Desempenho das Despesas de Consumo Pessoal nos Estados Unidos
As despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) nos Estados Unidos apresentaram um crescimento consistente durante os meses de outubro e novembro. Os dados, divulgados pelo Departamento de Análise Econômica (BEA, na sigla em inglês) na quinta-feira (22 de janeiro), mostram que os gastos avançaram 0,5% em ambos os meses, totalizando US$ 98,6 bilhões em comparação com o período anterior.
Aumento na Renda Pessoal
O aumento nos gastos foi acompanhado por um crescimento na renda pessoal. Segundo as estimativas do BEA, a renda total dos norte-americanos cresceu em US$ 30,6 bilhões em outubro e avançou em US$ 80 bilhões em novembro, indicando a continuidade da atividade econômica, mesmo em um ambiente ainda impactado por uma inflação resistente.
A renda pessoal disponível (RPD), que representa o montante disponível para consumo após a dedução de impostos, teve um crescimento mais modesto em outubro, com alta de US$ 12 bilhões, ou 0,1%. Em novembro, a expansão foi mais significativa, alcançando US$ 63,7 bilhões, o que corresponde a um avanço de 0,3%. Esse crescimento reforça a capacidade de manutenção das despesas das famílias.
Indicadores Inflacionários
No contexto inflacionário, o índice de preços PCE, considerado a principal métrica monitorada pelo Federal Reserve, mostrou uma aceleração quando avaliado anualmente. O indicador registrou um aumento de 2,7% em outubro em comparação com o mesmo mês do ano anterior e atingiu 2,8% em novembro, também na comparação anual. Em termos mensais, o índice de preços PCE apresentou alta de 0,2% em ambos os meses.
A Inflação do Núcleo do PCE
A inflação do núcleo do PCE, que exclui os preços de alimentos e energia e é particularmente observada pelo banco central norte-americano, também apresentou um aumento mensal de 0,2% tanto em outubro quanto em novembro. Essa informação indica que as pressões inflacionárias permanecem disseminadas, mesmo quando considerados os componentes menos voláteis da economia.
Impactos no Mercado Financeiro
Do ponto de vista do mercado financeiro, a combinação de um consumo resiliente com uma inflação que ainda supera a meta tende a gerar cautela na bolsa de valores estadunidense. Além disso, essa situação pode sustentar a valorização do dólar em relação a outras moedas, além de pressionar os títulos públicos dos Estados Unidos, especialmente aqueles com vencimentos intermediários e longos. Essa pressão ocorre diante da expectativa de que as taxas de juros permaneçam elevadas por um período prolongado.
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Fonte: br.-.com