Mercado de ETFs completa 22 anos no Brasil e supera 190 fundos listados
Desde o lançamento do PIBB11, primeiro ETF brasileiro, a indústria cresceu no País oferecendo ao investidor diversificação, custos mais baixos e vantagens tributárias. Crédito: Estadão
Lançamento do ETF GLMP11
A Galapagos Capital anunciou nesta segunda-feira, dia 14, o lançamento do GLMP11, um ETF (fundo de investimento negociado na Bolsa) que oferece exposição ao setor de energia limpa no Brasil. Este produto foi um dos cinco selecionados em um edital promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com o objetivo de estimular o desenvolvimento do mercado brasileiro de ETFs.
Detalhes do ETF
O fundo começará a ser negociado na B3, a Bolsa de valores brasileira, com um aporte inicial de R$ 20 milhões levantado pela Galapagos. O BNDES atuará como investidor-âncora, aportando um montante equivalente ao que foi levantado por meio de outros recursos. O ETF é direcionado tanto para investidores de varejo quanto para investidores institucionais e possui uma taxa de administração de 0,20% ao ano.
Índice Teva Ações Energia Limpa
O GLMP11 replica o Índice Teva Ações Energia Limpa, que foi desenvolvido e é calculado pela Teva Índices. Esse índice reúne empresas brasileiras que atuam nos setores de geração, transmissão e distribuição de energia, além de companhias que fazem parte da cadeia de biocombustíveis, como açúcar e etanol.
Atualmente, as empresas que fazem parte do índice incluem: Copel (CPLE6), Equatorial (EQTL3), Cemig (CMIG4), Axia (AXIA3), Energisa (ENGI11), Isa Energia (ISAE4), Engie (EGIE3), Taesa (TAEE11), CPFL (CPFE3), Alupar (ALUP11), Auren (AURE3) e São Martinho (SMTO3).
Embora nem todas essas empresas estejam diretamente ligadas à geração de energia renovável, a Galapagos argumenta que o Brasil já conta com uma matriz elétrica relativamente limpa. A ampliação do segmento de energia limpa, segundo a organização, também depende do desenvolvimento e da expansão da infraestrutura de transmissão e distribuição.
Metodologia do índice Teva
A metodologia usada pelo índice Teva aplica critérios como liquidez, valor de mercado e saúde financeira para selecionar as companhias do setor que são consideradas “investíveis”. Além disso, a metodologia impõe um limite de participação de 15% para cada empresa dentro da carteira, o que ajuda a reduzir o risco de uma concentração excessiva de ativos.
Entre os requisitos que as empresas devem atender para serem incluídas no índice, está a exigência de um valor de mercado superior a R$ 5 bilhões e um volume médio de negociação em bolsa que ultrapasse R$ 100 milhões mensais. A carteira do ETF é rebalanceada semestralmente.
Expectativas da Galapagos
A expectativa da Galapagos é que a seleção no edital do BNDES ajude a atrair novos investidores, contribuindo para aumentar a escala e a liquidez do produto. O sócio responsável pela área de ETFs da Galapagos Capital, Bruno Stein, comentou: “A participação do banco ajuda uma tese que já fazia parte dos nossos estudos a ganhar volume e visibilidade, além de contribuir para que o fundo alcance mais rapidamente um tamanho compatível com a entrada de investidores institucionais, como fundos de pensão”.
Histórico e Patrimônio da Galapagos
O GLMP11 é o 11º ETF lançado pela Galapagos desde sua entrada neste mercado, que ocorreu no final de 2025. Antes do fundo focado em energia limpa, a empresa já havia lançado produtos relacionados a renda fixa, ações internacionais, metais físicos e criptoativos. No total, a plataforma de ETFs da gestora possui mais de R$ 660 milhões em patrimônio líquido e cerca de 5.400 cotistas, conforme dados disponibilizados em agosto.
*Com informações da Broadcast
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Fonte: www.estadao.com.br
