Desempenho do Ibovespa
O Índice Bovespa (BOV:IBOV) encerrou o pregão desta quarta-feira, 4 de fevereiro, com uma significativa queda de 2,14%, posicionando-se aos 181.708 pontos. Este movimento representa a maior desvalorização diário do índice desde dezembro. O dia foi marcado por intensa realização de lucros, principalmente nas ações de maior liquidez conhecidas como blue chips. Tal comportamento ocorreu em meio a especulações sobre uma possível venda por parte de investidores estrangeiros, após um período de 20 sessões consecutivas de fluxo positivo.
Volume Financeiro
O volume financeiro alcançou o montante de R$ 26,3 bilhões, superando a média móvel dos últimos 50 pregões, que foi de R$ 19,3 bilhões. Isso enfatiza a intensidade da movimentação do mercado. Nos contratos futuros, o Ibovespa (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT) apresentou um comportamento negativo, acompanhando o desempenho do índice à vista, e refletindo a aversão ao risco que predominou durante a sessão.
Fatores Internos e Externos
A jornada foi influenciada por uma combinação de fatores tanto internos quanto externos. No cenário doméstico, os operadores apontaram para uma forte realização técnica, além da percepção de que o fluxo estrangeiro pode estar perdendo fôlego, mesmo considerando o saldo positivo de R$ 27,9 bilhões acumulado até o dia 2 de fevereiro.
Cenário Externo
No exterior, o dólar futuro (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) subiu 0,07%, alcançando a cotação de R$ 5,269. Essa alta está alinhada com o avanço do DXY (CCOM:DXY), que registrou uma elevação de 0,29%, alcançando 97,66 pontos. Esse movimento de alta do dólar expressa uma maior cautela global e ajustes nas posições em ativos de risco.
Mercado de Commodities
No setor de commodities, o petróleo Brent (CCOM:OILBRENT) teve uma alta de 1,89%, cotado a US$ 68,60, impulsionado por notícias sobre negociações nucleares entre os Estados Unidos e o Irã. O ouro (PM:XAUUSD) permaneceu relativamente estável, com uma leve alta de 0,02%, enquanto a prata (PM:XAGUSD) teve um salto significativo de 2,84%. Por sua vez, o minério de ferro viu uma queda de 0,32% em Dalian, resultado da migração de capital para fora do mercado de metais ferrosos, o que teve reflexos negativos nas ações ligadas ao ciclo de commodities.
Desempenho do Setor Financeiro
No noticiário corporativo, o setor financeiro foi o principal responsável pela pressão sobre o índice. As ações preferenciais do Itaú Unibanco (BOV:ITUB4) foram as que mais impactaram negativamente o índice, com uma desvalorização de 3,29%, ocorrendo às vésperas da divulgação de seus resultados trimestrais. As Units do BTG Pactual (BOV:BPAC11) caíram 4,93%, e as ações ordinárias da Weg (BOV:WEGE3) apresentaram uma queda de 4,81%.
Principais Quedas do Pregão
Entre as ações que tiveram as maiores quedas percentuais do dia, destacam-se:
- Totvs (BOV:TOTS3): -12,89%
- Hypera (BOV:HYPE3): -10,30%
- Raízen (BOV:RAIZ4): -13,27%, após a divulgação de notícias relacionadas a pressões financeiras e discussões sobre a reestruturação de sua dívida.
As transações mais frequentes do dia permaneceram centradas nas blue chips dos setores financeiro e industrial, que foram as que mais sofreram com o fluxo vendedor.
Mercado de Juros Futuros
O mercado de juros futuros apresentou uma sessão sem uma direção clara. A curva de juros de curto prazo recuou até 2,0 pontos-base, enquanto os vértices de médio e longo prazo avançaram até 3,0 pontos-base. Essa movimentação pode ser interpretada como ajustes finos, que refletem a aversão ao risco percebida no mercado acionário.
Os contratos futuros de DI (BMF:DI1FUT) concentraram uma parte significativa da liquidez, com os vencimentos intermediários demonstrando maior sensibilidade às oscilações do mercado externo e às flutuações da taxa de câmbio. Essa situação evidencia a postura cautelosa dos investidores, que continuam ajustando suas posições em resposta à volatilidade global e às potenciais mudanças nos fluxos de investimento estrangeiro.
Fonte: br.-.com