Ibovespa atinge novo recorde acima de 147 mil pontos impulsionado pela MBRF (MBRF3) e Wall Street; dólar recua para R$ 5,35.

Desempenho do Ibovespa

O Ibovespa (IBOV) recebeu um impulso positivo devido ao apetite por riscos no exterior, ocasionado por expectativas de um novo acordo comercial entre os Estados Unidos e a China, além da previsão de um novo corte na taxa de juros americana. O índice também se beneficiou de uma forte valorização do minério de ferro.

Nesta terça-feira, dia 28, o principal índice da bolsa brasileira encerrou o pregão em alta de 0,31%, alcançando 147.428,90 pontos. Essa marca representa o quinto dia consecutivo de alta e um novo recorde nominal histórico. O maior nível de fechamento registrado anteriormente ocorreu na véspera, dia 27, quando o índice fechou a 146.969,10 pontos.

Este foi o 16º recorde do Ibovespa no ano de 2025.

Por outro lado, o dólar à vista (USBRL) finalizou as negocições a R$ 5,3597, apresentando uma queda de 0,20%.

Cenário Fiscal e Propostas do Governo

No cenário nacional, a questão fiscal voltou a ganhar destaque significativo.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que, caso se faça necessário, o governo pode encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta complementar ao projeto que isenta do Imposto de Renda (IR) os contribuintes que ganham até R$ 5 mil mensais. Essa medida visa evitar a perda de receitas e assegurar a neutralidade fiscal.

Haddad também mencionou que a pasta está analisando projeções da Instituição Fiscal Independente (IFI), um órgão vinculado ao Senado. Segundo essas projeções, a expectativa é de uma perda de arrecadação da ordem de R$ 1 bilhão — um valor que, conforme ele, é “facilmente ajustável”, em comparação com as estimativas do Ministério da Fazenda, que prevêem uma queda na receita de aproximadamente R$ 4 bilhões.

Altas e Quedas do Ibovespa

No contexto das companhias que compõem o Ibovespa (IBOV), as ações da MBRF (MBRF3) se destacaram, impulsionando-se em mais de 20% durante o pregão. Esse crescimento decorre de um acordo de investimento assinado no dia anterior (27) com a Halal Products Development Company (HPDC), uma subsidiária integral do fundo soberano da Arábia Saudita, resultando na criação da marca Sadia Halal.

Por outro lado, a ponta negativa do índice foi liderada pela Auren (AURE3), enquanto os papéis da C&A (CEAB3) também figuraram entre as maiores perdas do Ibovespa, sendo impactados pela curva de juros futuros e um clima econômico mais “frio”.

Entre as maiores empresas, os bancos encerraram a sessão em alta, animados pela expectativa de divulgação dos balanços corporativos. A Petrobras (PETR4 e PETR3) se destacou entre os papéis mais negociados da B3 e também fechou em leve alta, apesar da tendência contrária do mercado de petróleo.

Por sua vez, a Vale (VALE3) apresentou uma valorização superior a 1%, beneficiando-se da significativa alta do minério de ferro na China. O contrato mais líquido da referida commodity, com vencimento em janeiro, registrou uma alta de 1,93%, alcançando 792,50 yuans (ou US$ 111,44) por tonelada na Bolsa de Dalian.

Desempenho Externo

Os índices de Wall Street encerraram a sessão em alta, atingindo máximas históricas, refletindo a expectativa pela formalização de um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China.

Adicionalmente, os operadores do mercado começaram a precificar quase 100% de probabilidade de que o Federal Reserve (Fed) reduza a taxa de juros em 0,25 ponto percentual.

Conforme a ferramenta FedWatch, do CME Group, os investidores estão avaliando 99,9% de chance de que o Fed realizará a redução, estabelecendo as taxas entre 3,75% e 4,00% ao ano. Na sessão anterior (dia 27), essa probabilidade era de 97,3%.

Na Europa, os mercados mostraram um desempenho majoritariamente negativo, com a realização de lucros após os ganhos recentes. O mercado aguarda a decisão do Banco Central Europeu (BCE) programada para a próxima quinta-feira (30). O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou uma queda de 0,22%, fechando a 575,76 pontos. Este resultado se deu após três sessões consecutivas de alta.

O FTSE 100 de Londres apresentou um comportamento distinto, encerrando a sessão em alta de 0,44% e alcançando 9.696,74 pontos, atingindo assim o maior nível nominal de fechamento histórico.

Na Ásia, os índices também apresentaram um desempenho negativo, com destaque para o índice Nikkei, do Japão, que recuou 0,58%, fechando a 50.219,18 pontos. O índice Hang Seng, de Hong Kong, também teve queda de 0,33%, alcançando 26.346,14 pontos.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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