Fechamento do Ibovespa
O Ibovespa (IBOV) registrou uma leve alta, impulsionada pelo desempenho das ações da Petrobras, enquanto os investidores aguardavam decisões sobre as taxas de juros nos Estados Unidos e no Brasil.
Nesta terça-feira, 17 de outubro, o principal índice da bolsa brasileira finalizou as negociações com um aumento de 0,30%, alcançando 180.409,73 pontos.
O dólar à vista (USDBRL) encerrou o dia cotado a R$ 5,2000, refletindo uma queda de 0,57%.
Expectativa em Relação às Decisões de Juros
No mercado brasileiro, os investidores observaram o primeiro dia de reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que está avaliando a trajetória das taxas de juros no país. Em comunicações anteriores, o comitê havia sinalizado a possibilidade de iniciar um processo de flexibilização monetária.
No entanto, a continuidade do conflito no Oriente Médio, que já se estende por três semanas, elevou as preocupações sobre a pressão nos preços dos combustíveis e da energia, fatores que podem restringir a margem para um corte mais significativo das taxas de juros pelo Copom.
Projeções Econômicas
Na última segunda-feira, 16 de outubro, economistas consultados pelo BC revisaram suas projeções para 2026. No Boletim Focus, a mediana para a Selic no final deste ano foi ajustada de 12,13% para 12,25%.
Os dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostraram que o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) apresentou uma queda menos acentuada em março, com recuo de 0,24%, após uma queda de 0,42% no mês anterior.
Com esse resultado, o IGP-10 acumula uma retração de 2,53% nos últimos 12 meses. O resultado mensal foi um pouco inferior à expectativa de uma pesquisa da Reuters, que previra uma queda de 0,27%.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que reflete mudanças nos preços no atacado e representa 60% do índice geral, teve uma redução de 0,39% em março, após uma queda de 0,80% no mês anterior.
Altas e Quedas do Ibovespa
A Petrobras (PETR3; PETR4) registrou uma valorização de 1,22% nas ações ordinárias, encerrando a R$ 50,73, enquanto as ações preferenciais subiram 1,76%, impulsionadas pelo fluxo de investimentos estrangeiros e pela alta no preço do petróleo. O preço do Brent avançou 3,20%, atingindo US$ 103,42 por barril, conforme as transações na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
A alta do Ibovespa foi liderada pela Natura (NATU3), que teve um avanço de 8,46%, com o fechamento a R$ 9,36. O crescimento ocorreu após a divulgação do balanço financeiro na véspera, que revelou uma reversão do prejuízo em relação ao ano anterior, apresentando um lucro líquido das operações continuadas de R$ 186 milhões no quarto trimestre de 2025.
De acordo com analistas do BTG Pactual, houve uma melhora nos indicadores operacionais, uma vez que a Natura conseguiu eliminar itens que não eram recorrentes. Entretanto, persistem desafios quanto à dinâmica de receita líquida que ficou abaixo das expectativas, conforme indicaram os analistas.
A equipe, liderada por Luiz Guanais, destacou que o quarto trimestre foi, novamente, caracterizado por um desempenho decepcionante nas receitas líquidas, refletindo a desaceleração da demanda no Brasil, os problemas na integração das marcas e a desvalorização da moeda na Argentina.
Já o setor negativo da bolsa foi representado pela Magazine Luiza (MGLU3), que viu suas ações recuarem 8,13%, fechando a R$ 9,04.
Movimentações no Mercado Internacional
Nos Estados Unidos, os índices de Wall Street encerraram o dia em alta pela segunda sessão consecutiva. Os investidores estavam atentos na expectativa pela decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) programada para quarta-feira, 18 de outubro. Através da ferramenta FedWatch do CME Group, traders indicam uma probabilidade de 99,1% de manutenção da taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, com a previsão de cortes começando somente em setembro.
Os desdobramentos do conflito no Irã, assim como a expectativa pela retomada do escoamento de petróleo no Estreito de Ormuz, continuaram a influenciar o mercado.
Fechamento dos Índices em Wall Street
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os EUA são “o país mais poderoso do mundo” e que não necessitam “da ajuda de ninguém”, após membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se negarem a colaborar na segurança do Estreito de Ormuz, que está bloqueado pelo Irã por conta dos ataques americanos-israelenses em Teerã.
Confira o fechamento dos índices na bolsa americana:
- Dow Jones: alta de 0,10%, fechando a 46.993,26 pontos;
- S&P 500: aumento de 0,25%, encerrando a 6.716,09 pontos;
- Nasdaq: variação positiva de 0,47%, finalizando a 22.479,52 pontos.
Na Europa, os principais índices terminaram com resultados positivos, ainda percebendo o impacto dos preços do petróleo. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou as negociações com alta de 0,67%, alcançando 602,45 pontos.
No mercado asiático, os índices apresentaram resultados variados, influenciados pelas incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio. O índice Nikkei do Japão caiu 0,09%, finalizando a 53.700,39 pontos, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,13%, fechando a 25.868,54 pontos.
Fonte: www.moneytimes.com.br