Ibovespa atinge novo recorde e supera os 158 mil pontos em dia de grandes valorização; dólar recua para R$ 5,33.

Ibovespa atinge novo recorde e supera os 158 mil pontos em dia de grandes valorização; dólar recua para R$ 5,33.

by Ricardo Almeida
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Desempenho do Ibovespa

O Ibovespa (IBOV) acompanhou o tom positivo de Wall Street na véspera do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, e registrou sua terceira sessão consecutiva de altas, com a renovação de recordes.

Alta do Índice

Nesta quarta-feira (26), o principal índice da bolsa brasileira encerrou as negociações com uma alta de 1,70%, alcançando 158.554,94 pontos, superando o recorde nominal anterior estabelecido no início do mês. No dia 11 de novembro, o Ibovespa havia fechado em 157.748,60 pontos.

Durante a sessão, o índice atingiu uma nova máxima histórica intradia aos 158.713,52 pontos, apresentando um crescimento de 1,80%, no maior nível desde o último dia 11.

O dólar à vista (USBRL) encerrou o dia a R$ 5,3346, com uma queda de 0,78%.

No cenário interno, os investidores estavam atentos tanto às contas públicas quanto a novos dados econômicos.

Balanço das Contas Públicas

Em entrevista à GloboNews, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enfatizou que a pasta “fez questão de não fazer excepcionalidade no arcabouço em relação aos Correios”.

Ele explicou: “Qualquer solução para esse caso passará necessariamente por um plano de reestruturação. Não há como o Tesouro Nacional considerar algo que não passe por um plano de reestruturação aprovado pelo Tesouro Nacional, que é de quem se pede o aval para viabilizar financeiramente essa proposta.”

Mudanças no Imposto de Renda

Nesta mesma quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) Pessoa Física para quem recebe até R$ 5 mil mensais, além de estabelecer descontos para rendas de até R$ 7.350. A nova norma também cria uma taxação para altas rendas, a partir de R$ 600 mil por ano.

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, declarou que essa medida deve gerar um ganho de R$ 1,9 bilhão.

Dados Econômicos

Os dados econômicos disponíveis tiveram menor destaque. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), uma prévia da inflação, subiu 0,20% em novembro, após um avanço de 0,18% no mês anterior. O consenso do mercado esperava um novo crescimento de 0,18% mensal.

No acumulado do ano, a prévia da inflação avançou 4,15%, e em um horizonte de 12 meses, 4,50%, encontrando-se dentro da faixa de tolerância para o acumulado anual e no limite para o horizonte mais extenso.

Altas e Quedas no Ibovespa

As principais companhias listadas no Ibovespa (IBOV) foram fundamentais para a nova marca do índice. Os bancos tiveram uma ascensão coletiva, impulsionados por um significativo fluxo de capital e em resposta a uma nota de crédito divulgada pelo Banco Central.

Conforme o BC, o estoque total de crédito no Brasil aumentou 0,9% em outubro em comparação com setembro. A inadimplência no setor de recursos livres permaneceu em 5,3%, e o spread bancário para o mesmo segmento foi de 32,6 pontos percentuais no mesmo mês.

Destaques do Ibovespa

A Vale (VALE3), um dos principais destaques do índice, registrou uma alta de quase 2%, ultrapassando o valor de R$ 66 por ação. Durante a sessão, a mineradora alcançou o maior preço de tela desde dezembro de 2023.

A ex-estatal foi impulsionada pelo fluxo de capital antes do feriado nos Estados Unidos, além da valorização do minério de ferro, que teve um aumento de 0,19%, fechando a 797 yuans (US$ 112,49) por tonelada na Bolsa de Dalian, na China.

Entre os destaques positivos do Ibovespa, a Rumo (RAIL3) liderou com uma alta superior a 9%. Por outro lado, a Hapvida (HAPV3) enfrentou uma queda de mais de 7%, entre preocupações dos investidores em relação à companhia e uma série de revisões negativas emitidas por bancos e corretoras sobre suas ações.

Desempenho nos Mercados Externos

Os índices de Wall Street registraram o quarto dia consecutivo de ganhos significativos, impulsionados pelas expectativas de um novo corte nas taxas de juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed) em dezembro.

Expectativas do Federal Reserve

Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, indicava uma chance de 84,9% de que o Fed reduza as taxas para a faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. Na véspera, a probabilidade era de 85,2%. A expectativa de manutenção da taxa aumentou de 14,8% para 15,1% neste dia.

Devido à ausência de dados recentes, resultante do mais longo shutdown da história dos EUA, os investidores voltaram sua atenção para o Livro Bege, que normalmente não impacta significativamente os mercados.

No entanto, desta vez, o documento destacou preocupações em torno do mercado de trabalho, mencionando que “a atividade econômica sofreu pouca alteração desde o relatório anterior”, enquanto “o emprego recuou ligeiramente no período atual, com cerca de metade dos distritos observando uma demanda de mão de obra mais fraca”.

Avisos do Federal Reserve

No dia anterior (25), o diretor do Fed, Stephen Miran, afirmou que a deterioração do mercado de trabalho se deve à política monetária que é “excessivamente” restritiva. Ele expressou preocupação de que, se não se continuar a reduzir as taxas de juros, a taxa de desemprego poderá continuar a aumentar, sendo “fonte de aumentos contínuos no desemprego, o que não é positivo”.

Cotações de Wall Street

Confira o fechamento dos índices de Wall Street:

  • Dow Jones: +0,67%, aos 47.427,12 pontos;
  • S&P 500: +0,69%, aos 6.812,61 pontos;
  • Nasdaq: +0,82%, aos 23.214,69 pontos.

Os mercados norte-americanos estarão fechados nesta quinta-feira (27) por conta do feriado e retomarão as negociações na sexta-feira (28), em horário reduzido.

Mercados Europeus e Asiáticos

Na Europa, os mercados operaram atentos ao Orçamento de Outono do Reino Unido. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou com uma alta de 1,09%, atingindo 574,21 pontos.

Na Ásia, os índices fecharam o pregão com significativas altas, em meio à expectativa de afrouxamento monetário contínuo nos EUA e ao andamento da política econômica no Japão. O Nikkei, do Japão, encerrou aos 49.559,07 pontos, com uma alta de +1,85%.

O movimento de ganhos foi impulsionado por novas declarações da primeira-ministra Sanae Takaichi, que mencionou a possibilidade de o Japão enfrentar uma situação semelhante ao “momento Truss” do Reino Unido, caracterizada pela perda de confiança do mercado devido a uma política fiscal expansionista.

Takaichi também declarou ao Parlamento que o governo está preparado para adotar medidas contrárias a quedas especulativas do iene ou a movimentos voláteis nas taxas de juros de longo prazo.

Além disso, o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve um crescimento de 0,13%, fechando em 25.928,08 pontos.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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