Desempenho do Ibovespa e Expectativas Econômicas
O Ibovespa (IBOV) começou a semana com desempenho positivo, em resposta ao Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) que ficou abaixo das expectativas do mercado.
Nesta segunda-feira (15), o principal índice da bolsa brasileira finalizou as negociações com um aumento de 1,07%, encerrando a jornada em 162.481,74 pontos. Por outro lado, o câmbio do dólar à vista (USDBRL) teve uma alta de 0,21%, fechando a R$ 5,4219.
No contexto nacional, os investidores reagiram a novos dados relacionados à atividade econômica. O Banco Central informou que o IBC-Br registrou uma queda de 0,20% em outubro, em contrapartida à projeção do mercado, que esperava um crescimento de 0,10%. No mês anterior, a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) já havia mostrado uma redução de 0,20% em relação a agosto.
Até o momento, o IBC-Br acumula um avanço de 2,40% desde o início do ano e um aumento de 2,50% no acumulado dos últimos 12 meses.
Após a divulgação desses dados, a curva de juros passou a indicar uma probabilidade de aproximadamente 75% para um corte de 25 pontos-base na taxa Selic em janeiro, enquanto a manutenção da taxa básica era cotada em cerca de 25%, de acordo com a análise da especialista Laís Costa, da Empiricus Research.
Altas e Quedas do Ibovespa
Entre as empresas listadas no Ibovespa, os papéis da Rede D’Or (RDOR3) se sobressaíram, registrando uma alta de quase 5% após o anuncio de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) que somam aproximadamente R$ 8,12 bilhões. A distribuição de dividendos extraordinários já era antecipada pelo mercado, em virtude dos impactos da nova tributação sobre lucros e dividendos; no entanto, de acordo com analistas do BTG Pactual, o valor anunciado superou as expectativas.
A empresa Hapvida (HAPV3) também destacou-se entre as maiores altas, em virtude de expectativas de ajuste nos planos de saúde. As projeções feitas pelo Bradesco BBI indicam que os planos individuais deverão ter um aumento de 8,7% no próximo ano, comparado a um aumento de 6,1% projetado para 2025. Este ajuste é benéfico para a operadora, considerando que esse segmento representa 25% de sua receita.
Entre as ações de maior peso, as dos bancos continuaram a apresentar ganhos, ainda refletindo a retirada dos nomes do ministro do STF, Alexandre de Moraes, e de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, da lista de sancionados dos Estados Unidos na Lei Magnitsky, no último dia 12 de novembro.
A empresa Vale (VALE3) também teve uma performance positiva, encerrando as negociações com alta superior a 0,5%, beneficiada por uma rotação global de ativos. A Petrobras (PETR4), por sua vez, conseguiu manter seus ganhos, impulsionada pela demanda local; contudo, esses ganhos foram restringidos pela queda de quase 1% do petróleo Brent na Intercontinental Exchange (ICE) em Londres.
Na contramão, a Braskem (BRKM5) liderou as perdas. Durante a manhã, a IG4 anunciou um acordo para assumir a participação da Novonor na empresa do setor petroquímico.
Perspectivas do Mercado Externo
Nos Estados Unidos, os índices de Wall Street apresentaram oscilações, em um momento de espera por novos dados a serem divulgados ao longo da semana.
Em destaque, o relatório oficial de empregos (payroll) será publicado amanhã (16) e o índice de preços ao consumidor (PCE, na sigla em inglês), uma referência de inflação para o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA), será divulgado na próxima sexta-feira (19).
Até o fechamento do dia, o mercado indicava uma probabilidade de 77,9% de que o Fed optasse por manter os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. A chance de um corte de 0,25 ponto percentual era de 22,1%.
Confira os índices ao fechamento:
- Dow Jones: -0,09%, aos 48.416,56 pontos;
- S&P 500: -0,16%, aos 6.816,51 pontos;
- Nasdaq: -0,59%, aos 23.057,416 pontos.
Na Europa, os índices fecharam em alta, em meio às expectativas sobre a última decisão de política monetária da Zona do Euro. Na próxima quinta-feira (18), o Banco Central Europeu (BCE) deve manter a taxa referencial de juros em 2% ao ano. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,14%, aos 582,54 pontos.
No continente asiático, os índices finalizaram o dia em queda, influenciados por novas informações da China. As vendas no varejo do país aumentaram 1,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, um crescimento abaixo da previsão da Reuters, que era de 2,8%, e uma desaceleração em comparação à alta de 2,9% do mês anterior.
A produção industrial na China cresceu 4,8% em novembro em relação ao ano anterior, ficando ligeiramente abaixo do aumento de 4,9% observado no mês anterior e das expectativas que indicavam um avanço de 5%.
O índice Nikkei, do Japão, registrou uma queda de 1,31%, fechando em 50.168,11 pontos. Ao mesmo tempo, o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve uma desvalorização de 1,34%, encerrando o dia em 25.628,88 pontos.
Fonte: www.moneytimes.com.br

