Fechamento do Ibovespa
Na quarta-feira, dia 24, o Ibovespa apresentou um fechamento quase estável, com uma leve variação positiva de 0,05%, alcançando 146.491,75 pontos. Este resultado representa um novo topo de fechamento, superando a máxima anterior registrada na véspera, que foi de 146.424,94 pontos. Durante o intradia, o índice ainda mantém o recorde de terça-feira, que foi de 147.178,47 pontos.
Na terça-feira, o Ibovespa havia encerrado suas atividades com um total de 146.424,94 pontos, tendo alcançado 147.178,47 pontos nos momentos de maior valorização, estabelecendo novos recordes históricos para o índice.
Movimentação do mercado
O mercado repercutiu as declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que adotou um tom cauteloso em relação aos cortes de juros em sua última fala. Apesar disso, o mercado ainda continua a considerar a possibilidade de mais duas reduções da taxa de referência dos Estados Unidos ao longo deste ano.
Nos Estados Unidos, os principais índices acionários fecharam em baixa, influenciados tanto pela postura do Federal Reserve quanto pela pressão exercida pelas grandes empresas de tecnologia.
Indicadores econômicos
Ainda no contexto brasileiro, a agenda de indicadores desta quarta-feira estava relativamente esvaziada. Os investidores se posicionavam antes da divulgação dos dados do IPCA-15 de setembro e do Relatório de Política Monetária do Banco Central, que serão apresentados na manhã de quinta-feira. Após a divulgação do relatório, haverá uma coletiva de imprensa com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Nos Estados Unidos, também estão programados para quinta-feira a divulgação de dados relacionados a auxílio-desemprego e ao Produto Interno Bruto (PIB), entre outros indicadores econômicos relevantes.
Destaques do Ibovespa
A ação da Petrobras (PETR4) registrou uma alta de 2,26%, impulsionada pela valorização dos preços do petróleo no mercado internacional, onde o barril do contrato Brent subiu 2,48%. Analistas do JPMorgan reafirmaram sua recomendação de “overweight” para as ações da companhia, elevando o preço-alvo para as preferenciais de R$43,50 para R$45.
Por outro lado, as ações da Raízen (RAIZ4) apresentaram uma queda de 5,98%, marcando a quinta baixa consecutiva. A empresa não receberá os recursos da capitalização proposta para a Cosan, que divide o controle da Raízen com a Shell, e não houve novidades sobre potenciais investidores, mesmo após semanas de intensa cobertura da mídia. Em contrapartida, as ações da Cosan (CSAN3) subiram 5,68%, já no segundo pregão de recuperação após uma forte queda no começo da semana, que ocorreu após o anúncio de capitalização e a diluição da base acionária.
Em um contexto fora do Ibovespa, as ações da Ambipar (AMBP3) sofreram uma queda acentuada de 18,52% no segundo dia consecutivo de perdas. Esta baixa ocorre em meio a incertezas após a empresa anunciar mudança na sua diretoria financeira e aprovar, pelo conselho de administração, uma emissão de até R$3 bilhões em debêntures.
*Com informações da Reuters
Fonte: www.moneytimes.com.br