Energia ganha espaço enquanto Vale enfrenta cenário mais incerto, diz Ágora
Energia ganha espaço enquanto Vale enfrenta cenário mais incerto, diz Ágora
O Ibovespa deve reagir ao relatório de empregos dos Estados Unidos, o que pode influenciar as expectativas sobre a atuação do Federal Reserve (Fed). Marcos Praça, analista da ZERO Markets Brasil, destaca a sensibilidade dos ativos brasileiros, que estão sob a influência do cenário eleitoral e do debate presidencial. O preço do petróleo superou a marca de US$ 100, o que impactou as ações da Petrobras. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está programado para divulgar a Pesquisa Industrial Mensal, e a inflação da zona do euro também chama a atenção dos investidores. Na última quinta-feira, o Ibovespa teve um aumento de 0,46%, com o dólar cotado a R$ 5,2204 e o petróleo em alta, o que impulsionou as ações da Petrobras e da Vale.
Movimentação do Ibovespa e Expectativas do Mercado
O Ibovespa chega ao último pregão antes do primeiro turno das eleições com uma agenda intensa nesta sexta-feira (2). O mercado financeiro está analisando os impactos do novo Datafolha, que foi divulgado na noite anterior, e aguarda ansiosamente pelo payroll dos Estados Unidos, enquanto o preço do petróleo, que permanece acima de US$ 100 por barril, se configura como um dos principais fatores influenciadores das ações da Petrobras (PETR3; PETR4).
Nos Estados Unidos, os dados de emprego são capazes de alterar as expectativas em relação aos próximos passos do Federal Reserve (Fed), visto que a proximidade da votação pode provocar ajustes nas posições da Bolsa, no câmbio e nas taxas de juros.
“Esta sexta-feira tende a ser particularmente sensível para os ativos brasileiros. O cenário interno, que envolve a reação do mercado à pesquisa Datafolha, deve dividir as atenções com o último pregão antes do primeiro turno, aumentando a possibilidade de ajustes nas posições e movimentos mais intensos no mercado de ações, no câmbio e nas taxas de juros”, menciona Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.
Na noite da última quinta-feira (1º), o Datafolha divulgou uma nova rodada de pesquisa eleitoral, apontando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) detém 48% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 45%, o que mantém ambos em um cenário de empate técnico em uma simulação para o segundo turno.
O preço do petróleo deve influenciar consideravelmente o pregão, uma vez que o Brent voltou a superar a marca de US$ 100 por barril na quinta-feira, encerrando a sessão a US$ 102,31, com um aumento de 4,37%, movimento este que favoreceu as ações da Petrobras.
No plano doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai divulgar a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) correspondente ao mês de agosto. A mediana das projeções de especialistas do Broadcast indica uma expectativa de alta de 0,1% na produção, após um avanço de 0,2% registrado em julho. Esse indicador é fundamental, pois reflete o ritmo da atividade econômica e pode impactar as expectativas relacionadas à política monetária implementada pelo Banco Central.
Antes da divulgação da PIM, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) deve apresentar o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) referente ao mês de setembro, com uma projeção de alta de 0,42%, após uma leve variação positiva de 0,01% em agosto.
Na Europa, há expectativa pela divulgação da leitura preliminar da inflação referente ao mês de setembro. As projeções indicam uma alta de 0,5% em relação ao mês anterior e de 3,6% em um período de 12 meses, com um aumento de 2,5% do núcleo na comparação anual.
“A combinação entre eleições, payroll, a cotação do petróleo e os Treasuries [títulos de dívida dos EUA] deve manter a volatilidade elevada no mercado, com a possibilidade de movimentos significativos, especialmente nas taxas de câmbio e na parte longa da curva de juros”, conclui Praça.
O que movimentou o Ibovespa nesta quinta-feira (1º)
Na última sessão, o Ibovespa fechou em alta de 0,46%, alcançando o nível de 187.197,46 pontos na quinta-feira (1º). Esse desempenho ocorreu em sintonia com a virada das Bolsas de Nova York, que terminaram o dia no campo positivo. No entanto, o dólar à vista registrou um aumento de 0,88%, sendo cotado a R$ 5,2204. Esse movimento se deu em uma sessão em que a agenda doméstica era relativamente esvaziada, com os investidores atentos aos dados de atividade e às declarações de dirigentes do Fed.
O preço do petróleo também foi um dos principais destaques do dia, com o Brent para dezembro subindo 4,37%, alcançando US$ 102,31 por barril, enquanto o WTI para novembro avançou 2,71%, chegando a US$ 92,97. A valorização da commodity contribuiu para que as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) subissem, registrando aumentos de 1,80% e 1,32%, respectivamente. A Vale (VALE3) também obteve uma alta de 0,56%, mesmo diante da ausência de negociações do minério de ferro na China em decorrência do feriado.
Em Nova York, os índices acionários conseguiram inverter o cenário de abertura negativa e encerraram o dia com pequenas altas. O Dow Jones subiu 0,04%, assim como o Nasdaq. O S&P 500 registrou uma alta de 0,2%.
A seguir, confira a agenda desta sexta-feira (2):
Fonte: www.estadao.com.br
