Introdução ao Ibovespa
O Ibovespa (IBOV) inicia a primeira semana do ano com a atenção voltada para o cenário internacional, especialmente os impactos da intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que repercutem tanto no mercado brasileiro quanto no contexto global.
Às 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira registrava uma ligeira queda de 0,09%, situando-se em 160.396,75 pontos.
Desempenho do Dólar
No mesmo intervalo de tempo, o dólar à vista operava em alta em relação ao real, acompanhando a tendência da moeda no mercado externo. Nesse momento, a cotação da moeda norte-americana alcançava R$ 5,4473, com um aumento de 0,40%.
Assuntos Relevantes para Investidores do Ibovespa
1 – Expectativas para 2026
Economistas consultados pelo Banco Central (BC) ajustaram levemente suas projeções para a inflação de 2026. De acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (5), a expectativa de crescimento dos preços passou de 4,05% para 4,06%. Por outro lado, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 apresentou um pequeno recuo, caindo de 4,32% para 4,31%. Os dados do IPCA referentes ao mês de dezembro e ao acumulado do ano anterior serão divulgados na próxima sexta-feira (9).
Para a taxa Selic, a expectativa para este ano permanece em 12,25%. As estimativas para o câmbio não sofreram alterações, com o Focus prevendo um dólar a R$ 5,50 ao final do ano.
2 – Ação Militar dos EUA na Venezuela
Na madrugada do último sábado (3), os Estados Unidos realizaram um ataque à Venezuela, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A intervenção foi confirmada pelo presidente norte-americano Donald Trump na manhã do mesmo dia, após um período de crescente tensão entre as duas nações, com acusações mútuas envolvendo tráfico de drogas e a legitimidade do governo venezuelano.
No mesmo pronunciamento, Trump assegurou que os Estados Unidos permanecem na Venezuela e que, a partir de então, “comandariam essencialmente o país” até que uma transição política fosse estabelecida. O presidente também manifestou o interesse dos EUA no petróleo venezuelano, afirmando que empresas estão “preparadas para entrar no país e investir para restabelecer a produção”. Vale destacar que a Venezuela possui 17% das reservas mundiais de petróleo bruto, tornando-se a nação com as maiores reservas do globo.
3 – Reunião do Gabinete da ONU
O Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou uma reunião para esta segunda-feira, em resposta ao ataque militar dos Estados Unidos que resultou no desmantelamento do governo de Nicolás Maduro. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, caracterizou essa ação como um “precedente perigoso”.
A reunião foi solicitada pela Colômbia, com apoio de Rússia e China, e ocorrerá entre os 15 membros do conselho. O Conselho de Segurança já havia se reunido em duas ocasiões, nos meses de outubro e dezembro, em função da escalada das tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela.
4 – Reação do Brasil à Intervenção na Venezuela
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou sua condenação à intervenção dos Estados Unidos na Venezuela. Em uma postagem na rede social X, realizada no último sábado, o presidente afirmou que os “bombardeios em território venezuelano e a captura do presidente ultrapassam uma linha inaceitável”.
Lula classificou tais atos como uma grave afronta à soberania da Venezuela e alertou que representam um precedente extremamente perigoso para a comunidade internacional. Ele reafirmou que a oposição ao uso da força é coerente com a postura que o Brasil sempre adotou em situações semelhantes em outras nações e regiões, afirmando estar disposto a promover o diálogo e a cooperação.
5 – Movimento do Preço do Petróleo
Nesta segunda-feira, os preços do petróleo estão em alta, com os investidores avaliando os efeitos da intervenção dos EUA na Venezuela. O mercado também está reativo à recente reunião ministerial da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), onde foi decidido manter a produção inalterada.
Pela manhã, os contratos do petróleo Brent, referência no mercado internacional, para entrega em março, mostravam um aumento de 0,95%, alcançando o valor de US$ 61,33 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para fevereiro subiam 1,03%, valendo US$ 57,94 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos.
Fonte: www.moneytimes.com.br