Israel anuncia novo ataque aéreo a Teerã após a morte de Khamenei.

Ataques de Israel ao Irã

Israel anunciou que lançou uma vasta ofensiva no centro de Teerã neste domingo (1), com o objetivo de estabelecer o controle aéreo sobre a capital. A ação se intensificou após a força aérea israelense ter confirmado a morte do líder supremo do Irã em um ataque em larga escala, aumentando a preocupação com a instabilidade na região do Oriente Médio.

Operações Aéreas e Desmantelamento de Defesas

Durante todo o dia, a força aérea israelense criou um “caminho para Teerã”, com os militares afirmando que a maioria dos sistemas de defesa aérea localizados no oeste e no centro do Irã havia sido desmantelada. O tenente-coronel Nadav Shoshani, porta-voz militar, declarou a jornalistas que diversos alvos ainda permanecem, incluindo locais de produção de armamentos. “Temos os recursos e os alvos para prosseguir por quanto tempo for necessário”, afirmou.

Considerações sobre Forças Terrestres

Quando questionado sobre a possibilidade de Israel enviar forças terrestres ao Irã, Shoshani disse que tal movimento não está sendo considerado. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assim como o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, incentivaram os iranianos a aproveitar a oportunidade de derrubar seus líderes.

Logo após os ataques que resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei, a mídia estatal iraniana confirmou a informação. Khamenei, que governava o Irã há 36 anos e transformou o país em uma força antiamericana, foi atacado em seu escritório no momento do atentado. A operação também resultou na morte de sua filha, neto, nora e genro.

Reação Internacional à Morte de Khamenei

O presidente russo, Vladimir Putin, um dos aliados chave de Teerã, qualificou a morte de Khamenei e de sua família como um assassinato “cínico”, que transgrediu todas as normas de moralidade humana e do direito internacional. Especialistas observaram que, embora a eliminação de Khamenei e outros líderes tenha sido um golpe significativo para o Irã, isso não implica, necessariamente, no fim do regime clerical no país ou da influência da Guarda Revolucionária sobre a sociedade.

Kaja Kallas, chefe da política externa da União Europeia, referiu-se à morte de Khamenei como um “momento decisivo na história do Irã”. “O que ocorrerá a seguir é incerto. No entanto, agora existe uma oportunidade criada para um Irã diferente, onde seu povo poderá exercer maior liberdade para moldar seu futuro”, comentou Kallas em um post na rede social X.

Estrutura de Poder no Irã

De acordo com a Constituição iraniana, o líder supremo é designado pela Assembleia de Especialistas, um corpo clerical composto por 88 membros que supervisiona e, teoricamente, pode destituir o líder. Essa posição exerce poder supremo no Irã, funcionando como comandante-chefe das forças armadas e determinando a política externa, frequentemente marcada pelo antagonismo em relação aos Estados Unidos e a Israel.

No último domingo, o aiatolá Alireza Arafi foi nomeado como jurista do Conselho de Liderança do Irã, organismo destinado a desempenhar as funções do líder supremo até que a Assembleia de Especialistas eleja um novo líder, conforme relatado pela agência de notícias ISNA. Arafi, membro clérigo do Conselho Guardião, fará parte do Conselho de Liderança temporária, ao lado do presidente Masoud Pezeshkian e do presidente do Supremo Tribunal, Gholamhossein Mohseni Ejei.

Chamada à Razão dos Emirados

Fontes americanas informaram que Israel e os EUA programaram os ataques para coincidir com uma reunião de Khamenei com seus principais assessores. Fontes internas no Irã relataram que as autoridades buscariam rapidamente escolher um sucessor a Khamenei para transmitir uma mensagem de continuidade e estabilidade.

Além disso, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, Abdolrahim Mousavi, também foi morto nos ataques, de acordo com a emissora estatal Iran TV. Após os ataques aéreos iranianos em resposta aos ataques de Israel, Anwar Gargash, assessor do presidente dos Emirados Árabes Unidos, pediu a Teerã que “recuperasse o bom senso”, ressaltando que a guerra não é direcionada aos vizinhos árabes do Golfo. Até o presente momento, os Emirados Árabes Unidos foram os mais afetados pela retaliação do Irã.

O presidente Trump alertou que os Estados Unidos responderiam com “uma força nunca antes vista” se o Irã retaliar após os ataques, afirmando que o país havia declarado a intenção de atacar com bastante vigor.

Ameaças e Retaliações

Em resposta aos avisos emitidos por Trump e Netanyahu, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, fez declarações agressivas, afirmando que o Irã retaliaria com “golpes terríveis”, advertindo que as ações cruzaram uma “linha vermelha”.

O centro de segurança marítima de Omã noticiou que o petroleiro Skylight, com bandeira do Palau, foi atacado nas proximidades de Musandam, resultando em quatro feridos e na remoção da tripulação de 20 pessoas. Khamenei, que frustrou as aspirações de vários presidentes moderados em décadas passadas, tinha forte apoio de xiitas fora do Irã, especialmente em países como Iraque e Paquistão, que possuem as maiores populações xiitas além do Irã.

O grande aiatolá Ali al-Sistani, considerado o principal clérigo xiita do Iraque, expressou condolências pela morte de Khamenei e instou o povo iraniano a manter a unidade diante dos desafios impostos pelos ataques.

Conflitos no Paquistão e Iraque

O impacto dos eventos recentes também se fez sentir em outros países. Em Karachi, no Paquistão, a polícia enfrentou manifestantes que invadiram as cercas do consulado dos Estados Unidos, resultando em nove mortes, após a confirmação dos ataques de Israel e EUA contra o Irã. No Iraque, a polícia utilizou gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral para dispersar multidões pró-iranianas que se reuniram nas cercanias da Zona Verde, em Bagdá, onde está localizada a Embaixada dos EUA.

A aviação comercial global continuou severamente afetada, com os ataques aéreos resultando no fechamento de aeroportos estratégicos no Oriente Médio, incluindo Dubai, um dos hubs internacionais mais movimentados do mundo, provocando uma das maiores interrupções na aviação em anos.

Continuação dos Conflitos

Diversas explosões puderam ser ouvidas por mais um dia na região central de Dubai e sobre Doha, capital do Catar, conforme testemunhos coletados, após o lançamento de ataques pelo Irã contra os Estados do Golfo. A defesa aérea interceptou mísseis, resultando em nuvens de fumaça branca sobre Dubai e fumaça escura sobre o porto de Jebel Ali, um dos mais movimentados do Oriente Médio. Dois civis ficaram feridos após estilhaços de drones atingirem residências devido a interceptações da defesa aérea.

O Irã, que havia prometido retaliar bases americanas se atacado, atingiu uma série de alvos, mantendo a região produtora de petróleo em alerta. Em sua justificativa para os ataques, Trump alegou que a operação visava eliminar uma ameaça do Irã que perdurou por décadas, além de assegurar que o país não desenvolvesse armas nucleares.

Pressões sobre a Liderança Iraniana

Trump também buscou validar sua ação, que contraria sua posição de oposição ao envolvimento dos EUA em conflitos complexos no exterior, comunicando que “isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e pessoas de vários países que foram mortos ou feridos pelas ações de Khamenei e sua gangue de bandidos sanguinários”.

A liderança iraniana se encontra sob crescente pressão devido a uma economia debilitada por sanções, a determinação de manifestantes em retornar às ruas, confortados por repressão violenta, e o enfraquecimento de representantes regionais diante das ofensivas israelenses.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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