Ibovespa (IBOV) se mantém em nível recorde com prévia do PIB superando expectativas: 5 informações essenciais para investidores hoje (16)

Ibovespa encerra a semana em dia volátil

O Ibovespa (IBOV) finaliza a semana de forma agitada, influenciado por dados econômicos significativos, com um destaque especial para a prévia do PIB que superou as expectativas do mercado. Além disso, o cenário eleitoral e as tensões geopolíticas continuam a figurar entre os principais fatores observados pelos investidores.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira apresentava uma leve alta de 0,10%, alcançando 165.728,23 pontos.

No mesmo contexto, o dólar à vista operava em alta em relação ao real, apresentando um desempenho diferente do observado nas moedas estrangeiras. Nesse instante, a moeda dos Estados Unidos subia para R$ 5,3725, representando uma variação positiva de 0,11%.

5 assuntos relevantes para considerar ao investir no Ibovespa nesta sexta-feira (16)

1 – Prévia do PIB

O indicador mensal de atividade econômica, conhecido como IBC-Br, registrou uma elevação de 0,70% em novembro, conforme divulgado pelo Banco Central (BC) na manhã de hoje. Esse resultado superou as expectativas do mercado, que previa um avanço menor, de 0,30%, segundo uma pesquisa realizada pela Reuters.

A prévia do Produto Interno Bruto (PIB) foi de 1,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, refletindo um acréscimo de 2,4% no acumulado dos últimos 12 meses.

2 – Inflação do produtor

Os preços ao produtor no Brasil demonstraram uma queda em novembro, marcando a décima redução consecutiva, com uma taxa de -0,37%. Essa diminuição foi impactada principalmente pelas indústrias extrativas, conforme revelou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em seus dados divulgados nesta sexta-feira.

Com esse resultado, o índice acumulado nos últimos 12 meses registrou uma deflação de 3,38%. Entre as 24 atividades avaliadas, o IBGE indicou que 12 apresentaram variação negativa em novembro, sendo as indústrias extrativas responsáveis por uma das maiores quedas, com uma retração de 3,43%.

3 – IGP-10

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) começou o ano enfrentando pressão em função dos preços tanto ao produtor quanto ao consumidor, acelerando o crescimento a 0,29% em janeiro, em comparação a uma variação positiva de 0,04% no mês anterior. A expectativa expressa em uma pesquisa da Reuters previa um avanço de 0,25% para a leitura mensal.

No que diz respeito aos últimos 12 meses, o IGP-10 acumulou uma queda de 0,99%, conforme os dados disponibilizados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

4 – Produção da Petrobras

A Petrobras (PETR4) anunciou que sua produção de petróleo alcançou a marca de 2,4 milhões de barris de óleo por dia (bpd) em 2025, de acordo com um comunicado emitido ontem (15) após o fechamento do mercado. Essa produção excedeu em 0,5 ponto percentual o limite superior da meta estabelecida para o período, que era de um aumento de 4%, conforme seu Plano de Negócios 2025-2029. Este aumento também representa um crescimento de 11% em relação à produção alcançada em 2024.

Ademais, a produção total de óleo e gás natural superou em 2,8 pontos percentuais o limite superior da meta (+4%), alcançando 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), representando um acréscimo de 11% quando comparado à produção de 2024, conforme indicado pela companhia.

5 – Situação da Rússia e Ucrânia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou que o país não se opõe a um processo de paz, respondendo aos comentários feitos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no dia anterior. “Também discutimos o trabalho diplomático com a América – a Ucrânia nunca foi e nunca será um obstáculo à paz”, declarou Zelensky em um discurso noturno em vídeo, referindo-se a uma conversa telefônica com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte.

Trump, em uma entrevista à Reuters no dia 14 (quarta-feira), afirmou que acreditava que a Ucrânia estava menos preparada do que a Rússia para chegar a um acordo. Ao ser questionado sobre a razão pela qual as negociações lideradas pelos Estados Unidos ainda não haviam conseguido resolver o conflito que já dura quase quatro anos, Trump respondeu mencionando o nome de Zelensky.

Nos seus comentários, Zelensky ressaltou que os contínuos ataques da Rússia a instalações de energia na Ucrânia e a outros alvos demonstram que Moscou não está interessada na paz.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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