Mercados financeiros nesta segunda-feira
O Ibovespa futuro referente ao mês de fevereiro (WING26), conhecido como mini-índice, encerrou o dia com uma leve variação, apresentando uma queda de 0,06%, estabelecendo-se em 165.270 pontos.
Análise técnica do BTG Pactual
Conforme a análise técnica realizada pela equipe do BTG Pactual, a tendência nos prazos curto, médio e longo é orientada para alta. Os analistas ressaltam que, enquanto o índice se mantiver acima de 161.600 pontos, a expectativa de crescimento continua válida. Eles identificam a faixa de 162.400 como suporte e 165.000 como resistência, o que delineia o cenário projetado pelo banco.
O dólar futuro para fevereiro (WDOG26) também se mostrou praticamente estável. Segundo os analistas do BTG, essa valorização está dentro das projeções aguardadas, com previsões de quedas para os prazos curto, médio e longo. Eles explicam que os níveis de 5.420 e 5.390 funcionam como suportes, enquanto a pressão compradora deve ganhar força a partir das faixas de 5.480 e 5.500.
Dólar futuro e mercado externo
O desempenho do dólar futuro esteve em contracorrente em relação à tendência observada no exterior. Às 17h, no horário de Brasília, o DXY, indicador que avalia o dólar em comparação a uma cesta de seis moedas internacionais, incluindo euro e libra, registrava uma queda de 0,27%, situado aos 99,860 pontos.
O receio de uma possível intervenção do governo de Donald Trump no Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) impactou o mercado e a valorização da moeda. No final de semana, o presidente dos EUA ameaçou processar o presidente do Fed, Jerome Powell, em resposta a comentários feitos ao Congresso sobre um projeto de reforma nas instalações do Banco Central.
Powell se manifestou no último domingo (11), afirmando que a atuação do governo se configura como um “pretexto” para obter maior influência sobre a taxa de juros, em um momento em que Trump busca uma redução significativa dessas taxas.
Interpretação do especialista
Segundo Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, essa situação pode ser considerada uma ameaça relevante, especialmente ao se analisar o contexto de desentendimentos na política monetária em que surgem essas investigações.
Ibovespa futuro e o cenário interno
O cenário interno também influenciou o Ibovespa futuro, que repercutiu em relação ao Caso Master. Hoje, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, se reuniu com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil.
Após esse encontro, Rêgo declarou que o Banco Central considera “muito importante” que o TCU realize uma inspeção na autoridade monetária, especialmente em relação à liquidação do Banco Master.
“A inspeção será realizada porque o Banco Central solicitou essa avaliação para assegurar garantias jurídicas e segurança jurídica”, explicou. “O Banco Central busca ter o selo de qualidade do TCU.”
Em paralelo, os investidores monitoraram os dados apresentados no Boletim Focus. Os economistas consultados pelo Banco Central revisaram para baixo sua projeção de inflação para 2026, que passou de 4,06% para 4,05%.
A expectativa para a Selic foi mantida pela terceira semana consecutiva em 12,25% ao ano, com previsão de que o câmbio encerre o ano em R$ 5,50. Além disso, projeta-se que a economia brasileira registre um crescimento de 1,80% em 2026.
Adicionalmente, o Tesouro Nacional revisou significativamente suas estimativas sobre a dívida pública bruta brasileira, considerando o elevado nível de juros no país. A previsão aponta para uma trajetória de alta no endividamento até 2032, quando a dívida poderá alcançar 88,6% do PIB.
Fonte: www.moneytimes.com.br