Guerra não influencia a trajetória dos juros, afirma Alckmin

Alckmin comenta sobre a taxa de juros e a guerra no Oriente Médio

Impacto da guerra no Oriente Médio

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, declarou neste sábado (14) que não percebe influência da guerra no Oriente Médio na decisão do Banco Central (BC) a respeito da taxa básica de juros. Alckmin fez essas afirmações durante uma visita a uma concessionária da Scania localizada nas proximidades de Brasília.

Crítica à taxa de juros

Ele enfatizou que aumentar os juros não levará à redução do preço do petróleo, afirmando: "Não adianta aumentar juros que não vai cair o preço do petróleo. Não acredito não. A taxa de juros está muito elevada. Já não é um mês. Já está elevada há muito tempo." Essa declaração se refere à expectativa de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) prevista para a próxima quarta-feira (18).

Comparação global

Alckmin observou que, ao se comparar com outros países, a taxa de juros brasileira está entre as duas mais altas do mundo. “Então, todo o empenho pela redução da taxa de juros,” acrescentou.

Expectativas do mercado financeiro

O mercado financeiro especula uma possível diminuição da Selic. O ministro apontou que o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, por exemplo, não considera a agricultura e o petróleo na formulação de suas decisões sobre juros, pois acredita que os juros não irão contribuir para a redução dos preços das commodities ou para aumento das chuvas, fatores que impactam diretamente a economia.

Reflexões sobre a guerra e medidas governamentais

Alckmin expressou sua esperança de que a guerra termine o mais brevemente possível, ressaltando que este conflito gera problemas para o mundo inteiro. Entretanto, ele não se manifestou sobre a possibilidade de implementação de novas medidas para controlar os preços dos combustíveis no Brasil.

No tocante a medidas já adotadas, ele afirmou: "Torcer para a guerra parar o mais rápido possível, acompanhar o preço do barril do petróleo. Mas eu diria que foram duas decisões importantes. Garantir o abastecimento, não faltar diesel e, de outro lado, agir para reduzir o preço, para evitar um aumento grande do diesel," referindo-se ao pacote anunciado na quinta-feira pelo governo federal.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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