Participação da Capital World Investors na Vale
A Vale (VALE3) comunicou ao mercado, na noite da última segunda-feira, dia 12, que a Capital World Investors (CWI) aumentou sua participação na mineradora. Atualmente, a gestora possui 227.690.911 ações ordinárias, o que representa 5,02% do total de ações emitidas pela Vale.
Em um comunicado divulgado pela CWI, foi destacado que esses investimentos são de natureza minoritária e não mudam a composição do controle acionário ou a estrutura administrativa da empresa. A gestora também enfatiza que, no momento, não há uma quantidade específica de ações da companhia que está sendo visada pela CWI.
Reavaliação do Price Target da Vale pelo Safra
Recentemente, o banco Safra ajustou sua estimativa de preço para as ações da Vale (VALE3), elevando-a de R$ 71 para R$ 86 ao final de 2026. Essa nova avaliação implica um potencial de valorização de 13% em relação ao último fechamento. Entretanto, a recomendação da instituição sofreu um rebaixamento, passando de compra para neutra.
O Safra havia classificado as ações da mineradora como overweight (equivalente à compra) desde fevereiro de 2025. Contudo, diante de uma valorização aproximada de 52% no ano passado, os analistas agora acreditam que a ação já reflete grande parte de seu valor potencial no mercado.
Desempenho das Ações em 2025
De acordo com Ricardo Monegaglia, em um relatório, as ações do setor de mineração apresentaram um desempenho satisfatório ao longo de 2025. Entretanto, a Vale destacou-se em comparação a seus concorrentes e em relação aos preços das commodities. Essa situação sugere um possível desempenho inferior para a mineradora caso os preços cessem a partir dos níveis elevados atuais.
Além disso, o Safra demonstrou maior otimismo em relação ao desempenho dos metais em comparação ao minério de ferro, o que favoreceria as empresas concorrentes da Vale. O banco não antecipou a possibilidade de a mineradora anunciar novos dividendos extraordinários antes de meados de 2027, a menos que haja mudanças nas diretrizes para a expansão da dívida líquida.
Fonte: www.moneytimes.com.br