Mercado Financeiro em Quarta-Feira
A bolsa de valores brasileira finalizou a quarta-feira, dia 25 de fevereiro, com uma leve correção. O índice Ibovespa (BOV:IBOV) apresentou um recuo de 0,13%, encerrando em 191.247 pontos. Esse movimento reflete uma realização de lucros após sessões mais firmes e uma maior cautela em razão de ruídos políticos no cenário nacional.
O volume financeiro do pregão somou R$ 20,3 bilhões, um valor ligeiramente abaixo da média móvel dos últimos 50 pregões, que é de R$ 20,7 bilhões, indicando uma diminuição do apetite ao risco. No mercado futuro, o contrato do Ibovespa (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT) seguiu o ajuste técnico observado no mercado à vista.
Mercado de Câmbio
No mercado cambial, o dólar futuro (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) registrou uma queda de 0,65%, sendo cotado a R$ 5,128. Em nível internacional, o índice Dólar DXY (CCOM:DXY) também apresentou recuo de 0,20%, ficando em 97,69 pontos.
Esse movimento contribuiu para aliviar as pressões na curva longa de juros, proporcionando algum alívio ao mercado doméstico ao final do pregão.
Ambiente Político
O cenário político ganhou atenção após uma pesquisa realizada pela AtlasIntel indicar um empate técnico em uma situação hipotética para a Presidência entre os candidatos Flávio Bolsonaro, com 46,3%, e Luiz Inácio Lula da Silva, que obteve 46,2%. Essa pesquisa sugere uma redução na diferença observada desde o mês de dezembro.
Dados Fiscais
No que diz respeito às informações fiscais, os dados apresentados foram os seguintes:
- O governo central registrou um superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, número que ficou abaixo da projeção de R$ 89 bilhões.
- A Dívida Pública Federal subiu para R$ 8,64 trilhões.
- O colchão de liquidez estabeleceu-se em R$ 1,08 trilhão, o que corresponde a 6,7 meses de vencimentos.
Esses dados reforçam a impressão de que há um equilíbrio fiscal em curto prazo, mas exigem atenção redobrada ao ambiente político.
Monitoramento Internacional
Os investidores no exterior estavam atentos a diversas questões, incluindo:
- A expectativa em relação ao balanço financeiro da Nvidia nos Estados Unidos;
- As negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irã;
- Os dados referentes aos estoques de petróleo divulgados pela EIA;
- A reunião da Opep+, que está agendada para domingo.
Desempenho das Commodities
No mercado de commodities, os principais movimentos foram os seguintes:
- O petróleo Brent (CCOM:OILBRENT) registrou uma alta de 0,25%;
- O ouro (PM:XAUUSD) subiu 1,12%;
- O minério de ferro em Dalian teve um aumento de 1,42%.
Este contexto contribuiu para que o pregão na bolsa brasileira seja mais técnico e seletivo.
Notícias Corporativas
No noticiário corporativo, um dos destaques negativos foi o Grupo Pão de Açúcar (BOV:PCAR3), que liderou as quedas após divulgar um prejuízo persistente e alertar sobre incertezas relevantes quanto à continuidade de suas operações, conforme mencionado pela Deloitte. A empresa anunciou um plano para alongar suas dívidas e reduzir custos, mas a reação do mercado foi negativa.
Desempenho do Índice
Entre as maiores quedas percentuais do índice, assim como as principais detratoras, o mercado continua vigilante em relação à temporada de balanços. Espera-se que os resultados de empresas como Engie, Nubank, Copasa, Iochpe-Maxion, Kepler Weber, Intelbras e Rede D’Or sejam divulgados em breve.
Os contratos de DI futuro (BMF:DI1FUT) de curta duração avançaram até 2 pontos-base, refletindo a cautela em relação ao cenário político e fiscal. Por sua vez, as taxas de média e longa duração registraram recuo de até 4,5 pontos-base, sinalizando uma diminuição no prêmio de risco estrutural.
Esses movimentos indicam uma redução da inclinação da curva longa e um ajuste corriqueiro na ponta curta, alinhando-se com a percepção de risco doméstico no curto prazo e um câmbio mais controlado ao longo do dia.
Fonte: br.-.com