Ibovespa sobe impulsionado por Petrobras e setor bancário, com queda nos juros futuros e pressão das Treasuries

Ibovespa sobe impulsionado por Petrobras e setor bancário, com queda nos juros futuros e pressão das Treasuries

by Editoria Bolsa e Mercado
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Desempenho do Ibovespa

O Ibovespa (BOV) encerrou o pregão desta terça-feira, 29 de setembro, registrando uma alta de 0,46%, fechando aos 183.827 pontos. Este movimento interrompeu uma sequência recente de quedas e foi sustentado, em grande parte, pelas ações de empresas de grande peso, como a Petrobras (BOV | BOV | NYSE) e o Banco do Brasil (BOV). No entanto, é importante destacar que o movimento de alta do índice não foi uniforme, uma vez que papéis relacionados às commodities metálicas, como a Vale (BOV), limitaram uma possível valorização mais acentuada do índice. O volume financeiro movimentado durante a sessão foi de R$ 20,1 bilhões, uma cifra que supera a média móvel dos últimos 50 pregões, que se encontrava em R$ 18,5 bilhões.

No mercado futuro, não foi possível obter o fechamento do contrato de Ibovespa futuro (BMF | BMF), o que inviabiliza uma comparação numérica segura entre os dois mercados. Apesar disso, o comportamento das ações mais representativas ajudou a sustentar o principal índice da bolsa de valores brasileira em um dia que foi marcado por dados econômicos nacionais, incertezas relacionadas ao cenário eleitoral e a pressão exercida pelos juros longos nos Estados Unidos.

Fatores Domésticos e Externos Influenciaram o Pregão

O pregão do dia 29 foi caracterizado por uma combinação de fatores tanto domésticos quanto externos. No Brasil, o mercado de trabalho mostrou sinais de recuperação, com a criação líquida de 165.827 empregos formais apontada pelo Novo Caged em agosto, enquanto a taxa de desemprego manteve-se em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, permanecendo no menor nível já registrado para o período. Em relação ao desempenho fiscal, o governo central anunciou um déficit primário de R$ 13,58 bilhões em agosto, resultado que foi melhor do que o consenso de R$ 14,4 bilhões. No âmbito político, uma nova pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg revelou que Lula detém 45,3% das intenções de voto no primeiro turno, em comparação a 42,2% que pertence a Flávio Bolsonaro, enquanto no segundo turno, Lula apresenta 47,6% contra 47,7% de Flávio, o que revela um empate técnico.

Dados Econômicos nos Estados Unidos

Em relação ao cenário internacional, o foco permaneceu voltado para a inflação e as taxas de juros nos Estados Unidos. Houve uma queda na confiança do consumidor norte-americano, que recuou para 81,9 em setembro, ficando abaixo do consenso, enquanto o número de vagas de emprego disponíveis caiu para cerca de 7,08 milhões em agosto. Simultaneamente, os rendimentos dos Treasuries continuaram elevados, com a taxa de 30 anos alcançando 5,583%, em um contexto que leva os investidores a se concentrarem nas implicações do custo do dinheiro ao longo do tempo. O preço do petróleo Brent apresentou uma queda, enquanto as negociações entre os Estados Unidos e o Irã, bem como a situação no Estreito de Ormuz, continuaram sendo monitoradas com atenção, destacando sinais de retomada das exportações do Oriente Médio que ajudaram a reduzir a pressão sobre o preço da commodity. Na China, o minério de ferro futuro na bolsa de Dalian depreciou 0,78%, alcançando o valor de US$ 104,26 por tonelada, o que impôs pressão a algumas ações ligadas ao setor de mineração.

Ações que Contribuíram para a Alta do Ibovespa

Entre as principais contribuições para o crescimento do Ibovespa, ações preferenciais do Itaú (BOV), que oferece serviços financeiros, crédito, investimentos e seguros, subiram 1,41%; a Petrobras (BOV | BOV | NYSE), gigante do setor de petróleo e gás, teve alta de 0,78%; e o Banco do Brasil (BOV), que oferece crédito, serviços bancários, investimentos e soluções, avançou 2,56%. Dentre as ações que mais se valorizaram em termos percentuais, destaca-se a Azzas (BOV), grupo que abrange marcas de moda e calçados como Arezzo, Schutz e Anacapri, que teve uma elevação de 10,50%; Direcional (BOV), especializada em incorporação, avançou 4,74%; e a Cogna (BOV), atuante no setor educacional, registrou alta de 4,27%.

Movimentos Corporativos e Reativações no Mercado

Do ponto de vista corporativo, a Petrobras se destacou ao firmar um contrato de longo prazo para a compra e venda de gás natural liquefeito com a empresa norte-americana Cheniere Energy, envolvendo cerca de 0,8 milhão de toneladas por ano ao longo de 22 anos. De acordo com a companhia, essa estratégia visa minimizar a exposição à volatilidade do mercado spot de GNL. Por sua vez, a CSN Mineração (BOV) anunciou uma redução temporária na produção de minério de baixa qualidade na planta a seco de Pires, localizada em Minas Gerais, motivada por condições de mercado mais restritas e custos de frete, além de elevar a projeção de custo caixa C1 para US$ 25 a US$ 26 por tonelada até 2026. No segmento financeiro, o Itaú BBA aumentou a recomendação para as ações da Tupy (BOV), passando de neutra para compra e fixando um preço-alvo de R$ 20. Entre as ações mais negociadas no dia, o Itaú, a Petrobras e o Banco do Brasil se destacaram, sendo alguns dos papéis que contribuíram para a sustentação do índice no pregão.

Movimentação Nos Juros Futuros

Os juros futuros negociados na B3 encerraram a sessão regular desta terça-feira, 29 de setembro, em queda, registrando um recuo de até 11,5 pontos-base nos vértices da curva. Essa movimentação ocorreu em um ambiente de atenção aos dados de atividade e emprego no Brasil, bem como ao cenário fiscal, sendo esta última especialmente influenciada pela pressão dos juros longos nos Estados Unidos. Durante a sessão, a curva de juros apresentou uma tendência de alívio, enquanto o Tesouro realizou a venda integral de um lote de 900 mil NTN-Bs e colocou 115,45 mil LFTs, de uma oferta de 500 mil títulos. A análise dos dados disponíveis permite afirmar que houve uma redução nos contratos de curto, médio e longo prazo, mas o material não detalha quais vértices específicos tiveram as maiores quedas e não fornece os valores finais dos DIs que mais variaram ou mais foram negociados. Portanto, não seria prudente fazer atribuições específicas a um vencimento ou inventar taxas finais. O contrato futuro de juros na B3 é referenciado à acumulação da Taxa DI até seu vencimento, servindo como instrumento para negociação e gestão de risco de juros.

Contexto Internacional e Influência no Câmbio

O cenário externo permanece como um fator relevante para a curva de juros brasileira: a Treasury yield de dois anos apresentou um recuo de 4,0 pontos-base, registrando 4,891%, enquanto a yield de dez anos avançou 1,7 ponto-base, alcançando 5,251%, e a de 30 anos subiu 3,3 pontos-base, atingindo 5,583%. Essa dinâmica ajuda a explicar por que os investidores se mantém atentos ao diferencial entre as partes curtas e longas das curvas de juros, particularmente em um momento onde o mercado brasileiro também observa dados de emprego, inflação, cenário fiscal e eleições. No segmento cambial, o índice DXY (CCOM) teve alta de 0,20%, alcançando 101,40 pontos, ressaltando a influência do ambiente internacional sobre os ativos brasileiros.

Fonte: br.advfn.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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