Venezuela Revoga Operações de Companhias Aéreas
A Venezuela revogou os direitos operacionais de seis companhias aéreas internacionais, incluindo as brasileiras Gol (GOLL54) e Latam, após a suspensão de seus voos para o país com base em um alerta de segurança emitido pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA).
Licenças Canceladas
Além de Gol e Latam, também tiveram suas licenças de operação canceladas as companhias Iberia, TAP, Avianca, Colombia e Turkish Airlines. As empresas Air Europa e Plus Ultra interromperam temporariamente seus voos, mas mantêm autorização para operar.
É importante mencionar que a Latam Airlines Brasil não realiza voos para a Venezuela.
Justificativa do Instituto Nacional de Aviação Civil
O Instituto Nacional de Aviação Civil da Venezuela declarou que as companhias aéreas "aderiram a ações de terrorismo de Estado promovidas pelos EUA" ao suspenderem os voos unilateralmente.
Alerta da FAA
No dia 22 de setembro, a FAA emitiu um alerta sobre uma "situação potencialmente perigosa" ao sobrevoar o território venezuelano, citando um aumento na atividade militar e interferências nos sistemas de navegação.
Tensão na Região
Nos últimos meses, as forças dos Estados Unidos foram enviadas ao Caribe devido ao incremento das tensões com o governo de Nicolás Maduro, que é acusado de envolvimento em atividades relacionadas ao tráfico de drogas.
Companhias Que Continuam Operando
Apesar da suspensão dos voos por algumas companhias, as empresas Copa e Wingo continuam a operar na Venezuela, assim como companhias aéreas locais que oferecem destinos para países como Colômbia, Panamá e Curaçao.
Prazo para Retomada dos Voos
Na segunda-feira, 24 de setembro, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) informou que as autoridades venezuelanas concederam um prazo de 48 horas para que as empresas retomem operações aéreas. Caso contrário, elas correm o risco de perder a autorização para operar no país.
Ausência de Pronunciamentos
Até o momento, Gol e Latam não se pronunciaram sobre a questão quando foram abordadas pela equipe do Money Times.
Fonte: www.moneytimes.com.br