Retorno do Fundo Imobiliário
O fundo imobiliário Manatí Capital Hedge Fund (MANA11) anunciou, através de fato relevante, a conclusão do investimento no empreendimento Grand Pulse Jundiaí, localizado em Jundiaí, São Paulo. O retorno obtido foi superior ao esperado, e há previsões de distribuição de lucros aos cotistas.
Conforme informações divulgadas no documento, o projeto residencial está inserido no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e possui um valor geral de vendas (VGV) estimado em R$ 231 milhões, havendo superação em relação ao cenário-base inicialmente projetado.
O investimento realizado pelo FII totalizou R$ 15 milhões, sendo aportado em tranches desde o dia 20 de maio de 2025, com uma taxa interna de retorno (TIR) alvo de 22,5% ao ano.
Entretanto, em função da aceleração nas vendas e da antecipação do cronograma, o capital foi devolvido ao fundo ao longo do mês de abril de 2026, resultando em uma TIR realizada de 58,6% ao ano, o que representa 453% do CDI durante o período.
De acordo com a publicação, o resultado dessa operação gerou um rendimento total de R$ 0,159 por cota, que será distribuído aos cotistas conforme as diretrizes do regulamento e da legislação pertinente.
Dividendo de 16%
O MANA11 se destacou no mercado financeiro em 2025 por ser um dos fundos imobiliários que mais distribuiram dividendos. Ao longo do ano passado, o FII repassou aproximadamente R$ 1,30 por cota aos seus investidores, resultando em um yield em torno de 16,6%.
Adicionando-se a valorização das cotas, que passaram de R$ 7,79 em janeiro para R$ 9,26 em dezembro, a rentabilidade total do fundo ultrapassou os 37% durante o ano.
Ao longo desse mesmo período, o número de cotistas do fundo cresceu significativamente, com um aumento próximo de 138%, totalizando mais de 48 mil investidores ao final de 2025, em comparação aos 37,5 mil registrados 12 meses antes.
Em uma entrevista recente ao Money Times, o sócio-fundador da Manatí Capital, Eduardo Mekbekian, discutiu a estratégia que possibilitou os elevados rendimentos do fundo.
Segundo o executivo, atualmente, o principal foco da gestora é o chamado crédito estruturado, que representa cerca de 60% a 70% da carteira do MANA11.
Nesse modelo de operação, o fundo não se restringe a adquirir títulos tradicionais de mercado, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). Em vez disso, ele participa ativamente da estrutura financeira de projetos imobiliários, conforme demonstrado no caso do Grand Pulse Jundiaí, auxiliando na montagem do financiamento dos empreendimentos desde seu início.
Fonte: www.moneytimes.com.br