Ibovespa encerra em alta impulsionado por Petrobras, atenção ao Copom e negociações entre EUA e Irã

Ibovespa encerra em alta impulsionado por Petrobras, atenção ao Copom e negociações entre EUA e Irã

by Editoria Bolsa e Mercado
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Movimentação do Ibovespa

O Ibovespa (BOV:IBOV) finalizou o pregão da terça-feira, 22 de setembro, registrando uma alta de 0,44%, alcançando 187.422 pontos. O índice, que começou o dia sob pressão, conseguiu inverter a trajetória e subir ao longo da sessão. Esse movimento de alta foi respaldado, em grande parte, pelas blue chips e pela recuperação da Petrobras, enquanto a diminuição da força dos contratos futuros de petróleo Brent ajudou a mitigar a pressão sobre os ativos relacionados à commodity. O volume financeiro do dia atingiu R$ 22,5 bilhões, superando a média móvel dos últimos 50 pregões, que era de R$ 18,5 bilhões, o que indica uma sessão com uma participação significativa dos investidores. Vale ressaltar que o material-base não fornece informações sobre o fechamento do contrato futuro de Ibovespa neste dia, impossibilitando a comparação de sua diferença em relação ao índice à vista sem incluir dados externos.

Cenário Econômico e Político

No que diz respeito ao cenário econômico interno, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) ganhou destaque, reforçando a percepção de uma desaceleração gradual da atividade econômica, especialmente nos setores mais cíclicos. Além disso, o documento aponta para sinais recentes de uma menor pressão sobre a inflação ao consumidor. Também foi apresentada uma avaliação específica do mercado de crédito, que indica uma dinâmica alinhada à desaceleração do crescimento econômico. Em termos fiscais e macroeconômicos, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda reduziu a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, passando de 5,1% para 4,9%. Ao mesmo tempo, elevou a estimativa para 2027 de 3,6% para 3,8%. No que se refere ao Produto Interno Bruto (PIB), a projeção para este ano foi ajustada de 2,3% para 2,0%. No campo político, o mercado demonstrou interesse nas proximidades das pesquisas realizadas pela AtlasIntel e Datafolha, além do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Movimentação Internacional

No cenário internacional, Wall Street terminou com uma performance mista: o Nasdaq 100 registrou um avanço de 0,82%, impulsionado por mais uma sessão positiva das empresas do setor de semicondutores. Em contraste, o S&P 500 se manteve estável e o Dow Jones encerrou em queda. O índice SOX subiu 2,06%, marcando o sexto pregão consecutivo de alta, em um contexto de otimismo renovado em relação à inteligência artificial. No mercado de juros nos Estados Unidos, o rendimento da Treasury de dois anos apresentou uma queda de 0,2 ponto-base, alcançando 4,749%, enquanto o rendimento da Treasury de dez anos subiu 1,2 ponto-base, chegando a 4,963%. As discussões entre os Estados Unidos e o Irã continuaram a chamar atenção, principalmente pelos possíveis impactos no Estreito de Ormuz e na oferta de petróleo. O petróleo Brent conseguiu reduzir suas perdas após reportagens sobre a retomada do fluxo pelo oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita e novas conversas entre os dois países. Na China, o contrato futuro do minério de ferro fechou em queda de 1,05%, cotado a US$ 105,67 por tonelada, o que gerou pressão adicional sobre o ambiente de commodities.

Desempenho Corporativo

No cenário corporativo, as ações tiveram uma sessão bastante ativa, contribuindo para a trajetória positiva do Ibovespa. Entre as maiores contribuições por pontos, as ações ordinárias da Axia Energia, que atua no setor elétrico, subiram 1,27%; as ações preferenciais da Petrobras, que é uma companhia integrada de petróleo, gás e energia, aumentaram 0,73%; e as ações preferenciais do Bradesco, um banco que oferece serviços financeiros, crédito, investimentos e seguros, registaram um aumento de 1,49%. No ranking das maiores altas percentuais, a Hypera, uma farmacêutica focada em medicamentos e produtos de saúde, avançou 3,61%; a Brava Energia, produtora independente de petróleo e gás, registrou um aumento de 2,82%; e a Suzano, uma das principais produtoras de celulose e papel, viu suas ações subirem 2,81%.

No entanto, na ponta negativa, a Vivara, varejista de joias e acessórios, apresentou uma queda de 4,37%, enquanto a Braskem, uma petroquímica que produz resinas e outros produtos químicos, caiu 2,92%, em meio à informação de que credores solicitaram uma injeção de US$ 3 bilhões em capital novo dos controladores. O material fornecido não inclui informações sobre o terceiro papel que compõe o ranking das maiores quedas, nem sobre as três ações mais negociadas do pregão, o que impossibilita a inclusão desses dados para evitar o fornecimento de informações não verificadas. A Tupy, fabricante de componentes estruturais e soluções em metal voltadas para os setores automotivo e de máquinas, teve suas ações valorizadas em 2,36%, após o BTG Pactual elevar a recomendação para “compra”, e o UBS aumentar o preço-alvo, mantendo a recomendação “neutra”.

Mercado de Juros e Câmbio

O mercado de juros futuros da B3 encerrou a terça-feira, 22 de setembro, com uma queda de até 6,0 pontos-base nos vértices da curva, acompanhando o movimento dos yields dos Treasuries norte-americanos. Essa movimentação ocorreu após a divulgação da ata do Copom e em um ambiente onde as leituras mais recentes indicam uma moderação da atividade econômica e uma desaceleração da inflação ao consumidor.

Entretanto, o material-base não discrimina as variações individuais dos vértices de curta, média e longa duração, nem informa quais contratos de DI futuro apresentaram as maiores oscilações ou quais foram os mais negociados, tampouco fornece suas respectivas taxas de fechamento. Assim, é possível registrar a tendência geral da curva, que foi de queda de até 6,0 pontos-base, mas não é viável fazer uma comparação entre os diferentes setores nem identificar um contrato líder em variação ou volume sem consultar dados externos. No mercado cambial, o dólar futuro operava em queda de 0,05%, cotado a R$ 5,120, enquanto o índice DXY avançava 0,17%, alcançando 100,5 pontos.

Fonte: br.advfn.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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