Divulgação de Dados Econômicos Globais
Investidores de diferentes partes do mundo direcionam sua atenção para uma série de importantes divulgações econômicas que ocorrerão entre a noite de domingo, 21 de dezembro de 2025, e a segunda-feira, 22 de dezembro de 2025. Essas informações têm o potencial de influenciar o comportamento dos mercados financeiros.
EUA
No cenário dos Estados Unidos, os dados de inflação medidos pelo Índice de Preços de Gastos de Consumo Pessoal (PCE) são os principais destaques. Este índice é considerado uma referência pelo Federal Reserve para fundamentar suas decisões de política monetária. Às 12:00 (horário de Brasília), serão divulgados o Núcleo do Índice de Preços PCE anual referente ao mês de outubro, que possui projeção de 2,8%, mantido em comparação ao resultado anterior. O indicador mensal também é projetado em 0,2%, mantendo-se semelhante ao período anterior. Além disso, o PCE geral anual é estimado em 2,8%, enquanto o mensal deve apresentar uma taxa de 0,3%. Por sua vez, a Renda Pessoal mensal é esperada com um aumento de 0,4%, enquanto os Gastos Pessoais mensais devem crescer 0,3%. O Consumo Pessoal Real mensal, por outro lado, é projetado como zero. O PCE do Fed de Dallas para outubro também deve ser divulgado, com uma expectativa de 1,90%. Caso os resultados superem as previsões, poderão intensificar as expectativas sobre a manutenção de altos níveis de juros pelo Fed, o que, por sua vez, pressionaria os títulos públicos americanos para que apresentassem yields mais elevados, fortalecendo o dólar nas transações globais e potencialmente gerando volatilidade nas ações do setor de tecnologia e crescimento, devido ao aumento dos custos de empréstimos.
Além disso, ainda nos EUA, às 10:30, o Índice de Atividade Nacional do Fed de Chicago para setembro é previsto em -0,12. Um valor que se mostre ainda mais negativo do que o projetado indicaria uma contração econômica, levando a uma possível queda nos rendimentos dos títulos públicos, como os Treasuries. Esse cenário poderia enfraquecer o dólar em relação a outras moedas, além de impulsionar ações defensivas, como as das utilities e do setor de saúde, em busca de proteção. Logo mais, às 13:30, ocorrerão os leilões de Bills a três meses (com uma projeção de 3,560%) e a seis meses (3,495%), que testarão a disposição do mercado em adquirir dívida de curto prazo. Yields que superem as expectativas poderiam refletir preocupações com a persistência da inflação, impactando negativamente o mercado de ações através do aumento dos custos de financiamento corporativo. Por outro lado, yields menores poderiam aliviar as pressões cambiais sobre economias emergentes que dependem do dólar.
Brasil
Em relação ao Brasil, o principal indicador a ser monitorado será a Confiança do Consumidor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) referente ao mês de dezembro, que está agendada para ser divulgada às 08:00. A projeção para este índice é de 89,8 pontos. Este indicador reflete o otimismo das famílias em relação a emprego e renda. Um resultado superior ao esperado poderia indicar uma recuperação econômica, o que resultaria na redução dos yields dos títulos públicos prefixados, como as NTN-F. Esse cenário também poderia pressionar para baixo a curva de juros futuros no DI e fortalecer o real nas transações cambiais, beneficiando ações dos setores de consumo e varejo na B3. Por outro lado, uma leitura abaixo do esperado, ou seja, inferior a 89,8, poderia amplificar preocupações relacionadas à estagnação econômica. Isso resultaria em um aumento dos prêmios de risco em títulos, provocando aumento dos spreads de juros e depreciando o real, afetando negativamente as ações de empresas com dívidas denominadas em dólar.
Europa
Na Europa, o Reino Unido será o foco das divulgações, com a apresentação do PIB anual do terceiro trimestre projetado em 1,3%, sem variação em relação ao anterior. O PIB trimestral é esperado em 0,1%, também em linha com dados prévios. As Transações Correntes para o mesmo período devem apresentar uma expectativa de -19,1 bilhões de libras, o que representa uma melhora em relação ao conteúdo anterior, que era de -28,9 bilhões. O Investimento das Empresas trimestral deve apresentar uma queda de 0,3% (sem alteração em comparação aos dados passados), enquanto o anual é previsto para um crescimento de 0,7%, mantido em níveis similares. Se os resultados do PIB superarem as expectativas, é provável que isso fortaleça a libra esterlina no mercado de câmbio, reduzindo os yields em gilts britânicos e promovendo valorização nas ações do FTSE 100, especialmente entre os setores exportadores. Contudo, dados fracos elevariam a pressão sobre o Bank of England para a realização de cortes nas taxas de juros, resultando em alta nos preços dos títulos, depreciando a libra e provocando quedas nas ações financeiras, que são sensíveis a margens de juros.
