Galípolo recebeu um ‘desafio’ da gestão anterior do Banco Central, afirma Haddad

Problemas Herdados pelo Banco Central

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta segunda-feira (19) que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, recebeu vários problemas da administração anterior da instituição. Entre as questões mencionadas, Haddad citou a situação do Banco Master, a regulação das fintechs e a desancoragem das expectativas de mercado.

Situação do Banco Master

“Ele [Galípolo] herdou um problema que é o Banco Master, constituído na gestão anterior. O Banco Master não apresentou crescimento neste ano, e Galípolo teve a responsabilidade de, ao final do processo, ter algo robusto que justificasse as decisões difíceis que teve que tomar. Isso foi uma herança, e não era da diretoria dele, já que ele estava na diretoria de Política Monetária”, afirmou Haddad em entrevista ao UOL News.

O Banco Central foi previamente dirigido por Roberto Campos Neto. A CNN Money tentou contatar o ex-presidente do BC, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

Liquidação do Banco Master

Na análise de Haddad, a liquidação do Banco Master pelo Banco Central se baseia em um processo sólido e está sendo conduzida “de forma competente” por Galípolo. A liquidação está sendo investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que está apurando se houve falhas por parte da autoridade monetária durante esse processo.

“Quem deve averiguar a responsabilidade não é o ministro da Fazenda. O Galípolo realmente herdou esses problemas, isso é indiscutível. A apuração da responsabilidade deve ser realizada por órgãos competentes, e não pelo Ministério da Fazenda”, declarou Haddad.

Ampliando o Perímetro Regulatória do Banco Central

Em meio à repercussão do caso do Banco Master e às operações da Polícia Federal relacionadas ao setor financeiro, o ministro mencionou que o Palácio do Planalto está debatendo a possibilidade de expandir o perímetro regulatório do Banco Central. A ideia é que a autoridade monetária passe a regular e fiscalizar os fundos de investimento, atualmente sob a responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

“Eu apresentei uma proposta — que está em discussão no âmbito do Executivo — para ampliar o perímetro regulatório do Banco Central. Há muitas questões que deveriam estar sob a supervisão do BC e que, na minha opinião, estão equivocadamente sob a CVM. O Banco Central deve ampliar seus poderes regulatórios e começar a fiscalizar os fundos, uma vez que há uma intersecção entre os fundos e as finanças”, afirmou Haddad.

Risco Sistêmico no Sistema Financeiro Nacional

Embora o ministro já tenha declarado que o caso do Banco Master pode ser considerado a maior fraude bancária da história do Brasil, ele reiterou na mesma entrevista que não há risco sistêmico para o Sistema Financeiro Nacional.

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) deu início ao pagamento dos credores do Banco Master nesta segunda-feira.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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