Bolsa pode valorizar com ajuste fiscal em 2027, mas eleição deve trazer volatilidade, diz Ágora
Para o economista-chefe da corretora Ágora, Dalton Gardiman, há expectativas de que o cenário de ajuste fiscal em 2027 promova uma valorização na bolsa brasileira. No entanto, o período eleitoral que se aproxima deve gerar oscilações significativas no mercado.
Movimentações do Ibovespa e Expectativas do Mercado
O Ibovespa inicia o mês de outubro com atenção voltada para a pesquisa Datafolha, além dos Índices de Gerentes de Compras (PMIs) dos Estados Unidos e da Europa, os quais podem exercer influência sobre a taxa de juros. No último dia de setembro, o índice subiu 1,37%, alcançando 186.340,46 pontos, impulsionado especialmente pelo desempenho positivo dos bancos e da mineradora Vale, enquanto o dólar teve uma queda de 0,81%, negociado a R$ 5,1750. O cenário político brasileiro é relevante neste momento, com os líderes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro apresentando empate técnico nas intenções de voto. No exterior, os índices de Nova York registraram resultados mistos.
O aumento nas projeções do Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE) nos Estados Unidos, que subiu 0,3% em agosto, ficou abaixo das expectativas de mercado. A agenda de hoje também inclui a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) e do Índice de Confiança Empresarial no Brasil, além de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA.
Expectativas para a Economia dos EUA
Nos Estados Unidos, o dia trará a divulgação dos Índices PMIs, incluindo tanto a versão da S&P Global quanto a do ISM. As estimativas apontam para um PMI industrial da S&P Global de 57 pontos, em comparação com 53,9 pontos anteriormente, enquanto o índice ISM é projetado em 55 pontos, superando os 54,6 pontos de agosto. Os dados a serem anunciados ao longo do dia têm o potencial de alterar as expectativas em relação à política monetária do Federal Reserve (Fed).
Além disso, o Departamento do Trabalho dos EUA deve apresentar novos números sobre os pedidos de auxílio-desemprego de setembro, com uma expectativa de 200 mil novas solicitações, além de dados sobre atividade industrial.
Agenda Econômica Brasileira
No contexto doméstico, o principal indicador econômico a ser observado nesta quinta-feira (1º) é o IPC-S de setembro, que será divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A mediana das projeções indica uma alta de 0,60%, após um recuo de 0,37% em agosto. Também será divulgado o Índice de Confiança Empresarial, também produzido pela FGV.
Na arena política, os investidores aguardam a divulgação de uma nova pesquisa Datafolha, que está prevista para o final do dia, a poucos dias do primeiro turno das eleições. À noite, os candidatos à Presidência do Brasil participarão de um debate na TV Globo, o que deve gerar ainda mais movimentações no mercado.
O que movimentou o Ibovespa nesta quarta-feira (30)
O Ibovespa encerrou o mês de setembro com um avanço acumulado de 5%. Na última sessão do mês, o índice da B3 teve um aumento de 1,37%, atingindo 186.340,46 pontos. O dólar, por sua vez, caiu 0,81%, sendo negociado a R$ 5,1750. Essa alta foi impulsionada principalmente pela valorização de instituições financeiras e da mineradora Vale (VALE3), apesar de o desempenho das bolsas de Nova York ter sido misto.
Entre os papéis que se destacaram nessa última sessão, o Itaú (ITUB4) registrou uma alta de 4,68%. Outros bancos, como o Bradesco (BBDC3; BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11), também apresentaram valorização. A Vale (VALE3) teve um incremento de 0,43%, acompanhando a alta do minério de ferro na China. Em contraste, a Petrobras (PETR3; PETR4) ficou próxima da estabilidade mesmo com a valorização do petróleo durante a maior parte do pregão.
Uma pesquisa realizada pela Indexa/Broadcast indicou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui 43% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 42% em uma simulação de segundo turno, apontando para um empate técnico. Em relação às finanças do governo, constatou-se que a dívida bruta do governo geral subiu de 82,6% para 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto.
No cenário internacional, os índices da bolsa de Nova York encerraram o dia com resultados variados, onde o Dow Jones caiu 0,86% e o S&P 500 teve uma redução de 0,25%, enquanto o Nasdaq avançou 0,24%. Em relação a indicadores no mercado americano, o Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE), um dado importante de inflação monitorado pelo Fed, subiu 0,3% em agosto, abaixo das expectativas que eram de 0,4%. O núcleo do índice cresceu 0,2% no mês, também abaixo das projeções feitas anteriormente.
A seguir, segue a agenda para esta quinta-feira (1):
Fonte: www.estadao.com.br
