Helbor (HBOR3) sobe 7% na bolsa com parceria com Cyrela (CYRE3); BTG destaca potencial de valorização e reforça recomendação de compra.

Helbor (HBOR3) sobe após parceria com Cyrela (CYRE3)

O BTG Pactual reafirmou a recomendação de compra para as ações da Helbor (HBOR3) após a empresa anunciar um acordo com a Cyrela (CYRE3). Essa parceria visa o desenvolvimento de um projeto residencial que se enquadra no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

O banco estabelece um preço-alvo de R$ 4,10 para os papéis da incorporadora, o que representa um potencial de valorização de aproximadamente 46% em relação à cotação atual, que é de R$ 2,81.

No horário das 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira (23), as ações da Helbor apresentavam uma alta de 7,14% na bolsa de valores, enquanto as da Cyrela registravam um avanço de 4,95%.

Como será a parceria?

Em um relatório, os analistas Gustavo Cambauva, Gustavo Fabris e Antonio Pascale classificaram o acordo como positivo, embora reconheçam que o impacto no curto prazo seja limitado.

De acordo com a análise da equipe, esta movimentação indica um esforço por parte da Helbor para melhorar a rotação dos ativos e reduzir sua alavancagem, que alcançou 54,5% ao fim do terceiro trimestre de 2025 (3T25).

Pelos termos do acordo, a Cyrela irá adquirir uma participação em uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), denominada HESA 159, cujo objetivo é o desenvolvimento do projeto.

O empreendimento será desenvolvido sob a marca Vivaz, voltada para o segmento de baixa renda, em um terreno conhecido como “Semp Toshiba”, localizado na cidade de São Paulo e pertencente à SPE.

Após a conclusão da operação, que está sujeita a condições precedentes, a Helbor reduzirá sua participação na HESA 159 de 55% para 30%, passando a atuar como uma sócia no projeto.

Adicionalmente, a Cyrela também adquirirá aproximadamente 19 mil CEPACs (Certificados de Potencial Adicional de Construção) detidos pela SPE, com o pagamento sendo realizado em dinheiro.

Parceria positiva, mas limitada

Na perspectiva do BTG, o principal resultado desse acordo é a geração de caixa para a Helbor, embora de forma gradual.

A previsão é de uma entrada imediata de cerca de R$ 40 milhões durante o fechamento da transação, além de aproximadamente R$ 250 milhões ao longo do desenvolvimento do projeto, cuja previsão de lançamento é para 2027.

“Consideramos este negócio positivo, uma vez que o recebimento em caixa representa 16% da dívida líquida da Helbor, o que resulta em uma desalavancagem significativa e essencial para uma reavaliação das ações”, destacaram os analistas.

No entendimento da equipe, as ações HBOR3 continuam “excessivamente descontadas”, sendo negociadas a aproximadamente 0,4 vez o múltiplo preço sobre valor patrimonial (P/VP).

Fonte: www.moneytimes.com.br

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