Ibovespa se valoriza com alívio externo após decisão do Fed, queda dos juros futuros e suporte de Vale e Petrobras

Mercado Brasileiro Finaliza em Alta

O mercado de ações brasileiro fechou a quarta-feira, 28 de janeiro, de maneira predominantemente positiva, impulsionado por fatores externos. O alívio veio do exterior, especialmente após o Federal Reserve decidiu manter as taxas de juros inalteradas, além do discurso cauteloso do presidente da autoridade monetária, Jerome Powell. Com isso, o Ibovespa (BOV:IBOV) avançou 1,52%, alcançando 184.691 pontos. Durante o pregão, o índice chegou a superar momentaneamente a marca dos 185 mil pontos, renovando suas máximas intradiárias.

O volume financeiro na sessão somou R$ 25,1 bilhões, um número consideravelmente acima da média móvel de 50 pregões, que estava em R$ 18,9 bilhões. Isso indica um apetite elevado por risco e uma entrada consistente de fluxo comprador, principalmente no que se refere a investidores estrangeiros. O desempenho positivo foi corroborado pelos contratos futuros do índice (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT), o que reforçou o otimismo no ambiente de negociações.

Contexto Global e Reações do Mercado

No panorama internacional, além da decisão do Federal Reserve, o dólar se valorizou frente a outras moedas, com o índice DXY (CCOM:DXY) apresentando um aumento de 0,61%, atingindo 96,40 pontos. Esse aumento se deu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do secretário do Tesouro, Scott Bessent, que reafirmaram a política de valorização do dólar.

Em termos geopolíticos, as tensões entre os Estados Unidos e o Irã contribuíram para a alta dos preços do petróleo Brent. Entretanto, os dados provenientes da China, que indicavam estoques elevados de minério de ferro, limitaram ganhos mais significativos no setor de metais.

Apesar da alta dos yields nos Estados Unidos, os juros futuros no Brasil encerraram a sessão em queda, desafiando a tendência do mercado internacional. Os investidores estavam focados na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), cuja decisão, agendada para após às 18h30, era amplamente esperada para manter a taxa Selic em 15%. No que se refere ao setor fiscal, o mercado reagiu ao Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, que delineou metas para a Dívida Pública Federal e reforçou a estratégia do Tesouro Nacional de diversificar suas emissões, incluindo ações no mercado externo.

Destaques Corporativos

No âmbito corporativo, a Vale (BOV:VALE3) destacou-se ao informar que sua produção de minério de ferro alcançou 336,1 milhões de toneladas em 2025. Esse volume superou as expectativas previamente estabelecidas e representou o maior número desde 2018, contribuindo para a sustentação do Ibovespa.

Principais Contribuições Positivas

Entre as principais altas percentuais do índice, as seguintes empresas se destacaram:

  • Vale (BOV:VALE3): +2,44%,
  • Petrobras (BOV:PETR4 | PETR3 | NYSE:PBR): +3,35%,
  • Itaú Unibanco (BOV:ITUB4): +2,25%.

Não houve registros relevantes de quedas expressivas, corroborando a atmosfera amplamente positiva do pregão.

Mercado de Juros Futuros

O mercado de juros futuros na B3 também apresentou um fechamento em queda significativa, com recuos de até 8,0 pontos-base, especialmente nos prazos médios e longos da curva. A percepção predominante entre os investidores é que a política monetária continua restritiva, mas há espaço para ajustes futuros, dependendo do discurso do Copom. Os contratos de DI (BMF:DI1FUT) refletiram esse alívio, mesmo com o dólar futuro (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) registrando uma alta de 0,30%, cotado a R$ 5,199. Essa combinação de uma Selic estável, um fluxo estrangeiro robusto e a queda nos DIs forneceu suporte adicional ao mercado acionário ao longo do dia.

Fonte: br.-.com

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