Inflação dos EUA aumenta 0,3% em dezembro, fechando 2025 acima da meta estabelecida.

Inflação nos Estados Unidos

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos registrou um aumento de 0,3% no mês de dezembro, conforme divulgado pelo Departamento do Trabalho nesta terça-feira, dia 13 de dezembro. A inflação americana fechou o ano de 2025 com uma alta acumulada de 2,7%, superando a meta de 2% estabelecida pelo Federal Reserve (Fed).

Dados do CPI

Conforme as previsões da Bloomberg, esperava-se um aumento de 0,3% para o último mês do ano, o que corresponde aos 2,7% acumulados em 12 meses. Entre os principais fatores que contribuíram para a inflação no mês de dezembro, destaca-se o setor de habitação, que avançou 0,4%. Além disso, os preços de alimentos, tanto no consumo em casa quanto fora, subiram 0,7%, enquanto o setor de energia registrou alta de 0,3%.

Por sua vez, o núcleo do CPI, que desconsidera itens considerados voláteis como alimentos e energia, teve um aumento de 0,2% em comparação mensal e alcançou 2,6% no acumulado anual.

Impacto do Shutdown do Governo

Este relatório representa a primeira leitura completa do indicador inflacionário após os impactos causados pelo shutdown do governo americano no último trimestre do ano passado. Em novembro, a inflação havia aumentado 0,2% no mês, encerrando o período com uma taxa de 2,7% em um ano, enquanto o núcleo do CPI também avançou 0,2%, mantendo-se em 2,6%.

Política Monetária do Federal Reserve

O mercado financeiro observa atentamente o CPI para ajustar suas expectativas quanto aos cortes das taxas de juros no país, mesmo que este não seja o índice preferido do Fed. A análise do cenário sugere que o banco central americano adotou uma postura de espera, após a redução de 0,75 ponto percentual em sua meta para a taxa de juros no ano anterior, estabelecendo-a na faixa de 3,5% a 3,75%.

Antes da publicação dos dados do CPI, a ferramenta CME FedWatch sinalizava que a expectativa predominante era de que os juros nos Estados Unidos se mantivessem no mesmo patamar durante a reunião de janeiro, contando com 95% de chances nesse sentido. Para os meses de março e abril, a manutenção das taxas também era considerada o cenário mais provável.

Cabe ressaltar que, em dezembro do ano passado, as autoridades do Fed previram a possibilidade de um novo corte nas taxas de juros para o ano corrente. Essa expectativa é sustentada pela crença de que o mercado de trabalho permanecerá estável e que as pressões inflacionárias terão uma redução, conforme o impacto das tarifas comerciais implementadas de maneira irregular pelo presidente Donald Trump se atenua.

Entretanto, os dados mais recentes sobre o mercado de trabalho indicam uma demanda por empregos que apresenta uma certa morosidade, mesmo diante de uma inflação que ainda se mostra elevada.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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