Desempenho do Mercado Acionário
O mercado de ações brasileiro vivenciou uma quinta-feira marcada por um ajuste técnico significativo, resultando em uma queda de 1,02% no Ibovespa, que fechou aos 187.766 pontos. Esse movimento ocorreu logo após o índice ter enfrentado a resistência histórica de 190 mil pontos na sessão anterior. Um aspecto que chamou a atenção dos operadores foi o volume financeiro, que subiu para R$ 29,5 bilhões, um valor consideravelmente mais elevado em comparação à média habitual de R$ 20,3 bilhões. Esse aumento no volume financeiro sugere uma intensa movimentação e o reposicionamento de grandes investidores diante do aumento da aversão ao risco no cenário global.
Cenário Econômico
Fundamentais Econômicos
Os fundamentos da economia nacional geraram preocupações, especialmente com a queda de 0,4% no volume de serviços em dezembro. Isso indica que a atividade econômica pode estar perdendo dinamismo, especialmente em um momento antecedente à próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável pela definição da taxa de juros. Esse fator diverso se soma a um ambiente político mais tenso em Brasília, após o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), avançar com relatórios da Polícia Federal que mencionam figuras relevantes da própria Corte. Essa situação gerou um ruído institucional que mantém o mercado em constante vigilância.
Situacão Externa
O cenário externo foi o principal propulsor do pessimismo no mercado. As bolsas de valores de Nova York enfrentaram quedas acentuadas, especialmente no setor tecnológico. No âmbito das commodities, o petróleo Brent sofreu uma desvalorização significativa, pressionado por previsões de um excesso de oferta e por declarações de Donald Trump sobre a possibilidade de um acordo com o Irã. Em contraposição, o minério de ferro permaneceu em um cenário de espera, em decorrência do feriado do Ano Novo Lunar na China. Esse feriado limitou a liquidez e a clareza nos preços dessa commodity metálica essencial.
Setores em Destaque
Ações Individuais
Os setores bancário e petroquímico foram protagonistas nas ações individuais durante a sessão. O Banco do Brasil reportou um lucro robusto de R$ 5,7 bilhões, embora suas provisões tenham sofrido impacto em razão de um calote bilionário da Braskem. Esta última viu suas ações despencarem mais de 11% após a Petrobras anunciar que não prosseguirá com a compra da participação na empresa. Em contraste, ações de companhias como Ambev e Itaú conseguiram desvincular-se do desempenho negativo do índice, enquanto a Raízen e a CSN acompanharam a queda nas commodities e se posicionaram entre as maiores perdas do dia.
Mercado de Juros Futuros
Diferentemente do nervosismo observado no mercado acionário, o mercado de juros futuros apresentou um dia de maior tranquilidade e uma redução nas taxas. Os contratos de DI fecharam em baixa, alinhados com a diminuição dos rendimentos dos títulos públicos americanos. Este alívio na curva de juros foi potencializado pelo sucesso de um leilão realizado pelo Tesouro Nacional, que registrou uma demanda excepcionalmente elevada por títulos prefixados. Esse fenômeno demonstra que, mesmo em meio à volatilidade da bolsa, ainda há uma confiança sólida por parte dos investidores nos ativos de renda fixa oferecidos pelo governo brasileiro.
Fonte: br.-.com