Ibovespa se beneficia do aumento do apetite por risco em Wall Street e encerra em alta; dólar recua para R$ 5,40.

Expectativa por Novas Medidas Fiscais e Desempenho do Ibovespa

No contexto de expectativas por novas medidas fiscais, o Ibovespa (IBOV) reagiu ao cenário externo e seguiu a trajetória de aumento do apetite ao risco observado em Wall Street, beneficiado pelo alívio nas tensões entre Estados Unidos e China.

Nesta sexta-feira, dia 17, o principal índice da bolsa brasileira encerrou o pregão em alta de 0,84%, atingindo a marca de 143.398,63 pontos. No acumulado das últimas cinco sessões, o Ibovespa teve um avanço total de 1,93%.

O dólar à vista (USBRL) também apresentou queda, fechando as negociações a R$ 5,4055, uma desvalorização de 0,69%. Ao longo da semana, a moeda norte-americana acumula uma desvalorização de 1,78% em relação ao real.

Expectativas Domésticas e Relações Externas

No cenário interno, os investidores aguardavam informações sobre possíveis medidas de compensação, em decorrência da rejeição pela Câmara dos Deputados da Medida Provisória (MP) 1.303. Essa proposta estava relacionada à taxação de aplicações financeiras e de empresas de apostas esportivas, como uma alternativa às mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Vale destacar que o encontro entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, acabou não recebendo a devida atenção em meio a outras notícias mais impactantes.

Ainda na noite anterior, em 16 de março, Vieira comunicou que os governos do Brasil e dos EUA irão estabelecer uma agenda de reuniões focadas em negociações comerciais nas próximas semanas. O ministro também enfatizou que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump devem se reunir “em breve”.

Altas e Quedas no Ibovespa

Entre as empresas que fazem parte do Ibovespa (IBOV), as ações da Raízen (RAIZ4) destacaram-se nesta última sessão, liderando os ganhos do índice em um dia marcado pelo vencimento de opções na bolsa brasileira.

Os investidores “ignoraram” a decisão do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que vetou créditos tributários relacionados a despesas administrativas da companhia.

Os papéis da Prio (PRIO3) também se sobressaíram, impulsionados pela retomada da produção no campo de Peregrino. A companhia teve a sua ação como a mais negociada na B3, atraindo a atenção dos investidores.

A produção da Prio havia sido interrompida desde meados de agosto, quando a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decretou a interdição do FPSO Peregrino em virtude de questões de segurança e necessidade de adequações no sistema de dilúvio.

No entanto, a Klabin (KLBN11) enfrentou um dia negativo, sendo pressionada pela desvalorização da moeda norte-americana em relação ao real.

Entre as grandes empresas, os bancos registraram valorização, pois o mercado avaliou que os casos de fraudes no setor de crédito dos Estados Unidos parecem ser episódios isolados. Ao mesmo tempo, a Petrobras (PETR3 e PETR4) encerrou a sessão com leve alta, aproveitando uma tímida recuperação do petróleo Brent.

Por outro lado, a Vale (VALE3) continuou a sua trajetória de perdas, influenciada pelas pressões sobre o minério de ferro. Apesar das quedas, a ação da mineradora permaneceu acima de R$ 60, sendo cotada a R$ 60,13 naquele dia, o que representou o maior nível desde janeiro de 2024.

Desempenho em Wall Street e no Exterior

O estresse relacionado à saúde financeira dos bancos regionais nos Estados Unidos deu lugar a um cenário de alívio nas tensões entre o país e a China, resultando em uma alta nos índices de Wall Street.

Na parte da tarde, Trump ofereceu uma perspectiva mais otimista ao afirmar que as tratativas comerciais entre os dois países “estão indo muito bem”, durante uma coletiva na Casa Branca após uma reunião com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Na semana anterior, o presidente havia sinalizado a possibilidade de uma taxação de 100% sobre as exportações da China, em decorrência da decisão do país asiático de aumentar seus controles sobre a exportação de terras raras.

A paralisação do governo dos EUA atingiu o 17º dia, sem que houvesse um acordo entre Republicanos e Democratas no Congresso.

Fechamento dos Índices de Wall Street

Os índices em Wall Street fecharam a sessão da seguinte forma:

  • Dow Jones: +0,52%, aos 46.190,61 pontos;
  • S&P 500: +0,53%, aos 6.664,01 pontos;
  • Nasdaq: +0,52%, aos 22.679,97 pontos.

Na Europa, os mercados fecharam com quedas significativas, principalmente em função da desvalorização das ações bancárias, após sinais de estresse no setor financeiro regional dos Estados Unidos. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou o dia com um recuo de 0,95%, situando-se aos 566,24 pontos. Apesar do resultado negativo, o índice acumulou uma valorização de 0,4% ao longo da semana.

Na Ásia, os índices também encerraram o pregão em território negativo. Os principais índices asiáticos demonstraram desempenho desfavorável, como o Nikkei, do Japão, que caiu 1,44%, fixando-se aos 47.582,15 pontos, e o Hang Seng, de Hong Kong, apresentando uma queda de 2,48%, aos 25.247,10 pontos.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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