Índice de temor em Wall Street sobe 10% devido à desaceleração do emprego nos EUA.

Relatório Fraco de Empregos nos EUA e Expectativas de Corte de Juros

Embora a publicação de um relatório de empregos conhecido como payroll tenha mostrado um desempenho abaixo das expectativas, alimentando discussões sobre possíveis cortes nas taxas de juros, o mercado também expressa preocupações ampliadas acerca de uma possível desaceleração econômica nos Estados Unidos nos próximos meses. Setores com forte vínculo à atividade econômica, como os financeiro e industrial, figuram entre os mais penalizados na bolsa de valores.

Dados do Payroll de Agosto e Suas Implicações

O mercado financeiro reagiu ao relatório de empregos, referente ao mês de agosto, que trouxe à tona a continuidade das dúvidas sobre a qualidade dos dados coletados. Estamos ainda sob a influência de um episódio recente que culminou numa surpreendente troca de funcionários no Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS) devido a questionamentos sobre os dados apresentados. Essa incerteza parece ter sido suficiente para que o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, adaptasse seu discurso em direção à sugestão de um possível alívio monetário.

De acordo com o Departamento do Trabalho dos EUA, a economia do país gerou 22 mil empregos em agosto, considerando os dados líquidos publicados. Os analistas consultados pelo Projeções Broadcast esperavam uma geração de empregos que variava de zero a 104 mil vagas, com uma mediana esperada de 76 mil. Além disso, os dados referentes ao mês de julho foram revisados, com a criação de empregos passando de 73 mil para 79 mil, enquanto os dados de junho, que inicialmente mostravam a criação de 14 mil vagas, foram ajustados para indicar um fechamento de 14 mil posições. A taxa de desemprego se manteve em 4,3%, conforme esperado, enquanto os salários tiveram um leve aumento, superando as expectativas iniciais.

Reações e Expectativas do Mercado

O economista sênior do Inter, André Valério, acredita que os dados revelados no relatório de hoje solidificam a probabilidade de um corte nas taxas de juros pelo Fed na reunião agendada para setembro. Ele enfatiza que, levando em consideração a fragilidade dos dados de emprego nos meses anteriores, a discussão sobre um corte de 50 pontos base é bastante provável. Caso os membros do comitê optem por um corte de 25 pontos base, pode-se imaginar um compromisso em sequência com cortes adicionais no futuro próximo.

Valério também sublinha a importância da divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) para o mês de agosto, que será apresentado na próxima quinta-feira (11). Ele ressalta que esse dado será crucial para entender a intensidade e a frequência dos cortes de juros. “Se a inflação mostrar um comportamento contido, a chance de três cortes até o final do ano poderá aumentar. Por enquanto, mantemos a expectativa de cortes nas reuniões de setembro e dezembro,” completa.

Às 12h19 no horário de Brasília, o índice de volatilidade, conhecido como VIX, estava em alta de 7,39%, alcançando 16,47 pontos, depois de registrar uma alta superior a 10% minutos antes. O índice Dow Jones apresentava uma queda de 0,67%, enquanto o S&P 500 recuava 0,64% e o Nasdaq mostrava uma diminuição de 0,47%. Para mais detalhes sobre a operação no mercado de Nova York, siga acompanhando as atualizações.

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