Galípolo esclarece incertezas sobre próximos passos do Banco Central

Gabriel Galípolo e a Meta de Inflação do Banco Central

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reiterou que a instituição permanece focada em atingir a meta de inflação estabelecida em 3%. Em uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (12), ele destacou que as comunicações emitidas pelo BC não devem ser interpretadas como indícios das próximas decisões da autoridade monetária.

Desempenho da Inflação

"Nestes 11 meses do ano, não houve nenhum mês em que estivemos dentro da meta. E, se analisarmos as projeções, todas indicam que ficaremos, no mínimo, dois terços do meu mandato sem conseguir cumpri-la. Isso explica claramente o motivo pelo qual mantemos a taxa de juros em um patamar restritivo", comentou Galípolo.

Ele enfatizou que é compreensível o debate que existe no mercado sobre os possíveis próximos passos da política monetária. No entanto, ele deixou claro que aqueles que buscam sinais nas comunicações do Banco Central estavam se enganando. "Nossas comunicações e ações se baseiam em fatos e em dados. Portanto, se alguém entendeu que alguma declaração nossa foi um sinal sobre o que o BC pode vir a fazer no futuro, entendeu errado", afirmou.

Interpretação da Economia

Galípolo também mencionou que o objetivo do comunicado e da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) é informar sobre a maneira como os diretores estão interpretando a economia em um cenário repleto de incertezas. Ele reiterou: "Todo mundo pode questionar o Banco Central, mas o Banco Central não pode se opor aos dados. Nosso objetivo é claro: a meta é 3%, e o BC irá perseguir essa meta".

Relação com o Ministro Fernando Haddad

Em relação às declarações do ministro Fernando Haddad, que afirmou que teria reduzido a Selic caso estivesse à frente do Banco Central, Galípolo afirmou que mantém uma relação próxima com o ministro, que considera um grande amigo, e reconheceu seu direito de expressar opiniões. "Mas, no final do dia, recebemos um comando legal do Conselho Monetário Nacional (CMN) para perseguir a meta de 3%", finalizou.

Conclusão

Gabriel Galípolo, enquanto presidente do Banco Central, deixa claro que suas análises e decisões são fundamentadas em dados concretos e visam cumprir a meta de inflação, independentemente de comentários externos ou da opinião pública sobre a política monetária.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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