Inflação do Consumidor na China Atinge Níveis Mais Altos em Novembro

Inflação Anual ao Consumidor da China

A inflação anual ao consumidor na China alcançou seu nível mais alto em 21 meses, registrando uma aceleração em novembro, impulsionada principalmente pelos preços dos alimentos. Entretanto, a deflação nas fábricas se aprofundou, indicando que a demanda interna permanece fraca e é improvável que se recupere no curto prazo.

Crescimento Econômico e Desafios

A economia chinesa está encaminhada para atingir a meta de crescimento de "cerca de 5%" estabelecida pelo governo de Pequim para o ano, sustentada por medidas de suporte e pela resiliência nas exportações de bens. No entanto, os desequilíbrios econômicos se agravam neste ano, exacerbados pela guerra comercial com os Estados Unidos e pela demanda consistentemente fraca dos consumidores. Esse cenário pressionou as autoridades a aumentar as medidas de estímulo econômico.

Índice de Preços ao Consumidor

Os dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas nesta quarta-feira (10) mostram que o índice de preços ao consumidor subiu 0,7% em novembro em comparação ao ano anterior, estando alinhado com as expectativas identificadas em uma pesquisa realizada pela Reuters. Em outubro, o índice havia registrado um aumento de 0,2%.

Fatores Impulsionadores da Inflação

O crescimento da inflação ao consumidor foi majoritariamente impulsionado pela alta nos preços dos alimentos, que aumentaram 0,2% em relação ao ano anterior, após uma queda de 2,9% observada em outubro.

O núcleo da inflação, que exclui os preços voláteis de alimentos e combustíveis, manteve-se em 1,2% no mês passado. Em termos mensais, o índice caiu 0,1% após registrar uma alta de 0,2% em outubro, enquanto a expectativa era de um aumento de 0,2%.

Deflação nas Fábricas

A deflação nos portões das fábricas persiste há três anos na China, afetando a segunda maior economia do mundo. Essa situação perdura mesmo com o governo intensificando ações para conter a superproduzida capacidade industrial e pedindo aos principais setores que reduzam a concorrência acirrada. Os dados mais recentes não mostraram evidências concretas de recuperação no cenário deflacionário que assola o país.

Índice de Preços ao Produtor

O índice de preços ao produtor caiu 2,2% em novembro em comparação ao mesmo mês do ano anterior, superando a queda de 2,1% registrada em outubro e se apresentando pior do que a previsão de recuo de 2,0%. Em termos mensais, o índice subiu 0,1% em comparação ao mês anterior.

Analistas, como Zavier Wong, da empresa de investimentos eToro, comentam que os números mais recentes da inflação na China revelam uma economia que aparenta estar se aquecendo, mas que ainda enfrenta profundas pressões deflacionárias. Wong observa que os fabricantes continuam a reduzir preços para escoar o excesso de oferta, destacando como as condições de demanda ainda permanecem fracas.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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