Na sequência, às 05:00, a Suíça divulgará a Massa Monetária M3 referente ao mês de novembro, embora sem uma projeção específica, sendo que anteriormente estava em 1.203.015 bilhões de francos. Um crescimento acima das expectativas pode indicar liquidez excessiva, culminando em elevações nas taxas de juros do Banco Nacional Suíço, fortalecendo o franco suíço e impactando negativamente as ações de exportadores no SMI. Às 06:00, a Itália apresentará o Índice de Preços ao Produtor (IPP) anual de novembro em 0,1% e mensal em -0,2%. A deflação nos preços ao produtor poderia apontar uma fraqueza na economia, resultando na diminuição dos yields em BTPs italianos, diminuindo a força do euro e beneficiando as ações de consumo no FTSE MIB por conta da redução nos custos de importações.
Adicionalmente, às 11:00, a França realizará leilões de BTF com vencimentos a três meses (2,079%), seis meses (2,117%) e 12 meses (2,146%), buscando testar a apetência por dívida de curto prazo na zona do euro. Se as yields ficarem acima do esperado, isso refletirá temores em relação à inflação, aumentando os custos de financiamento, depreciando o euro e impactando negativamente as ações no CAC 40 e no DAX. Por outro lado, yields menores poderiam indicar confiança do mercado, estabilizando os preços dos títulos e apoiando um rali nas ações, especialmente nos setores de tecnologia e luxuoso.
Canadá e Ásia
No Canadá, que tem conexões comerciais com a Europa, às 10:30 serão divulgados dados sobre o RMPI mensal para novembro em 0,6% (considerando o anterior como 1,6%) e o IPPI mensal em 0,3% (com uma comparação ao anterior em 1,5%). Números acima das expectativas relacionadas à inflação em matérias-primas podem levar o Bank of Canada a manter os juros elevados, fortalecendo o dólar canadense e aumentando yields nos títulos canadenses. Isso poderia prejudicar ações no TSX, especialmente nas indústrias de mineração e energia que dependem fortemente das exportações.
Voltando-se para a Ásia, no domingo à noite, às 22:00 e 22:15, a China anunciará as Taxas Preferenciais de Empréstimo do Banco Popular da China (BPC) para dezembro, com projeções definidas em 3,50% e 3,00%, que se mantêm iguais às anteriores. A manutenção ou redução nessas taxas pode sinalizar estímulos à economia, levando à diminuição dos yields em títulos chineses e uma possível depreciação do yuan, com um efeito positivo nas ações do SSE Composite ao facilitar o acesso a empréstimos corporativos. Um aumento inesperado nas taxas, no entanto, resultaria em juros mais altos, fortalecendo o yuan e pressionando ações de imóveis com dívidas elevadas.
Na segunda-feira, às 01:00, a Indonésia divulgará a Massa Monetária M2 anual para novembro, projetada em 7,70%. Um crescimento acelerado pode sinalizar a presença de inflação latente, elevando as expectativas de aumento nos juros por parte do Bank Indonesia. Tal fato fortaleceria a rúpia e impactaria negativamente as ações no IDX Composite ao encarecer o financiamento. Às 05:30, Hong Kong divulgará o IPC mensal para novembro em 0,30% e anual em 1,20%. Já às 06:30, o CGPI anual para o terceiro trimestre é esperado em 4,00%. Resultados que superem as expectativas em relação à inflação podem pressagiar um aumento nas taxas de juros, elevando yields em títulos locais e depreciando o dólar de Hong Kong, com possíveis flutuações nas ações do Hang Seng.
América Latina e Oceania
No México, às 09:00, a Atividade Econômica anual para outubro é projetada em 0,70% e mensal em -0,60%. Resultados positivos nessa divulgação poderiam fortalecer o peso mexicano, resultando na redução dos yields em cetes, títulos públicos do país, e impulsionando ações no IPC. Por outro lado, dados negativos podem depreciar a moeda e aumentar os prêmios de risco em títulos. Na Argentina, às 16:00, a divulgação da Atividade Econômica anual para outubro deve registrar uma queda para 3,3% (comparado ao anterior que estava em 5,0%). Essa desaceleração econômica pode intensificar a instabilidade cambial, aumentando os yields em bonos e depreciando o peso, impactando negativamente as ações no Merval.
Por fim, às 21:30, a Austrália divulgará as Atas da Reunião de Política Monetária do RBA, que, embora não apresentem valores quantitativos, têm potencial para indicar posturas mais restritivas ou mais flexíveis. Um tom restritivo pode fortalecer o dólar australiano, elevando yields em títulos e penalizando ações no ASX 200 que são sensíveis a movimentações nas taxas de juros. Às 23:00, a Nova Zelândia anunciará a Massa Monetária M3 para novembro, com uma expectativa de 442.324 bilhões de dólares neozelandeses. Uma expansão além do esperado poderia sinalizar inflação latente, motivando aumentos nas taxas de juros pelo RBNZ, fortalecendo o kiwi e impactando negativamente as ações no NZX 50.
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A análise mencionada foi conduzida pela ferramenta AI – – Intelligence, uma fornecedora de análise financeira e pesquisa fundamentada por inteligência artificial disponível no mercado.
Fonte: br.-.com