Autonomia Financeira do Banco Central
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, declarou em um encontro realizado com banqueiros na capital paulista, na última segunda-feira, dia 9, que a autonomia financeira da autoridade monetária fortaleceria sua capacidade de supervisão. Ele fez esses comentários em relação ao caso do Banco Master.
Necessidade de Atualização
Segundo Galípolo, a autonomia orçamentária representa um “catching up”, que visa alinhar o Brasil aos padrões de outros bancos centrais pelo mundo. Dentro nessa mesma linha de pensamento, ele enfatizou a importância de debater o “perímetro regulatório” da autoridade monetária.
Aumento de Instituições Sob Supervisão
O presidente do BC destacou que há um crescimento no número de instituições que estão sob supervisão do Banco Central, assim como outras que não estão. Isso ocorre em meio a uma redução significativa do número de pessoas e recursos disponíveis para a supervisão. Ele reiterou sua preocupação com a necessidade de dar um salto qualitativo, alcançando a autonomia financeira e orçamentária.
Vigilância e Tecnologia
Galípolo mencionou que diversos bancos centrais estão explorando como, por meio da inteligência artificial, poderiam migrar de uma supervisão por amostragem para uma abordagem mais detalhada. No entanto, ele apontou que não é viável utilizar dados em uma inteligência artificial estrangeira devido a questões de sigilo. Assim, ele ressaltou a necessidade de desenvolver uma tecnologia própria para esse fim, alinhando os investimentos a essa discussão sobre o perímetro regulatório.
Proposta de Emenda à Constituição
No Congresso Nacional, há uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em tramitação que aborda a autonomia financeira do Banco Central. Existe a possibilidade de que o texto, de autoria do senador Plínio Valério (PSDB-AM), inclua uma seção que amplie o perímetro regulatório do Banco Central, permitindo a fiscalização de fundos de investimentos.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br