HSBC projeta S&P 500 a 7.500 até o final de 2026 com ‘muitos avanços’ no comércio de IA.

O Cenário Atual e Expectativas para 2026

Expectativa de Crescimento na Indústria de IA

Wall Street mantém a expectativa de que a corrida para a construção de soluções de inteligência artificial (IA) continuará ao longo do próximo ano. Essa é a ideia central da projeção da HSBC (HSBC) para o índice S&P 500 (^GSPC) em 2026, que estima que o índice possa atingir 7.500 pontos até dezembro do próximo ano. Esta previsão otimista oferece aos investidores um voto de confiança no rali impulsionado pela IA, que, em determinados momentos, pareceu vacilar devido a temores de uma bolha no mercado, mas que ainda se mantém forte.

Os analistas da HSBC, Nicole Inui, Alastair Pinder e Matt Borchetta, afirmam no relatório que "os gastos com capital em IA devem continuar a dominar em 2026, à medida que a corrida armamentista em IA se intensifica".

A meta apresentada implica um ano adicional de ganhos de dois dígitos, refletindo o auge da tecnologia que foi observado no final da década de 1990. A previsão evita abordar a questão de uma possível bolha na IA — colegas dos autores já argumentaram que não estamos em uma — e, em vez disso, sugere que os ralis podem se prolongar por um período mais extenso, "portanto, vemos mais pela frente e recomendamos uma ampliação do comércio de IA". A expansão, que representa um ganho aproximado de 12% em relação aos níveis atuais, é alimentada por um boom de investimentos em IA.

Tendências Econômicas e Comportamento do Consumidor

Entretanto, a otimismo em relação a uma tecnologia pioneira não é a única tendência que se espera que prevaleça no próximo ano. A HSBC também antecipa que 2026 será caracterizado por um consumidor cauteloso e por diversos elementos que sustentam a economia em forma de K.

"Embora o boom de investimentos em IA deva apoiar a economia, vemos um consumidor mais instável. A inflação continua elevada, o mercado de trabalho está passando por instabilidades, e mudanças nas políticas tendem a favorecer mais os consumidores de alta renda", escreveram os analistas.

Desigualdade Econômica

A HSBC prevê que 2026 será marcado pelo que os analistas chamam de "economia de duas velocidades", onde haverá um alargamento das lacunas entre medidas econômicas fundamentais.

Os consumidores de alta renda e aqueles com melhores pontuações de crédito estão gastando mais e demonstrando uma confiança maior na economia, enquanto os de baixa renda e com notas de crédito menores estão reduzindo seus gastos e têm uma visão mais cautelosa em relação ao futuro econômico.

Sinais do Mercado

A temporada de resultados financeiros deste ano reforçou essa interpretação.

Várias empresas do setor de turismo e hospitalidade, incluindo a Delta (DAL), destacaram sua estratégia de focar em ofertas premium. Por outro lado, executivos do varejo relataram a pressão sobre os consumidores, que estão em busca de promoções, em uma situação que foi descrita como uma mudança nacional para produtos de baixo custo. Empresas que promovem uma proposta de alto valor, como Walmart (WMT) e a proprietária das marcas TJ Maxx, Marshalls e Home Goods, têm se saído bem nesse contexto.

Os analistas da HSBC concluíram: "Vemos este tema do consumidor em forma de K se alargando em 2026, uma vez que as mudanças nas políticas tendem a beneficiar mais os consumidores de alta renda e o Federal Reserve permanece sem mudanças em suas taxas de juros."

Fonte: finance.yahoo.com

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