ao Panamá, onde participará do evento nos dias 28 e 29 de janeiro, marcando sua primeira agenda internacional de 2026. A análise é de Pedro Venceslau, ao CNN 360º.
A presença de Lula no fórum destaca o contraste com a participação brasileira no recente Fórum de Davos, que foi considerada esvaziada por analistas. Na Suíça, a representação do Brasil ficou a cargo, principalmente, da ministra Esther Dweck, sem a presença do ministro da Fazenda ou do próprio presidente.
“Muita gente criticou o presidente Lula, que é um defensor do multilateralismo, por não ter comparecido ao Fórum de Davos, além de não ter enviado uma delegação mais robusta, como fez em anos anteriores”, apontou Venceslau. “Entretanto, agora, em contrapartida, este evento que ocorre no Panamá é um momento para Lula se destacar ao lado de seus colegas do continente”, completou.
Participação internacional e oportunidades de negócios
O encontro no Panamá contará com uma expressiva participação de empresas e compradores internacionais, reunindo cerca de 300 empresas exportadoras e 150 compradores internacionais. Além disso, representantes de nações como Estados Unidos, China, Itália, Coreia do Sul e Índia também estarão presentes. O fórum é projetado como uma vitrine para negócios, além de ser uma oportunidade para reafirmar a autonomia do continente, funcionando como uma espécie de resposta aos Estados Unidos, conforme afirmaram analistas.
Visita estratégica ao Canal do Panamá
Como parte da agenda programada para o fórum, diversos chefes de Estado, entre eles Lula, planejam visitar o Canal do Panamá, uma infraestrutura considerada essencial para o comércio internacional. Essa visita possui um caráter simbólico e estratégico, ressaltando a importância de manter o canal como uma via independente para a navegação internacional, especialmente para nações do Caribe.
“É crucial para o comércio internacional que o Canal do Panamá seja preservado de forma independente, permitindo a participação e o trânsito de navios de todo o mundo”, disse Venceslau.
O fórum representa, portanto, uma oportunidade significativa para Lula reafirmar sua liderança regional e fortalecer laços diplomáticos e comerciais. Essa viagem antecede outros compromissos internacionais importantes que o presidente brasileiro deverá cumprir em breve, incluindo visitas à Ásia, Índia e possivelmente encontros com Donald Trump nos Estados Unidos.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br