IGP-DI registra alta de 0,20% em janeiro

Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI)

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) apresentou uma alta de 0,20% em janeiro de 2026, conforme os dados divulgados nesta sexta-feira (06/02). Este resultado indica uma aceleração em comparação a dezembro do ano anterior, quando o índice havia registrado um aumento de apenas 0,10%. Com essa nova atualização, o indicador acumula um avanço de 0,20% no ano e passa a mostrar uma queda de 1,11% no acumulado dos últimos 12 meses. No mesmo mês do ano anterior, janeiro de 2025, o índice havia apresentado uma elevação de 0,11% e acumulava um avanço de 7,27% em 12 meses.

Fatores que Influenciaram o IGP-DI

A alta do IGP-DI em janeiro foi influenciada principalmente pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que cresceu 0,59%, evidenciando uma aceleração de 0,31 ponto percentual em relação ao mês anterior. Esse aumento foi impulsionado por reajustes nas tarifas de ônibus urbanos, nas taxas de água e esgoto residencial, além de aumentos sazonais nos preços do ensino formal. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também apresentou aceleração, impulsionado pelos reajustes salariais da mão de obra, que estão diretamente associados ao aumento do salário mínimo e às condições do mercado de trabalho, particularmente em Belo Horizonte. Por outro lado, o Índice de Preços ao Produtor, apesar de ter se mantido estável no resultado geral, registrou uma elevação nos preços de produtos industriais, com destaque para minerais metálicos, como o minério de ferro. Essa análise foi realizada por Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

Desempenho dos Índices de Preços ao Produtor

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) manteve estabilidade em janeiro, sinalizando uma acomodação dos preços ao produtor após a leve alta observada em dezembro. No que se refere aos estágios de processamento, o grupo de Bens Finais apresentou uma queda de 0,22%, revertendo a alta de 0,08% registrada no mês anterior. O índice de Bens Finais (ex), que exclui alimentos in natura e combustíveis para consumo, subiu 0,04% em janeiro, após um recuo de 0,05% em dezembro.

Variações nos Grupos de Bens

O grupo de Bens Intermediários, por sua vez, aumentou 0,76% em janeiro, um resultado que supera a alta de 0,12% observada anteriormente. O índice de Bens Intermediários (ex), que desconsidera combustíveis e lubrificantes para produção, avançou 0,85%, após uma variação de 0,19% em dezembro. Em contraposição, o estágio de Matérias-Primas Brutas apresentou uma diminuição de 0,36% em janeiro, acentuando o movimento de baixa em relação ao recuo de 0,06% registrado no mês anterior.

Variação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC)

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou para 0,59% em janeiro, superando a taxa de 0,28% que foi registrada no mês anterior. Dentre as oito classes de despesa analisadas, cinco mostraram aceleração, destacando-se os grupos de Transportes, Alimentação, Saúde e Cuidados Pessoais, Despesas Diversas e Habitação. Em contrapartida, os grupos de Vestuário, Comunicação e Educação, Leitura e Recreação demonstraram desaceleração ou estabilidade nas taxas de variação.

Avanço do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC)

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou uma alta de 0,72% em janeiro, superando significativamente a taxa de 0,21% observada em dezembro. Esse avanço foi generalizado entre todos os componentes do índice, com destaque para a aceleração em Materiais e Equipamentos, Serviços e, principalmente, Mão de Obra, que registrou um crescimento de 1,22%.

Núcleo do IPC e Índice de Difusão

O Núcleo do IPC também evidenciou um avanço em janeiro, com uma alta de 0,52%, superando os 0,33% registrados em dezembro. O Índice de Difusão do consumidor alcançou 71,29%, indicando um aumento na proporção de itens que apresentaram variação positiva em comparação ao mês anterior.

Considerações Finais

A análise dos diversos índices econômicos apresentados revela a dinâmica dos preços no Brasil, que, apesar das oscilações, demonstram uma informação estratégica sobre a saúde da economia e os desafios que ainda precisam ser enfrentados no cenário atual.

Fonte: br.-.com

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