Ibovespa sobe com recordes em Wall Street, mas incerteza fiscal restringe os lucros; dólar recua para R$ 5,34.

Ibovespa Encerra em Alta

O Ibovespa (IBOV) seguiu a tendência de alta observada em Wall Street e a recuperação dos preços do petróleo, fechando a sessão com ganhos, apesar da incerteza em relação à Medida Provisória (MP) da Taxação em discussão no Congresso.

Na quarta-feira (8), o principal índice da bolsa brasileira teve um avanço de 0,56%, encerrando o pregão em 142.145,388 pontos. O dólar à vista (USBRL) finalizou o dia cotado a R$ 5,3442, apresentando uma leve queda de 0,11%.

Cenário Político e Econômico

No cenário interno, a Medida Provisória (MP) 1.303, que é uma alternativa à proposta de aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), continuou a atrair a atenção do mercado. Com o risco de caducidade, a MP foi aprovada no dia anterior (7) pela Comissão Mista do Congresso e ainda precisava ser aprovada pelos deputados e senadores nesta quarta-feira (8).

Durante uma coletiva de imprensa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou que “é bobagem colocar isso [a MP] como questão eleitoral”, enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou confiança na formação de um acordo entre os líderes do Congresso. “Estamos tranquilos em relação ao texto da MP apresentado”, afirmou Haddad.

O texto aprovado pela Comissão Mista retirou a proposta de elevação da taxação sobre apostas esportivas online (bets). As empresas que exploraram essa atividade em anos anteriores devem declarar as receitas retroativas, pagando 15% de Imposto de Renda (IR), além de uma multa de 100% sobre o valor apurado. As Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito de Desenvolvimento (LCD), Letras Hipotecárias (LH) e Letras Imobiliárias Garantidas (LIG) permanecerão isentas de IR.

A MP prevê uma arrecadação superior a R$ 17 bilhões em 2026. Inicialmente, o governo estimava um aumento de R$ 20,9 bilhões na arrecadação para o ano seguinte.

Altas e Quedas do Ibovespa

No contexto do Ibovespa (IBOV), as ações da Ultrapar (UGPA3) lideraram os ganhos do índice, beneficiadas por um movimento técnico. No entanto, mesmo com essa alta, a companhia ainda registra uma queda superior a 1% no acumulado do mês.

O destaque entre os ativos em alta foi a B3 (B3SA3), cujos papéis avançaram mais de 3% devido a uma melhora no fluxo de capital.

Em contrapartida, a Hypera (HYPE3) teve o pior desempenho do dia. Os grandes bancos enfrentaram quedas em conjunto pela segunda sessão consecutiva, enquanto as ações da Petrobras (PETR4; PETR3) despontaram negativamente, em desacordo com a performance do petróleo, finalizando o dia em queda. Vale (VALE3), por sua vez, obteve ganhos, com um aumento próximo a 1% ao acompanhar os movimentos do mercado externo.

Situação no Exterior

Os índices de Wall Street encerraram a sessão sem uma tendência definida, mas os índices S&P 500 e Nasdaq atingiram novos recordes históricos. A paralisação (shutdown) do governo dos Estados Unidos, que teve início no dia 1º de outubro, completou oito dias, com republicanos e democratas ainda em um impasse e a Casa Branca considerando demissões em massa de funcionários federais como uma opção de pressão.

Os investidores, por sua vez, focaram na ata da última reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed), onde foi discutida uma redução de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros, que agora estão entre 4,00% e 4,25% ao ano, marcando o retorno a um ciclo de afrouxamento monetário.

Na ata divulgada na quarta-feira (8), os dirigentes concordaram que os riscos associados ao mercado de trabalho nos Estados Unidos aumentavam o suficiente para justificar um corte nas taxas de juros, embora muitos permaneceram cautelosos em relação à inflação, que ainda está acima da meta de 2%. Após a divulgação do documento, o mercado manteve as expectativas de um novo corte nas taxas de juros. A ferramenta FedWatch, do CME Group, indicou que há 92,5% de possibilidade de um novo corte de 0,25 ponto percentual durante a próxima reunião, marcada para o dia 29 de outubro.

Fechamento dos Índices

Confira o fechamento dos principais índices na última sessão:

  • Dow Jones: -0,20%, aos 46.602,98 pontos.
  • S&P 500: -0,38%, aos 6.714,59 pontos — no maior nível histórico.
  • Nasdaq: -0,67%, aos 22.788,36 pontos — no maior nível histórico.

Na Europa, os mercados encerraram o dia em forte alta, impulsionados pelo setor siderúrgico. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,79%, fechando em 573,79 pontos — atingindo também um novo recorde histórico. Durante a sessão, esse índice renovou a máxima intradia a 574,32 pontos.

Os índices de Frankfurt e de Londres também registraram recordes nominais em seus fechamentos.

Na Ásia, os índices finalizaram em baixa, com a retomada das negociações nos mercados chineses após um feriado local. Entre os principais índices asiáticos, o Nikkei, do Japão, caiu 0,45%, encerrando em 47.734,99 pontos, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, teve uma queda de 0,48%, terminando o dia em 26.829,46 pontos.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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