Mercado Financeiro: Ibovespa e Dólar Futuro
O Ibovespa futuro (WINZ25) referente ao mês de dezembro registrou uma queda de 0,36% na última segunda-feira, dia 17, encerrando o pregão a 158.805 pontos.
Análise Técnica do Ibovespa
Segundo a análise técnica divulgada pelo BTG Pactual, o gráfico de 60 minutos indica que o ativo encontrou resistência próxima ao nível de 160 mil pontos. Além disso, a média móvel de 50 períodos atuava como suporte em torno de 159 mil pontos, sugerindo que o índice pode buscar uma nova marca de 154.550 pontos. Apesar disso, essa tendência não altera o viés positivo, já que o Ibovespa futuro ainda possui um alvo relevante nos 164.085 pontos no curto prazo.
Dólar Futuro: Desempenho e Influências Externas
Quanto ao dólar futuro para dezembro (WDOZ25), houve uma alta de 0,40%, posicionando-se a R$ 5,336. O BTG ressaltou que no gráfico de 60 minutos, as médias móveis de 21 e 50 períodos estão se aproximando, indicando uma possível redução da pressão vendedora. O Índice de Força Relativa (IFR) encontra-se em um patamar neutro, sinalizando incerteza para o curto prazo.
Dólar e o Cenário Internacional
O movimento do dólar futuro no mercado brasileiro reflete tendências observadas no exterior. Por volta das 17h, no horário de Brasília, o DXY, indicador que compara o dólar com uma cesta de seis moedas globais, incluindo euro e libra, registrava uma alta de 0,28, alcançando 99,579 pontos.
Internacionalmente, a divisa norte-americana reagiu ao discurso de membros do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), que geraram incertezas sobre a velocidade de futuros cortes nas taxas de juros do país. O vice-presidente da instituição, Philip Jefferson, sublinhou que o Fed deve proceder com cautela antes de realizar novas reduções nas taxas, uma vez que a política monetária se aproxima de um nível que não estimula ou controla a inflação.
Em uma declaração durante um evento do Fed de Kansas City, Jefferson enfatizou que a última redução de 0,25 ponto percentual foi apropriada diante da situação atual, que apresenta riscos crescentes para o mercado de trabalho e uma redução nas pressões inflacionárias. “A postura atual da política monetária ainda é um pouco restritiva, mas está se aproximando de seu nível neutro, que não restringe nem estimula a economia”, afirmou Jefferson. Ele acrescentou que a evolução do equilíbrio de riscos destaca a necessidade de avançar com cautela à medida que se aproxima da taxa neutra.
Expectativas para a Política Monetária Americana
As declarações dos dirigentes do Fed repetem a percepção de que a instituição poderá optar por manter os juros inalterados na próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), programada para dezembro. No encerramento do pregão anterior, a ferramenta FedWatch, do CME Group, indicava uma probabilidade de 55,1% de que a taxa básica permaneça entre 3,75% e 4,00% ao ano. Em contrapartida, as chances de um corte de 0,25 ponto percentual eram avaliadas em 44,9%.
Balanço do Ibovespa Futuro e Indicadores Econômicos Internos
O Ibovespa futuro também reagiu à divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Em setembro, a atividade econômica apresentou uma queda de 0,20% em relação ao mês anterior, conforme dados dessazonalizados.
Esse recuo superou as expectativas do mercado, uma vez que economistas consultados pela Reuters aguardavam uma retração de 0,10% para o mesmo período. No terceiro trimestre, a atividade econômica encolheu 0,9% em comparação aos três meses anteriores. Contudo, em relação a setembro de 2024, o IBC-Br mostrou um crescimento de 2,0%, alcançando um aumento de 3,0% nos últimos 12 meses.
De acordo com a análise do Bank of America (BofA), os dados do IBC-Br confirmam a desaceleração da atividade econômica no terceiro trimestre de 2025 e reforçam a previsão do banco de um eventual corte na Selic em janeiro. “Apesar do estímulo fiscal observado no terceiro trimestre — com gastos do governo aumentando mais de 5% em termos reais em comparação ao mesmo período do ano anterior — a atividade econômica ainda apresentou contração. Isso reflete que a política monetária restritiva está prevalecendo sobre os esforços fiscais”, afirmaram os economistas David Beker, Gustavo Mendes e Natacha Perez em um relatório recente.
Fonte: www.moneytimes.com.br