Ibovespa: Sequência de Ganhos e Fatores de Influência
O Ibovespa (IBOV) permanece estável e apresenta a maior sequência de ganhos consecutivos em mais de três décadas. O apetite por riscos no mercado internacional, impulsionado pela expectativa de encerramento da paralisação do governo dos Estados Unidos, juntamente com balanços de empresas e uma desaceleração da inflação brasileira superior ao previsto, estão influenciando o pregão.
Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira registrava um aumento de 0,63%, atingindo a marca de 156.236,86 pontos.
O dólar no mercado à vista apresentava queda em relação ao real, seguindo a tendência da moeda no mercado externo. No mesmo horário, a moeda norte-americana caía para R$ 5,2872, com uma diminuição de 0,38%.
5 Assuntos Relevantes para Investir no Ibovespa Nesta Terça-Feira (11)
1 – Ata do Copom
O Banco Central (BC) reiterou sua preocupação em relação à trajetória da inflação na divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada nesta terça-feira (11). No documento, a autoridade monetária alertou que o cenário futuro da inflação continua sendo desafiador, tanto por fatores externos quanto pela situação econômica interna.
“As expectativas de inflação, mensuradas por diferentes instrumentos e provenientes de vários grupos de agentes, seguiram uma tendência de declínio; no entanto, permanecem acima da meta de inflação em todos os horizontes”, enfatiza a ata. O BC também destacou que manterá uma política monetária em um nível significativamente contracionista por um período prolongado, com o objetivo de assegurar que a inflação converja para a meta estabelecida. Na reunião anterior, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano pela terceira vez consecutiva.
2 – IPCA Desacelera Mais do Que o Esperado
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que representa a inflação oficial no Brasil, teve um aumento de 0,09% em outubro, após uma alta de 0,48% em setembro. A projeção era de que o IPCA crescesse 0,16% nesse mesmo período.
Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas nesta terça-feira (11), a inflação acumulada em 2025 atinge 3,73%. Ao longo dos últimos 12 meses, o índice aponta um acúmulo de 4,68%, enquanto a expectativa do mercado era de um aumento para 4,71%.
É importante destacar que o IPCA permanece acima da meta perseguida pelo Banco Central, a qual é de 3%, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
3 – Negociações Entre Brasil e EUA
Uma nova rodada de negociações entre o Brasil e os Estados Unidos está programada para ocorrer nesta terça-feira (11). O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reunirá novamente com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, durante a cúpula dos países do G7, que acontece no Canadá.
Ainda sem uma confirmação oficial, esse encontro está inserido na agenda do governo brasileiro para resolver as tarifas elevadas impostas pelos Estados Unidos, assim como as sanções aplicadas contra alguns cidadãos brasileiros. Entre eles está o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que foi incluído na lista de restrições devido a alegações de perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
4 – Novonor e Braskem
A situação relativa à participação da Novonor na Braskem (BRKM5) pode estar se aproximando de uma solução. De acordo com informações da agência de notícias Bloomberg, a ex-Odebrecht está em negociações avançadas com a IG4 Capital para a venda de sua participação na companhia petroquímica.
A agência reporta que a Novonor pode firmar um acordo com seus credores ainda esta semana, resultando na transferência da participação na Braskem para um fundo sob a gestão da IG4 Capital. Neste cenário, a gestora compartilharia o controle da Braskem com a Petrobras (PETR4).
Se a negociação for concretizada, ainda será necessário obter a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
5 – ‘Shutdown’ Perto do Fim
Na noite de ontem (10), o Senado dos Estados Unidos aprovou um acordo que deverá pôr fim à mais longa paralisação do governo na história do país. O shutdown já durava 41 dias. A votação, que teve um resultado de 60 a 40, contou com o apoio da maioria dos republicanos e de oito democratas, que tentaram, sem sucesso, vincular o financiamento do governo aos subsídios de saúde que expiram no final do ano.
Embora o acordo estabeleça a realização de uma votação em dezembro sobre esses subsídios, que beneficiam cerca de 24 milhões de americanos, ele não garante que a continuidade deles esteja assegurada. O acordo também prevê a restauração do financiamento das agências federais, que haviam tido seus recursos interrompidos desde 1º de outubro, e impede a campanha do presidente Donald Trump que visa a redução do emprego público, fazendo com que não haja demissões até 30 de janeiro.
A proposta agora segue para a Câmara dos Deputados, que é controlada pelos republicanos. O presidente da Casa, Mike Johnson, indicou que a votação da proposta deverá ocorrer nesta quarta-feira (12). Após a aprovação pelos deputados, o texto será encaminhado para a sanção do presidente norte-americano Donald Trump.
Fonte: www.moneytimes.com.br