Capital Insights: É triste constatar falta de profundidade no debate fiscal, diz Luiz Parreiras
Gestor da Verde Asset alerta para baixa credibilidade do governo no fiscal, pouco detalhamento da oposição e mercado sem ajuste profundo precificado em 2027.
Análise do Ibovespa
O Ibovespa registrou uma queda de 1% nesta semana, encerrando uma sequência de quatro altas semanais consecutivas. Esse desempenho negativo foi influenciado pela desvalorização da Vale (VALE3), por preocupações relacionadas às taxas de juros elevadas no exterior e por incertezas na política e na economia do Brasil. Apesar da queda nesta semana, o índice continua acumulando uma alta de 4,40% no mês e de 14,96% no ano.
Fatores que Movimentaram o Mercado
Entre os elementos que impactaram o mercado, destacam-se novas pesquisas eleitorais que indicam mudanças na preferência do eleitorado, o aumento de 15% no valor do Bolsa Família e as repercussões de uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) referente ao caso Banco Master. No âmbito internacional, o Federal Reserve (Fed) elevou as taxas de juros, enquanto os investidores mantinham atenção às fortes oscilações nos preços do petróleo em decorrência de conflitos no Oriente Médio.
A Vale, que é uma das ações mais relevantes no índice Ibovespa, teve uma queda de 6,18% nesta semana, principalmente devido à queda do minério de ferro. Esse movimento foi responsável por pressionar o índice, mesmo que as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) tenham se beneficiado, em parte, da alta nos preços do petróleo durante alguns dias da semana.
O que fez o Ibovespa cair na semana?
No início da semana, o índice foi impactado pelo cenário eleitoral, com novas pesquisas apontando uma concorrência mais acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro. Além disso, a alta do petróleo, que chegou a se aproximar de US$ 110 por barril, contribuiu para a pressão no índice.
O mercado também incorporou um aumento na incerteza fiscal e política. O anúncio de um reajuste de 15% no Bolsa Família gerou um impacto financeiro estimado de R$ 5,8 bilhões para 2026 e R$ 22 bilhões para 2027, levando a uma queda de mais de 1% do Ibovespa durante o pregão na quinta-feira. Em adição, os eventos ocorridos na sessão do STF com a participação de Alexandre de Moraes contribuíram para aumentar a incerteza no ambiente institucional.
Movimentos Externos e Setores
No cenário externo, o Federal Reserve elevou as taxas de juros nos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual, elevando a faixa para 3,75% a 4%. Além disso, o Fed passou a projetar uma taxa de 4,1% para o final de 2026, uma revisão acima da estimativa de 3,8% anterior.
O mercado de petróleo, por sua vez, experimentou oscilações intensas ao longo da semana devido às tensões no Oriente Médio, afetando principalmente ações de peso como as da Petrobras (PETR3; PETR4). Com essas dinâmicas, mesmo com uma redução de 0,25 ponto na taxa Selic promovida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), o Ibovespa enfrentou um ambiente marcado por taxas de juros globais mais altas, volatilidade nas commodities e uma crescente percepção de risco associado à economia nacional.
Desempenho das Ações no Ibovespa
Na semana analisada, a Yduqs (YDUQ3) registrou a maior valorização, com um aumento de 6,96%. Em contraste, as ações da CSN Mineração (CMIN3) apresentaram a maior desvalorização, com uma queda de 18,75%.
As maiores altas do Ibovespa na semana
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Yduqs (YDUQ3): +6,96%, R$ 10,41
As ações da Yduqs subiram 6,96% na semana, destacando-se como as que mais valorizaram no índice. No acumulado mensal, as ações apresentam uma alta de 21,42%, enquanto no ano registram uma queda de 12,90%.
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Vibra (VBBR3): +5,57%, R$ 39,43
As ações da Vibra também tiveram um desempenho positivo, com um crescimento de 5,57% nesta semana. No mês, acumulam uma alta de 15,17%, e no ano, a valorização é de 60%.
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Vamos (VAMO3): +5,50%, R$ 3,35
As ações da Vamos avançaram 5,50% nesta semana. No acumulado mensal, as ações apresentam uma alta de 15,38%, e no ano, o crescimento é de 7,14%.
As maiores quedas do Ibovespa na semana
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CSN Mineração (CMIN3): -18,75%, R$ 5,74
As ações da CSN Mineração enfrentaram uma queda significativa de 18,75%, liderando as perdas do índice nesta semana. Até o momento, no mês, o papel apresenta desvalorização de 7,77%, embora tenha uma alta de 4,60% no ano.
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Braskem (BRKM5): -16,32%, R$ 4,52
A Braskem viu suas ações caírem 16,32% na semana. No acúmulo do mês, a empresa apresenta uma alta de 1,85%, mas no anual a desvalorização das ações é de 44,11%. O UBS BB rebaixou a recomendação das ações de neutra para venda, reduzindo o preço-alvo para a ação PNA de R$ 10,50 para R$ 3,75. A instituição financeira também diminuiu a estimativa para os American Depositary Receipts (ADRs), passando de US$ 4 para US$ 1,50.
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Azzas (AZZA3): -12,96%, R$ 14,81
As ações da Azzas caíram 12,96% durante a semana. No mês, elas apresentam uma desvalorização de 3,77%, enquanto no ano, a queda acumulada é de 43,16%.
Fonte: www.estadao.com.br
