Ministro da Fazenda se Pronuncia sobre Caso do Banco Master
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez uma declaração na quarta-feira, 14 de setembro, a respeito do caso do Banco Master, caracterizando essa situação como a “maior fraude bancária” já ocorrida no Brasil. O comentário foi feito após uma reunião que Haddad teve com o ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Pedro Nascimento, que o procurou para discutir a gravidade do caso.
Preocupações Multiplicadas
Durante uma entrevista concedida à GloboNews, Haddad expressou que a situação gera preocupações à Fazenda por três principais razões, mesmo sendo um assunto que compete ao Banco Central. As áreas de preocupação incluem:
- Impacto sobre a CVM: A Comissão de Valores Mobiliários pode ser severamente afetada pela extensão da fraude.
- Consequências para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC): Embora o FGC não seja uma entidade estatal, ele conta com a participação de instituições como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, o que traz inquietações sobre sua saúde financeira.
- Questões tributárias relacionadas à Receita Federal: A fraudes levantam questões sobre a arrecadação e a conformidade fiscal.
Comunicação Constante com o Banco Central
Haddad enfatizou que mantém um diálogo ativo com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre a evolução do caso do Banco Master. Quando questionado sobre a situação dos pagamentos do FGC aos investidores afetados pela fraude, o ministro salientou que essa questão não é de competência do Banco Central. Contudo, Haddad afirmou sua crença de que todos os valores devidos serão honrados conforme o que foi previamente estabelecido.
Expectativa quanto ao Retorno dos Investimentos
Até o momento, não há uma data definitiva estabelecida para o início do pagamento dos valores devidos aos investidores que foram prejudicados pela situação do Banco Master. Essa incerteza aumenta a ansiedade entre os investidores que aguardam a resolução do escândalo, levantando dúvidas sobre a confiança no sistema financeiro e nas instituições regulatórias do país.
Fonte: www.moneytimes.com.br