Ibovespa Renova Recordes com Otimismo em Reunião Bilateral
O Ibovespa (IBOV) atingiu a marca de 128 mil pontos nas primeiras horas do pregão da última segunda-feira (27) e estabeleceu novos recordes intradia e de fechamento, impulsionado pelo otimismo relacionado a um possível acordo entre os Estados Unidos e o Brasil após uma reunião entre os presidentes dos dois países. O aumento do apetite ao risco também foi influenciado por fatores externos.
No encerramento do pregão, o principal índice da bolsa brasileira registrou alta de 0,55%, fechando aos 146.969,10 pontos, um novo recorde. O fechamento anterior mais alto ocorreu em 24 de setembro, quando o índice chegou a 146.491,75 pontos.
Durante a sessão, o Ibovespa alcançou a marca intradia histórica de 147.976,99 pontos.
Por sua vez, o dólar à vista (USBRL) terminou as negociações cotado a R$ 5,3703, com uma queda de 0,41%.
O cenário interno se mostrou favorável, com os investidores reagindo positivamente ao encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, ocorrido no domingo (26) na Malásia.
Reunião entre os Presidentes
Após a reunião, Lula expressou em uma rede social que a conversa “foi ótima”. Durante uma coletiva de imprensa subsequente, o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou que o governo dos Estados Unidos concordou em estabelecer um cronograma para negociações com o Brasil nas próximas semanas, com o intuito de discutir um acordo sobre tarifas aplicadas a produtos brasileiros.
Projeções de Inflação
Adicionalmente, economistas consultados pelo Banco Central (BC) reduziram as projeções para a inflação pela quinta semana consecutiva, conforme apontado no Boletim Focus.
A previsão para o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4,70% para 4,56% em 2025, cifra que se aproxima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 3%, com uma margem de 1,5 ponto percentual.
Altas e Quedas do Ibovespa
Entre as companhias que fazem parte do Ibovespa (IBOV), as ações da Usiminas (USIM5) se destacaram com uma valorização superior a 10% durante o pregão, após uma reavaliação positiva do balanço da companhia, que foi divulgado na última sexta-feira (24).
A MBRF (MBRF3) também se destacou entre as maiores altas do dia. A empresa, que resulta da fusão entre BRF e Marfrig, anunciou um acordo de investimento com a Halal Products Development Company (HPDC), uma subsidiária integral do fundo soberano da Arábia Saudita, que levará ao lançamento da marca Sadia Halal.
No entanto, a Raízen (RAIZ4) registrou a maior queda do dia em resposta ao rebaixamento de sua classificação pela Fitch Ratings.
Entre as empresas mais influentes do índice, os bancos terminaram a sessão em alta. A Petrobras (PETR4; PETR3) posicionou-se entre os papéis mais negociados da B3, refletindo o impacto do Relatório de Produção e Vendas no terceiro trimestre (3T25), que é considerado um indicador da performance operacional.
A produção de petróleo da Petrobras apresentou um crescimento de 18,4% no terceiro trimestre de 2025 em relação a igual período do ano anterior, resultando em um recorde de exportações da commodity pela companhia, devido ao avanço operacional de novas plataformas e à redução do volume de paradas programadas.
A Vale (VALE3) teve um desempenho negativo e fechou com leve queda, mesmo com a valorização de quase 2% do minério de ferro.
Cenário Internacional
Os índices de Wall Street terminaram a sessão em alta e em níveis máximos históricos, impulsionados pela expectativa de um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China.
Recentemente, os EUA eliminaram a ameaça de tarifas de 100% sobre as importações chinesas que entrariam em vigor a partir de 1º de novembro.
O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, indicou que acredita que a China irá adiar a implementação de um regime de licenciamento de minerais de terras raras e ímãs por um ano, enquanto a política continua em revisão.
Acordos Comerciais e Expectativas
O presidente dos Estados Unidos expressou que tanto o país quanto a China estão em posição de alcançar um acordo comercial, prevendo uma reunião com o líder chinês, Xi Jinping, até o final desta semana na Coreia do Sul.
O mercado continua a precificar novos cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos, após a divulgação de dados recentes sobre inflação.
Em um panorama de crise, a paralisação de operações do governo (shutdown) americano já é a segunda mais longa da história, tendo completado 27 dias, e não mostrou sinais de um acordo iminente entre os democratas e os republicanos.
Fechamento de Wall Street
O fechamento dos índices de Wall Street foi registrado da seguinte forma:
- Dow Jones: +0,71%, aos 47.544,59 pontos — no maior nível nominal histórico;
- S&P 500: +1,23%, aos 6.875,16 pontos — no maior nível nominal histórico;
- Nasdaq: +1,86%, aos 23.637,45 pontos — no maior nível nominal histórico.
Na Europa, os mercados também encerraram em alta, refletindo o aumento do apetite por risco e a expectativa pela decisão do Banco Central Europeu (BCE) programada para a próxima quinta-feira (30). O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou um novo recorde pela terceira sessão consecutiva.
Na Ásia, os índices reportaram altas significativas, impulsionados pela expectativa de acordos comerciais com os Estados Unidos. O índice Nikkei, do Japão, ultrapassou pela primeira vez os 50 mil pontos, encerrando a sessão com alta de 2,46%, a 50.512,32 pontos.
Há previsão de que a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, mantenha uma reunião bilateral com Donald Trump ainda nesta semana, durante a visita do presidente dos EUA ao Japão.
Enquanto isso, o índice Hang Seng, de Hong Kong, também avançou, subindo 1,05%, com a cotação alcançando 26.433,70 pontos, em decorrência dos recentes acordos entre os EUA e a China relacionados a terras raras e a suspensão de tarifas de importação sobre produtos chineses, anunciadas por Trump.
Fonte: www.moneytimes.com.br


