Citi Eleva Preço-Alvo das Ações do IRB Re
O Citi, instituição financeira, aumentou seu preço-alvo para as ações do IRB Re (IRBR3), ajustando a recomendação de R$ 64 para R$ 74. A elevação se baseia na identificação de 12 gatilhos que podem impulsionar o crescimento da empresa a partir de 2027. Os analistas Arnon Shirazi, Gustavo Schroden e Brian Flores indicam que essa recomendação se justifica pela expectativa de aumento nos prêmios de seguros, crescimento nos lucros, geração de caixa e um retorno maior aos acionistas. No fechamento do último dia, com as ações cotadas a R$ 62, o potencial de valorização seria de 19,4%, resultando em um retorno total esperado de 24,0%, conforme o relatório da instituição.
Aumento de Interesse dos Investidores
Os analistas do Citi afirmam que, nas últimas semanas, houve um notável aumento no interesse dos investidores pelas ações da empresa. Esse interesse é impulsionado por uma combinação de melhorias nos fundamentos da companhia e uma avaliação de valuation, que é considerada atrativa no momento.
Vetores de Crescimento Identificados
Entre os principais vetores que podem conduzir ao crescimento, o Citi aponta uma maior penetração no setor de seguros agrícolas, a expansão para linhas selecionadas de seguros primários, bem como o aumento da presença internacional das operações, especialmente na Suíça e em Malta. Além disso, o banco menciona a reestruturação da franquia de Vida e a possibilidade de um processo de “reshoring”, que se refere à prática de trazer de volta a produção para o país de origem, no que tange aos prêmios de resseguro para o Brasil. Esses fatores, segundo o relatório, podem ajudar a sustentar o crescimento da empresa ao longo do tempo.
Rentabilidade e Geração de Capital
Para a rentabilidade e geração de capital, o Citi destaca o potencial para redução de custos relacionados à retrocessão, melhorias na gestão de risco climático e iniciativas voltadas para a eficiência operacional. O relatório também menciona benefícios tributários, como a alíquota de 0% do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) aplicada ao resseguro, uma alíquota estatutária reduzida e a possibilidade de emprego acelerado de ativos fiscais diferidos (DTA), o que pode reforçar a geração de caixa da empresa. Com um excesso de capital projetado, a instituição vê espaço para um aumento nos dividendos no futuro.
Projeções para o Curto Prazo
No entanto, em relação ao curto prazo, a projeção do Citi indica um ano de 2026 mais fraco. A expectativa é de que o segundo semestre desse ano seja pressionado por um ajuste contábil que não envolve caixa, especificamente referente ao PIS/Cofins. Esse ajuste deve provocar um impacto antes de impostos estimado em aproximadamente R$ 148 milhões apenas no segundo semestre, totalizando cerca de R$ 228 milhões no ano. Além disso, há a previsão de sinistros mais elevados na América Latina. Em virtude dessas circunstâncias, o banco decidiu revisar para baixo sua estimativa de lucro líquido reportado para 2026, agora projetando um total de R$ 520 milhões.
Expectativas para 2027
Com uma visão voltada para 2027, o Citi elevou sua estimativa de lucro em 15%, prevendo um lucro na ordem de R$ 0,8 bilhão. Essa melhora na previsão é atribuída à expectativa de um perfil de resultados mais robusto e à ausência dos efeitos negativos identificados para o ano de 2026. No novo cenário projetado, a ação estaria sendo negociada a 6,3 vezes o preço sobre o lucro (P/L) estimado para 2027, apresentando um rendimento médio calculado em cerca de 8%.
*Conteúdo elaborado com auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.
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Fonte: www.estadao.com.br
