Queda do Ibovespa
O Ibovespa (IBOV) registrou uma perda de quase 5 mil pontos, em um cenário de deterioração do sentimento de risco nos Estados Unidos e reação negativa ao balanço do Santander Brasil (SANB11).
Por volta das 14h37 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira estava cotado a 180.945,40 pontos, apresentando um recuo de 2,29% na mínima intradia. Essa queda ocorre em um dia em que a cautela fiscal no Brasil foi retomada. Na terça-feira (3), o Congresso Nacional aprovou o programa Gás do Povo e um pacote de propostas que amplia os salários e bônus de servidores do Legislativo, o que contribui para elevar os gastos do Executivo.
Mais cedo, uma pesquisa realizada pelo instituto Meio/Ideia revelou que o senador Flávio Bolsonaro avançou nas intenções de voto e se encontra, no momento, tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um hipotético segundo turno das eleições de 2026.
O levantamento indicou que Lula possui 45,8% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro atinge 41,1%. Considerando uma margem de erro de 2,5 pontos percentuais tanto para mais quanto para menos, os candidatos estão em empate técnico.
Sobe e desce do Ibovespa
Em um dia marcado pela forte aversão ao risco, apenas três ações estavam em alta até o horário da reportagem: Braskem (BRKM5), Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11), que avançaram 2,05%, 0,49% e 0,16%, respectivamente, às 14h59 (horário de Brasília). As exportadoras de papel e celulose se beneficiaram da valorização do dólar.
Por outro lado, a ponta negativa foi liderada pelas ações da Totvs (TOTS3), que reage à venda da Dimensa para a Evertec, e pela Hypera (HYPE3), reflexo da aprovação do aumento de capital em até R$ 1,5 bilhão pelo Conselho de Administração da companhia, ocorrida no mesmo horário. A TOTS3 enfrentou uma queda expressiva de 12,06%, enquanto a HYPE3 viu uma desvalorização de 9,68%.
As ações de maior peso no Ibovespa, Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3), também apresentaram recuos de 0,13% e 0,39%, respectivamente, no mesmo período.
Dólar em queda
No mercado cambial, o dólar opera em queda em relação às principais moedas globais, como o euro e a libra, cotado em níveis próximos a 97 pontos, influenciado por dados relacionados ao mercado de trabalho nos Estados Unidos e por tensões geopolíticas.
Nesta quarta-feira, o relatório ADP, que analisa apenas o setor privado, revelou um acréscimo de 2.000 vagas de trabalho em janeiro, um número que ficou abaixo da previsão de 45.000 empregos criados, conforme estimativas de economistas consultados pela Dow Jones.
Adicionalmente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve uma conversa telefônica com o presidente chinês, Xi Jinping, abordando uma ampla gama de temas geopolíticos antes da visita programada de Trump à China em abril. Essa conversa ocorreu poucas horas após uma reunião virtual de Xi com o presidente russo, Vladimir Putin.
Trump afirmou que os dois líderes tiveram “uma longa e profunda conversa” sobre comércio, questões militares, Taiwan, a guerra da Rússia na Ucrânia, além de entregas de motores de avião e compras de petróleo e gás pela China dos Estados Unidos.
No Brasil, o dólar à vista acompanhou o movimento do câmbio exterior, atingindo a máxima intradiária às 14h50, quando cotou a R$ 5,2601 (+0,19%).
Mercados de Wall Street em queda
As bolsas de Wall Street estão majoritariamente em queda, intensificando as perdas nas últimas horas em resposta a dados de emprego e resultados financeiros de empresas. De acordo com os últimos relatos, as ações da AMD experimentaram uma queda superior a 16% após a divulgação de resultados trimestrais que não atenderam às expectativas do mercado.
Confira o desempenho dos índices de Wall Street:
- Dow Jones: +0,10%, aos 49.290,90 pontos;
- S&P 500: -0,74%, aos 6.866,84 pontos;
- Nasdaq: -1,84%, aos 22.826,31 pontos.
Fonte: www.moneytimes.com.br