Desempenho do Ibovespa em 10 de setembro
O Ibovespa (BOV:IBOV) encerrou o pregão desta quinta-feira, 10 de setembro, com um expressivo aumento de 1,42%, atingindo a marca de 188.268 pontos. Esse desempenho evidenciou um descolamento do movimento negativo observado nos mercados acionários globais, destacando o impacto contínuo das questões eleitorais no âmbito nacional. Durante a sessão, o volume financeiro movimentado foi de R$22,9 bilhões, índice que superou a média móvel dos últimos 50 pregões, a qual foi de R$17,7 bilhões. A alta nos índices do mercado nacional ocorreu mesmo diante da pressão externa, que se manifestou com os índices norte-americanos fechando em baixa e com os rendimentos dos Treasuries em ascensão.
Informações do Mercado de Câmbio
O material analisado não fornece dados sobre a pontuação ou variação do contrato futuro de Ibovespa, o que impossibilita a apresentação de comparações numéricas sem recorrer a informações não confirmadas. No âmbito cambial, o dólar futuro apresentou uma leve diminuição de 0,07%, sendo cotado a R$5,124, enquanto o índice DXY avançava 0,26%, alcançando a marca de 99 pontos. Isso reflete um contraste notável entre o comportamento dos ativos internos e a situação do mercado internacional.
Influências Políticas no Mercado de Ações
O mercado de ações brasileiro foi impulsionado, principalmente, pelo cenário político interno, mesmo com a pressão externa advinda de uma combinação de inflação, juros e tensões geopolíticas. Pesquisas eleitorais divulgadas no mesmo dia mostraram Flávio Bolsonaro com uma leve vantagem numérica em relação a Luiz Inácio Lula da Silva em simulações de segundo turno. O levantamento da AtlasIntel indicou 46,4% para Bolsonaro e 46,2% para Lula, enquanto a PoderData/Aya apresentou 47% contra 45%. No primeiro turno, Lula tem 43%, ante 37% de Flávio, segundo a AtlasIntel. Além disso, a taxa de aprovação do governo Lula caiu para 44%, o menor nível desde janeiro de 2024. O mercado aguarda também a divulgação dos dados do DataFolha prevista para esta sexta-feira, 11 de setembro. O Polymarket, por sua vez, começou a precificar uma maior probabilidade de vitória para Flávio.
Expectativas Institucionais e Dados Econômicos
Do ponto de vista institucional, a expectativa em torno de um pronunciamento do ministro Alexandre de Moraes, agendado para a segunda-feira, 14 de setembro, também repercutiu, assim como a operação da Polícia Federal relacionada ao financiamento do filme “Dark Horse.” Em termos de atividade econômica, o volume de serviços permaneceu estável em julho em comparação a junho, ficando abaixo do esperado. Entretanto, o fluxo estrangeiro continuou positivo, com uma entrada líquida de R$647 milhões registrada em 8 de setembro, acumulando um saldo de R$5,9 bilhões no mês. No cenário externo, o PPI dos Estados Unidos subiu 0,4% em agosto e 5,4% em 12 meses, aumentando as expectativas de uma elevação de 25 pontos-base pela Reserva Federal na próxima semana, com uma probabilidade que atinge cerca de 70%. Além disso, os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA recuaram para 206 mil. A tensão no Oriente Médio intensificou-se, levando o preço do petróleo Brent a alcançar US$107,37 por barril, em meio a ameaças envolvendo o Irã, Estados Unidos, houthis e Arábia Saudita. Na China, o futuro do minério de ferro em Dalian caiu 0,95%, cotado a US$108,93 por tonelada, devido às preocupações com a demanda e pela diminuição das margens siderúrgicas.
Destaques do Mercado Corporativo
No âmbito corporativo, as grandes instituições financeiras e a Petrobras contribuíram significativamente para a alta do Ibovespa. As companhias que apresentaram as maiores altas percentuais estavam ligadas aos setores de consumo, varejo e saúde. As ações preferenciais do Itaú Unibanco (BOV:ITUB4) avançaram 1,83%; esse banco atua no segmento financeiro, oferecendo uma variedade de serviços, incluindo bancários e de crédito. O Bradesco (BOV:BBDC4) registrou uma alta de 3,88%, também no setor bancário, trabalhando com créditos, investimentos e seguros. A Petrobras (BOV:PETR4 | BOV:PETR3 | NYSE:PBR) viu um aumento de 1,45% em suas ações, beneficiada pela valorização do petróleo e focada na exploração, produção, refino e comercialização de petróleo e derivados.
Principais Ações em Alta
Entre as ações que se destacaram em termos de alta percentual, o Assaí (BOV:ASAI3) teve um crescimento expressivo de 7,17%, vinculado ao segmento de atacarejo e varejo alimentar. A Magazine Luiza (BOV:MGLU3) apresentou uma alta de 6,64%, sendo impulsionada pelo seu desempenho no varejo e no comércio eletrônico. Por fim, a Hapvida (BOV:HAPV3) avançou 4,57%; essa empresa é voltada para a prestação de serviços de saúde e assistência médica. Assim, os destaques em termos de alta percentual foram liderados por Assaí, Magazine Luiza e Hapvida, enquanto entre as ações que mais contribuíram para a pontuação do índice estavam Itaú, Bradesco e Petrobras. O material disponível, no entanto, não apresenta informações sobre as maiores baixas nem sobre as ações mais negociadas, impossibilitando a inclusão de tais dados sem a adição de informações externas.
Desempenho da Curva de Juros Futuros
Nesta quinta-feira, 10 de setembro, a curva de juros futuros teve uma sessão de alívio, com os vértices encerrando a sessão regular em queda de até 10,5 pontos-base, apesar da alta dos rendimentos dos Treasuries americanos. Esse movimento no mercado doméstico se fortaleceu em meio ao clima eleitoral e a uma percepção mais otimista dos investidores sobre uma possível mudança de poder em 2027. No entanto, no exterior, os yields de dois e dez anos nos Estados Unidos dispararam 11,8 e 10,5 pontos-base, respectivamente, atingindo 4,554% e 4,950%. Esse fenômeno gerou um contraste significativo em relação à curva brasileira. O Tesouro Nacional vendeu 8,75 milhões de LTNs, de um total de 9 milhões ofertadas, além de 2,5 milhões de NTN-Fs, sendo que na semana anterior havia disponibilizado volumes maiores desses títulos.
Contratos na B3 e Diferença de Trajetórias
Entre os contratos negociados na B3, o material não especifica quais vértices apresentaram as maiores oscilações de forma individual, nem qual contrato teve o maior volume de negociações. Portanto, não é possível identificar com segurança o DI mais negociado ou o que mais variou, sem incorrer em informações adicionais não confirmadas. O que se destaca na sessão é a discrepância entre a trajetória de queda da curva doméstica e a pressão de alta observada nos juros norte-americanos.
Fonte: br.advfn.com
