O apetite por risco no mercado internacional tende a oferecer suporte à Bolsa brasileira, mesmo em meio à cautela relacionada à situação fiscal, após a aprovação da pauta bombástica referente à aposentadoria dos agentes de saúde pelo Senado. A leve alta de 0,19% no minério de ferro pode contribuir para equilibrar a queda observada no petróleo.
As bolsas globais estão em alta, impulsionadas pelas expectativas de um corte de juros por parte do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, programado para ocorrer em dezembro. Este otimismo ocorre no dia em que será divulgado o Livro Bege, documento que apresenta um resumo das condições econômicas nos diversos distritos do Fed. O conteúdo desse documento tem o potencial de influenciar as previsões em relação à política monetária americana antes do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, que levará ao fechamento dos mercados no dia seguinte, 27.
Nesse contexto, a valorização dos futuros em Nova York está animando o principal índice da B3, impulsionada pela confiança em um possível corte de juros pelo Fed em dezembro, além da possível indicação de Kevin Hassett para assumir a presidência do banco central americano.
Câmbio e Cotação do Dólar
No que diz respeito ao câmbio, o dólar apresenta um leve avanço em relação a moedas fortes no exterior, enquanto se mostra estável em relação ao real. Após a abertura do mercado, a moeda americana registrava um recuo de 0,02%, cotada a R$ 5,37 na venda.
Ibovespa Futuro: Destaques do Mercado de Ações na Quarta-Feira (26)
IPCA-15 Apresenta Alta de 0,20% em Novembro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou uma alta de 0,20% em novembro, resultado que superou em 0,02 ponto percentual (p.p.) o desempenho de outubro, que foi de 0,18%. Essa variação ficou acima da mediana das estimativas realizadas por analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que previam um aumento de 0,18%, com um intervalo de projeção entre 0,10% e 0,23%.
Dos nove grupos de produtos e serviços analisados, sete apresentaram alta em novembro. O grupo que teve a maior variação e o impacto positivo mais significativo foi o de Despesas Pessoais, que cresceu 0,85% e contribuiu com 0,09 p.p. para o índice geral. Os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,29%) e Transportes (0,22%) também se destacaram.
No que se refere ao grupo de Despesas Pessoais (0,85%), esse aumento foi fortemente influenciado por elevações nos preços de hospedagem (4,18%) e pacotes turísticos (3,90%). No grupo de Saúde e Cuidados Pessoais (0,29%), o destaque foi o aumento no custo do plano de saúde, que subiu 0,50%.
No resultado do grupo Transportes (0,22%), as passagens aéreas se destacaram com um aumento de 11,87%, o que representou o maior impacto individual no índice do mês, contribuindo com 0,08 p.p. Já os combustíveis apresentaram uma queda de 0,46% em média. À exceção do gás veicular, que registrou um leve aumento de 0,20%, os demais combustíveis apresentaram redução nos preços: o etanol caiu 0,54%, a gasolina apresentou uma queda de 0,48% e o óleo diesel diminuiu 0,07%.
Expectativas do Mercado de Ações
Os investidores estão atentos ao Plano de Negócios da Petrobras para o período de 2026 a 2030, que será discutido amanhã pelo Conselho e apresentado ao mercado na sexta-feira.
No segmento de câmbio e taxa de juros, as expectativas em torno de um corte nas taxas podem ajudar a amenizar os ajustes, especialmente considerando os dados do IPCA-15. No entanto, as incertezas políticas e fiscais continuam a impor limitações sobre essas expectativas.
Além disso, no radar das novidades, a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara está votando um projeto que visa reduzir incentivos tributários, o que pode gerar uma receita de R$ 20 bilhões em 2026. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado também avalia, hoje às 10h, a proposta de taxação de plataformas de apostas e fintechs.
Essas e outras informações sobre o dia permanecem sob a atenção dos investidores e têm o potencial de impactar as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o desempenho do índice Ibovespa futuro.
Fonte: einvestidor.estadao.com.br