Movimentação do Ibovespa em 17 de outubro
O índice Ibovespa (IBOV) iniciou o pregão desta quarta-feira, 17 de outubro, apresentando oscilações entre leves altas e baixas, após enfrentar uma queda significativa de mais de 2% no dia anterior. Essa oscilação reflete as incertezas em torno das taxas de juros e do cenário eleitoral no Brasil.
A agenda econômica do dia se mostra esvaziada, e os investidores permanecem atentos ao desenvolvimento das eleições de 2026, uma questão que está se tornando cada vez mais importante nas expectativas do mercado.
Por volta das 10h15 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira acelerou a sua queda, recuando 0,66%, atingindo 157.535,22 pontos.
Radar do Mercado
1 – Eleições 2026 no radar
A metade da semana chega com uma agenda de indicadores quase vazia, levando os investidores brasileiros a se concentrarem nos desdobramentos do cenário eleitoral para 2026, que começam a ter cada vez mais relevância nas expectativas do mercado.
Um levantamento divulgado recentemente pela Genial/Quaest mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto em um possível primeiro turno, com 41%. Logo atrás dele está o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, com 23%. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece com 10% das intenções.
Nos cenários para um segundo turno, a pesquisa indica que Lula possui vantagem sobre os principais postulantes da direita. Em uma disputa direta com Flávio Bolsonaro, o petista teria 46% das intenções de voto, contra 36% do senador. No caso de uma corrida com Tarcísio, Lula teria 45%, enquanto o governador de São Paulo atingiria 35%.
Embora ainda haja um longo caminho até a eleição, os números começam a ser processados pelo mercado, que passa a considerar com atenção a possibilidade da reeleição do atual presidente.
2 – Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro tem buscado maneiras de superar a desconfiança inicial dos investidores em relação à sua candidatura presidencial em 2026. No entanto, de acordo com pessoas familiarizadas com seus planos, ainda será necessário um tempo considerável até que ele apresente uma agenda concreta e um nome forte com expertise em economia.
Após realizar um almoço na última quinta-feira no escritório do UBS em São Paulo, onde alguns participantes questionaram a seriedade de sua candidatura, o senador tem programado uma série de reuniões nesta semana com bancos, fundos de investimento e líderes empresariais. Ele também participará de um podcast voltado ao mercado, conforme afirmaram duas fontes à Reuters.
Uma fonte a par dos planos indicou que Flávio Bolsonaro dificilmente definirá um programa econômico antes de fevereiro, objetivo que mantém por meio de uma agenda intensa de reuniões com o setor privado e viagens internacionais, incluindo um deslocamento aos Estados Unidos.
O intuito, segundo as fontes, é apresentar sua candidatura de forma convincente a um segmento que foi fundamental para a vitória de seu pai, Jair Bolsonaro, nas eleições de 2018. O ex-presidente, atualmente cumprindo pena em decorrência de um envolvimento em uma trama golpista após sua perda nas eleições de 2022, indicou recentemente o filho mais velho para concorrer ao cargo máximo do país em 2026.
A decisão foi recebida de forma negativa pelo mercado, resultando em uma queda imediata do dólar e do índice da bolsa. Muitos investidores esperavam que Bolsonaro apoiasse um candidato mais experiente, como seu ex-ministro Tarcísio de Freitas, para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no próximo pleito.
3 – Petrobras (PETR4) compra fatia da Lightsource BP
A Petrobras (PETR4) anunciou na terça-feira, 16 de outubro, que adquiriu 49,99% das subsidiárias da Lightsource BP no Brasil. Esta operação representa a entrada da companhia no setor de geração de energia solar no Brasil.
A transação dará origem a uma joint venture, que será gerida de forma compartilhada entre a estatal e a empresa do grupo da petrolífera britânica BP, com foco no desenvolvimento de projetos de energias renováveis onshore.
A Petrobras destacou, em comunicado, que, neste momento, o valor da transação não é materialmente relevante para a empresa. A parceria visa estruturar projetos rentáveis em energias renováveis e aumentar a presença das duas empresas entre os principais atores do setor no Brasil.
4 – TIM pagará R$ 2,21 bilhões em proventos
O conselho de administração da TIM (TIMS3) aprovou a distribuição de proventos no valor total de R$ 2,21 bilhões, como antecipação da remuneração aos acionistas referente ao exercício de 2025, a qual será creditada ao dividendo mínimo obrigatório da companhia.
Do total, R$ 1,79 bilhão será repartido na forma de dividendos, o que corresponde a R$ 0,7482883774 por ação ordinária.
Os acionistas que possuírem ações da empresa até 19 de dezembro de 2025 terão direito a esses dividendos. As ações adquiridas após essa data estarão ex-direito à distribuição. O pagamento dos dividendos deverá ocorrer até 30 de dezembro de 2025.
O valor de R$ 420 milhões será destinado a juros sobre o capital próprio (JCP), que equivalem a R$ 0,1755760439 por ação ordinária.
Os que tiverem ações da TIM em 22 de dezembro de 2025 terão direito aos JCP. As ações compradas após essa data estarão ex-direito ao recebimento. O pagamento ocorrerá até 30 de junho de 2026.
5 – Inflação do Reino Unido
A inflação do Reino Unido apresentou uma queda acentuada e superou as expectativas, reduzindo-se para 3,2% em novembro, o nível mais baixo desde março, em comparação com 3,6% em outubro. Esses dados foram divulgados oficialmente nesta quarta-feira, 17 de outubro, e reforçam as expectativas do mercado de que o Banco da Inglaterra (BoE) deverá cortar as taxas de juros em sua reunião programada para quinta-feira.
A queda da inflação reflete a diminuição nos preços de uma variedade de produtos, incluindo bolos, biscoitos, cereais e confeitos, além de um impacto menor nos preços do tabaco e nos descontos registrados durante a Black Friday nas roupas femininas, conforme informou o Escritório de Estatísticas Nacionais.
O resultado ficou abaixo de todas as previsões em uma pesquisa conduzida pela Reuters, que indicava uma expectativa de queda para 3,5%, e também abaixo da expectativa do BoE, que previa um recuo para 3,4%.
*Com informações da Reuters
Fonte: www.moneytimes.com.br

