Ibovespa cai sob atenção ao Master e pressão de Trump sobre o Fed; dólar atinge R$ 5,37

Negociações do Ibovespa e Influências Externas

O Ibovespa (IBOV) iniciou a semana com um desempenho negativo, influenciado pelo aumento das tensões entre a Casa Branca e o Federal Reserve (Fed), que é o Banco Central dos Estados Unidos. Além disso, o mercado local também acompanhou os desdobramentos do Caso Master.

Nesta segunda-feira, dia 12, o principal índice da bolsa brasileira encerrou as negociações com uma queda de 0,13%, posicionando-se aos 163.150,35 pontos. No mesmo dia, o dólar à vista (USDBRL) fechou a R$ 5,3725, apresentando uma alta de 0,12%.

Cenário Nacional e Investigação do Banco Central

No panorama interno, o Caso Master voltou a atrair a atenção dos investidores. O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, se encontrou com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo. Após a reunião, Rêgo declarou que o BC considera “muito importante” a realização de uma inspeção na autoridade monetária relacionada à liquidação do Banco Master.

“A inspeção será realizada porque o Banco Central solicitou essa investigação, a fim de obter garantias e segurança jurídicas”, explicou. “O Banco Central deseja o selo de qualidade do TCU.” Rêgo acrescentou que não vê nada de anormal na fiscalização conduzida pelo TCU.

Na semana anterior, o ministro do TCU, Jhonatan de Jesus, havia acatado um recurso do Banco Central e suspenso a inspeção que estava programada para revisar a documentação relevante à liquidação do Banco Master.

Boletim Focus e Expectativas Econômicas

Em relação ao panorama econômico, o mercado avaliou os dados do Boletim Focus. Os economistas consultados pelo Banco Central reduziram a projetada inflação para 2026, passando de 4,06% para 4,05%. A expectativa para a taxa Selic, por sua vez, foi mantida em 12,25% ao ano até dezembro, sendo essa a terceira semana consecutiva de estabilização dessa projeção.

O câmbio deve encerrar o ano cotado a R$ 5,50, e as estimativas indicam que a economia brasileira deve crecer 1,80% em 2026. Além disso, o Tesouro Nacional reavaliou suas previsões em relação à dívida pública bruta, que deve apresentar uma trajetória de crescimento até 2032, alcançando 88,6% do PIB, em decorrência do nível elevado de juros em vigor no país.

Desempenho das Ações do Ibovespa

Dentro do Ibovespa, as ações da Vamos (VAMO3) destacaram-se com uma valorização superior a 7%, liderando a ponta positiva do índice. Isso se deve à reação do mercado à prévia operacional do quarto trimestre de 2025 (4T25), cujo balanço será divulgado em 27 de março. A companhia anunciou uma receita líquida de R$ 1,48 bilhão referente ao 4T25, mostrando um crescimento de 24,3% comparado ao mesmo período de 2024. Para o banco Citi, a prévia operacional da empresa apresentou um “viés positivo”, apesar do crescimento da receita não ter alcançado as expectativas, especialmente na divisão de seminovos.

A Vamos ainda destacou que as previsões para EBITDA, lucro líquido e alavancagem foram cumpridas. Por outro lado, as gigantes Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) também fecharam o dia com ganhos, impulsionadas pelo desempenho favorável das commodities. O petróleo Brent, referente ao mês de março, subiu 0,83%, sendo cotado a US$ 63,87 o barril na Intercontinental Exchange, localizada em Londres. O minério de ferro, também para março, apresentou alta de 0,92%, fechando a 822,50 yuans (equivalente a US$ 117,88) a tonelada na Dalian Commodity Exchange, na China.

No entanto, as ações do setor bancário apresentaram queda, reflexo dos desdobramentos do Caso Master. A ponta negativa do Ibovespa foi dominada por construtoras, que sentiram os impactos de prévias operacionais, além da Sabesp (SBSP3), que também refletiu realizações de lucros recentes.

Mercados Internacionais

No exterior, os índices da Wall Street iniciaram a sessão apresentando forte queda, mas conseguiram reduzir as perdas e inverter o sinal para o positivo nas horas finais do pregão. Os investidores mantiveram-se atentos ao aumento da pressão do governo sobre o Federal Reserve. No fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou indiciar o presidente Jerome Powell devido a declarações feitas ao Congresso a respeito de uma proposta de reforma das estruturas do BC.

No dia 11 de outubro, Powell se pronunciou, afirmando que a ação do governo é um “pretexto” com a intenção de aumentar a influência sobre a taxa de juros, que Trump busca reduzir significativamente. Na segunda-feira, dia 12, a Casa Branca anunciou que Trump não orientou os membros do Departamento de Justiça a investigar Powell.

Eventos internacionais, como ações militares na Venezuela e conflitos com o Irã, também ocuparam espaço na pauta do mercado. Ao final do dia, os índices de Wall Street fecharam da seguinte maneira:

  • Dow Jones: +0,17%, aos 49.590,20 pontos – atingindo o maior nível nominal da história;
  • S&P 500: +0,16%, aos 6.977,32 pontos – também no maior nível nominal histórico;
  • Nasdaq: +0,26%, aos 23.733,90 pontos.

Na Europa, os índices encerraram as negociações com expressivas altas. O índice pan-europeu Stoxx 600 finalizou o dia com um avanço de 0,21%, alcançando 610,95 pontos, marcando um novo recorde nominal histórico. O índice DAX, da bolsa alemã, também obteve uma nova máxima, com uma valorização de 0,57%, indo para 25.405,34 pontos.

No continente asiático, os índices também fecharam a sessão apresentando resultados positivos, com o índice Hang Seng, de Hong Kong, registrando uma alta de 1,44%, atingindo 26.608,48 pontos.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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