Ibovespa e Ambiente Externo
O Ibovespa registrou uma queda de 0,99% no fechamento do pregão realizado na quinta-feira, 24 de setembro, atingindo 183.965 pontos. A sessão foi marcada por um ambiente externo desfavorável e por pressões sobre as principais ações negociadas no Brasil. O volume financeiro totalizou R$19,1 bilhões, superando a média móvel dos últimos 50 pregões, que era de R$18,6 bilhões. Durante a tarde, o índice acentuou sua queda, refletindo uma postura mais defensiva observada nos mercados internacionais. Além disso, a curva de juros também registrou impactos, influenciada pela alta nos rendimentos dos Treasuries e pela pressão nos preços do petróleo. O material analisado não apresenta informações sobre o fechamento ou variação do contrato futuro de Ibovespa, o que impede uma comparação quantitativa entre o índice à vista e o futuro nessa sessão.
Motivos da Queda do Ibovespa
O ambiente externo foi o principal fator que pressionou a bolsa de valores brasileira na referida quinta-feira. Nos Estados Unidos, as tensões em torno das negociações entre norte-americanos e iranianos continuaram a impactar o apetite por risco. Os rendimentos dos Treasuries apresentaram aumento, com a taxa de dez anos subindo 7,1 pontos-base, alcançando 5,181%, e a taxa do título de 30 anos atingindo o maior patamar desde 2004. Paralelamente, o petróleo Brent subiu 4,21%, negociado a US$107,42 por barril, mesmo diante de notícias que indicavam que negociadores dos Estados Unidos e do Irã discutiam uma reabertura gradual do Estreito de Ormuz.
No Brasil, o Banco Central demonstrou uma postura cautelosa. O economista Gabriel Galípolo expressou preocupações em relação à oferta agressiva de crédito e enfatizou a necessidade de manter uma “guarda alta” no que se refere à política monetária. O outro economista, Paulo Picchetti, indicou que existem incertezas elevadas nas projeções econômicas. O Relatório de Política Monetária revisou para baixo a projeção de crescimento para 2026, que agora está em 1,8%, em comparação com a anterior de 2,0%. Contudo, as previsões para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foram mantidas em 5,2% para 2026 e 3,9% para 2027.
Desenvolvimentos Políticos e Econômicos
No âmbito político, investidores aguardavam a divulgação da pesquisa Datafolha, enquanto o governo de Luiz Inácio Lula da Silva considerava a implementação de um programa para enfrentar a questão do endividamento das famílias brasileiras. Entre os indicadores econômicos dos Estados Unidos, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram para 197 mil, valor que ficou abaixo das expectativas de 201 mil. Na China, o minério de ferro encerrou o dia estável, cotado a US$106,26 por tonelada. O DXY, índice que mede o valor do dólar em relação a uma cesta de moedas, avançou 0,16%, enquanto os metais preciosos ouro e prata apresentaram queda.
Desempenho das Ações
Entre as principais empresas que negativamente influenciaram o desempenho do Ibovespa, a Vale, uma gigante na extração de minérios e metais com atividades também na logística, apresentou uma queda de 1,15%, sendo a maior contribuinte para a desvalorização do índice em pontos. O Itaú Unibanco, uma das maiores instituições financeiras do Brasil, teve uma redução de 1,18% em suas ações. Outra empresa afetada foi a Axia Energia, atuante no setor elétrico, que registrou uma queda de 1,59%.
No ranking das maiores quedas percentuais do dia, destacam-se também a Natura, grupo de cosméticos responsável por marcas como Natura e Avon, que sofreu uma desvalorização de 5,88%. A RD Saúde, que atua no varejo farmacêutico através de importantes redes como Droga Raia e Drogasil, viu suas ações cair 5,38%. A Cogna, que opera na área de educação com foco em ensino superior e educação básica, também registrou um recuo, de 5,22%. Adicionalmente, o setor farmacêutico enfrentou pressão devido à notícia de que o Mercado Livre começará a permitir a venda de medicamentos mediante apresentação de receita médica no Brasil. Isso repercutiu negativamente, inclusive, nas ações da Pague Menos, que recuaram 8,00%. O material analisado não fornece informações sobre as maiores altas nem a lista das ações mais negociadas durante a sessão, por isso, esses dados não estão disponíveis.
Curva de Juros Futuros
A curva de juros futuros da B3 apresentou um comportamento misto durante a mesma quinta-feira, com uma pressão mais intensa na região intermediária. Os vértices de maturidade média encontraram-se em alta, com elevações que chegaram até 9,0 pontos-base. Por outro lado, os vértices de cauda longa registraram diminuições de até 0,5 ponto-base, evidenciando uma dinâmica diferente entre os diversos prazos. Esses movimentos ocorreram em meio à alta nos rendimentos dos Treasuries dos Estados Unidos e à pressão sobre os preços do petróleo, fatores que adicionaram um grau de volatilidade nas expectativas a respeito da trajetória da política monetária. No mercado de títulos públicos, o Tesouro Nacional vendeu 6,68 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e 4,6 milhões de Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F) em um leilão de títulos prefixados. Isso ocorreu em meio a ofertas de 7 milhões e 4,65 milhões, respectivamente. Contudo, o material analisado não detalha quais contratos de DI futuro foram os mais negociados ou apresentaram as maiores variações, tampouco seus respectivos valores de taxa, dessa forma, esses números ficam indefinidos.
Fonte: br.advfn.com
