Desempenho do Mercado de Ações
O mercado de ações da bolsa de valores brasileira fechou esta quarta-feira, 15 de janeiro, em um tom positivo. O Ibovespa (BOV:IBOV) atingiu uma nova máxima histórica de fechamento, mantendo essa tendência pelo segundo pregão consecutivo. O principal índice registrou uma alta de 0,26%, alcançando 165.568 pontos. Esse desempenho foi acompanhado pelas bolsas de valores norte-americanas e foi sustentado, principalmente, pela valorização das ações do setor financeiro. O volume financeiro totalizou R$ 19,9 bilhões, superior à média móvel dos últimos 50 pregões, indicando a participação ativa dos investidores institucionais. Adicionalmente, o contrato futuro de Ibovespa (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT) também se movimentou de acordo com o mercado à vista, refletindo expectativas mais otimistas para o curto prazo, embora o ambiente continue sensível à trajetória dos juros.
Fatores que Influenciaram o Mercado
Dados Econômicos no Brasil
Os movimentos do mercado nesta quarta-feira foram impulsionados por uma combinação de fatores tanto domésticos quanto internacionais. Dentro do Brasil, o destaque foi para o resultado robusto das vendas no varejo de novembro de 2025, que cresceram 1,0% em relação a outubro e 1,3% na comparação anual. Esse desempenho superou amplamente as projeções do mercado e reforçou a percepção de uma atividade econômica resiliente. Esse cenário acabou pressionando os juros futuros ao fortalecer a expectativa de que a taxa Selic permanecerá elevada por um período mais longo.
Aspectos do Mercado Externo
No cenário internacional, os investidores acompanharam a valorização do índice DXY (CCOM:DXY), que apresentou um aumento de 0,33%, refletindo a força global do dólar norte-americano. Em contrapartida, o dólar futuro no Brasil (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) recuou 0,62%, o que favoreceu o real, que se destacou como uma das moedas de melhor desempenho no dia. No que diz respeito ao ambiente geopolítico, a diminuição das tensões entre Estados Unidos e Irã contribuiu para a redução dos prêmios de risco, beneficiando commodities e intensificando o apetite por ativos de risco nos mercados globais.
Movimentações no Mercado Corporativo
No ambiente corporativo, a sessão foi marcada por movimentos significativos entre as principais ações que compõem o índice. Entre as companhias que mais contribuíram positivamente para o Ibovespa, destacaram-se B3 S.A. (BOV:B3SA3), operadora da infraestrutura do mercado financeiro, Embraer (BOV:EMBR3), fabricante brasileira de aeronaves, e Bradesco PN (BOV:BBDC4), um dos maiores bancos do Brasil.
Dentre as ações que exibiram maiores altas percentuais no dia, figuraram Vamos (BOV:VAMO3), uma empresa focada na locação de caminhões e máquinas, Magazine Luiza (BOV:MGLU3), conhecida como referência no varejo físico e digital, e Multiplan (BOV:MULT3), que é responsável pela administração de shopping centers de alto padrão. Por outro lado, a Smart Fit (BOV:SMFT3) registrou uma queda significativa, após sinalizar margens mais pressionadas devido aos resultados projetados para 2026. No ranking das ações mais negociadas, além da B3, Bradesco e Magazine Luiza, percebeu-se um fluxo concentrado em papéis relacionados aos setores de consumo, finanças e infraestrutura.
Mercado de Juros Futuros
O mercado de juros futuros da bolsa de valores brasileira também encerrou a sessão em alta ao longo de toda a curva. Os vencimentos de curto prazo reagiram de forma mais intensa ao dado robusto das vendas no varejo, enquanto os contratos de médio e longo prazos seguiram o movimento de alta dos yields norte-americanos, reforçando a expectativa de uma política monetária mais restritiva por um período mais prolongado. As taxas dos contratos futuros de juros (BMF:DI1FUT) atingiram aumentos de até 4,5 pontos-base, principalmente nos vencimentos mais líquidos. O leilão do Tesouro Nacional, que resultou na venda integral de LTNs e NTN-Fs, também teve um papel importante, contribuindo para o ajuste das expectativas ao longo da curva.
Fonte: br.-.com